Fenitoína + Amitriptilina
⚠O que acontece
Redução drástica dos níveis plasmáticos de amitriptilina e nortriptilina, levando à perda completa de eficácia antidepressiva. Risco de recaída grave de depressão maior, ideação suicida ou descompensação de dor crônica. A interação é imprevisível devido à variabilidade interindividual na indução.
⚙Mecanismo
Fenitoína é um indutor potente de CYP2C19, CYP1A2 e CYP3A4. A amitriptilina é metabolizada principalmente por CYP2C19 (Km ~ 5 μM) para nortriptilina (ativo) e por CYP1A2 e CYP3A4 para metabólitos inativos. A indução enzimática pode aumentar o clearance da amitriptilina em 3 a 5 vezes, reduzindo os níveis plasmáticos em 70-80%. Estudos de caso relatam redução de níveis de amitriptilina de 150 ng/mL para <30 ng/mL com fenitoína, resultando em falha terapêutica. O índice terapêutico estreito (faixa 80-200 ng/mL) torna esta interação crítica.
📋Conduta Clinica
Evitar a associação sempre que possível. Se inevitável, monitorar níveis séricos de amitriptilina + nortriptilina (alvo 80-200 ng/mL) antes e 2 semanas após início da fenitoína. Ajustar dose de amitriptilina com base nos níveis, podendo ser necessário aumentar 2-3 vezes a dose usual (ex: de 75 mg/dia para 150-225 mg/dia). Realizar ECG basal e a cada ajuste de dose para QTc. Ao descontinuar fenitoína, reduzir amitriptilina gradualmente para evitar toxicidade anticolinérgica e cardíaca.
🔍O que monitorar
Níveis séricos de amitriptilina + nortriptilina a cada 2-4 semanas até estabilização, depois a cada 3 meses. ECG com QTc basal e após cada aumento de dose. Monitorar resposta clínica (escalas de depressão, efeitos anticolinérgicos). Função hepática a cada 3 meses.
↺Alternativas
Substituir fenitoína por anticonvulsivante não indutor (levetiracetam, lamotrigina, gabapentina) ou usar antidepressivo não metabolizado por CYP2C19/CYP1A2, como sertralina, citalopram ou venlafaxina. Se amitriptilina for para dor, considerar gabapentina ou pregabalina.
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; UpToDate 2024; FDA Amitriptyline Prescribing Information; Clin Pharmacol Ther. 1984;35(3):348-53; J Clin Psychopharmacol. 1990;10(2):139-40
Perguntas Frequentes
Pode tomar Fenitoína com Amitriptilina?
A combinação de Fenitoína com Amitriptilina apresenta interação de gravidade grave. Redução drástica dos níveis plasmáticos de amitriptilina e nortriptilina, levando à perda completa de eficácia antidepressiva. Risco de recaída grave de depressão maior, ideação suicida ou descompensação de dor crônica. A interação é imprevisível devido à variabilidade interindividual na indução. Evitar a associação sempre que possível. Se inevitável, monitorar níveis séricos de amitriptilina + nortriptilina (alvo 80-200 ng/mL) antes e 2 semanas após início da fenitoína. Ajustar dose de amitriptilina com base nos níveis, podendo ser necessário aumentar 2-3 vezes a dose usual (ex: de 75 mg/dia para 150-225 mg/dia). Realizar ECG basal e a cada ajuste de dose para QTc. Ao descontinuar fenitoína, reduzir amitriptilina gradualmente para evitar toxicidade anticolinérgica e cardíaca.
Fenitoína e Amitriptilina interagem?
Sim, Fenitoína e Amitriptilina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve fenitoína é um indutor potente de cyp2c19, cyp1a2 e cyp3a4. a amitriptilina é metabolizada principalmente por cyp2c19 (km ~ 5 μm) para nortriptilina (ativo) e por cyp1a2 e cyp3a4 para metabólitos inativos. a indução enzimática pode aumentar o clearance da amitriptilina em 3 a 5 vezes, reduzindo os níveis plasmáticos em 70-80%. estudos de caso relatam redução de níveis de amitriptilina de 150 ng/ml para <30 ng/ml com fenitoína, resultando em falha terapêutica. o índice terapêutico estreito (faixa 80-200 ng/ml) torna esta interação crítica.. A conduta recomendada é: evitar a associação sempre que possível. se inevitável, monitorar níveis séricos de amitriptilina + nortriptilina (alvo 80-200 ng/ml) antes e 2 semanas após início da fenitoína. ajustar dose de amitriptilina com base nos níveis, podendo ser necessário aumentar 2-3 vezes a dose usual (ex: de 75 mg/dia para 150-225 mg/dia). realizar ecg basal e a cada ajuste de dose para qtc. ao descontinuar fenitoína, reduzir amitriptilina gradualmente para evitar toxicidade anticolinérgica e cardíaca..
Qual o risco de Fenitoína com Amitriptilina?
O risco da associação Fenitoína + Amitriptilina é classificado como GRAVE. Redução drástica dos níveis plasmáticos de amitriptilina e nortriptilina, levando à perda completa de eficácia antidepressiva. Risco de recaída grave de depressão maior, ideação suicida ou descompensação de dor crônica. A interação é imprevisível devido à variabilidade interindividual na indução. Monitorar: níveis séricos de amitriptilina + nortriptilina a cada 2-4 semanas até estabilização, depois a cada 3 meses. ecg com qtc basal e após cada aumento de dose. monitorar resposta clínica (escalas de depressão, efeitos anticolinérgicos). função hepática a cada 3 meses..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
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