Escitalopram + Sertralina
⚠O que acontece
Síndrome serotoninérgica: espectro de sintomas desde leve (tremor, ansiedade, taquicardia) até grave (hipertermia > 40°C, rigidez muscular, clônus generalizado, instabilidade autonômica). A incidência exata é desconhecida, mas relatos de caso e séries documentam a ocorrência com a troca ou associação inadvertida de ISRS.
⚙Mecanismo
Ambos são ISRS com alta afinidade pelo SERT (escitalopram Ki ≈ 1,5 nM; sertralina Ki ≈ 2,8 nM). A inibição dupla do transportador de serotonina leva a acúmulo sináptico excessivo de 5-HT, com estimulação exacerbada de receptores 5-HT1A (auto-receptores) e 5-HT2A (pós-sinápticos). A sertralina também inibe fracamente a recaptação de dopamina (Ki ≈ 300 nM), o que pode contribuir para agitação em alguns casos. O risco de síndrome serotoninérgica é bem estabelecido com a combinação de dois ISRS, mesmo em doses terapêuticas.
📋Conduta Clinica
Contraindicada a associação de dois ISRS. Na transição de escitalopram para sertralina (ou vice-versa), recomenda-se washout de 1 semana (5 meias-vidas do escitalopram, t1/2 ≈ 27-32 h) antes de iniciar o segundo, para evitar sobreposição. Em caso de SS: suspender ambos, suporte (benzodiazepínicos: lorazepam 1-2 mg IV a cada 30 min ou diazepam 5-10 mg IV a cada 5-10 min até sedação leve), resfriamento ativo se temperatura > 39°C. Ciproheptadina 12 mg VO/SNG inicial, depois 2 mg a cada 2 h (máx. 32 mg/dia) se sintomas moderados a graves. Internação em UTI se hipertermia refratária ou rigidez grave.
🔍O que monitorar
Critérios de Hunter: clônus espontâneo, induzível ou ocular + agitação/diaforese/tremor/hiperreflexia/hipertonia + temperatura > 38°C. Monitorar temperatura retal contínua, FC, PA, saturação O2. Exames: CPK (risco de rabdomiólise se > 1000 UI/L), função renal, eletrólitos, gasometria. Avaliar nível de consciência com escala de agitação (RASS).
↺Alternativas
Não associar ISRS. Para potencialização, usar bupropiona (NDRI) ou mirtazapina (NaSSA). Se necessário trocar ISRS, fazer washout adequado. Em depressão resistente, considerar outras classes (SNRI, tricíclicos com cautela) ou terapia não farmacológica.
📚Referências
FDA Serotonin Syndrome Alert; UpToDate 2024; Critérios de Hunter; Boyer & Shannon, 2005 (revisão de SS)
Perguntas Frequentes
Pode tomar Escitalopram com Sertralina?
A combinação de Escitalopram com Sertralina apresenta interação de gravidade grave. Síndrome serotoninérgica: espectro de sintomas desde leve (tremor, ansiedade, taquicardia) até grave (hipertermia > 40°C, rigidez muscular, clônus generalizado, instabilidade autonômica). A incidência exata é desconhecida, mas relatos de caso e séries documentam a ocorrência com a troca ou associação inadvertida de ISRS. Contraindicada a associação de dois ISRS. Na transição de escitalopram para sertralina (ou vice-versa), recomenda-se washout de 1 semana (5 meias-vidas do escitalopram, t1/2 ≈ 27-32 h) antes de iniciar o segundo, para evitar sobreposição. Em caso de SS: suspender ambos, suporte (benzodiazepínicos: lorazepam 1-2 mg IV a cada 30 min ou diazepam 5-10 mg IV a cada 5-10 min até sedação leve), resfriamento ativo se temperatura > 39°C. Ciproheptadina 12 mg VO/SNG inicial, depois 2 mg a cada 2 h (máx. 32 mg/dia) se sintomas moderados a graves. Internação em UTI se hipertermia refratária ou rigidez grave.
Escitalopram e Sertralina interagem?
Sim, Escitalopram e Sertralina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve ambos são isrs com alta afinidade pelo sert (escitalopram ki ≈ 1,5 nm; sertralina ki ≈ 2,8 nm). a inibição dupla do transportador de serotonina leva a acúmulo sináptico excessivo de 5-ht, com estimulação exacerbada de receptores 5-ht1a (auto-receptores) e 5-ht2a (pós-sinápticos). a sertralina também inibe fracamente a recaptação de dopamina (ki ≈ 300 nm), o que pode contribuir para agitação em alguns casos. o risco de síndrome serotoninérgica é bem estabelecido com a combinação de dois isrs, mesmo em doses terapêuticas.. A conduta recomendada é: contraindicada a associação de dois isrs. na transição de escitalopram para sertralina (ou vice-versa), recomenda-se washout de 1 semana (5 meias-vidas do escitalopram, t1/2 ≈ 27-32 h) antes de iniciar o segundo, para evitar sobreposição. em caso de ss: suspender ambos, suporte (benzodiazepínicos: lorazepam 1-2 mg iv a cada 30 min ou diazepam 5-10 mg iv a cada 5-10 min até sedação leve), resfriamento ativo se temperatura > 39°c. ciproheptadina 12 mg vo/sng inicial, depois 2 mg a cada 2 h (máx. 32 mg/dia) se sintomas moderados a graves. internação em uti se hipertermia refratária ou rigidez grave..
Qual o risco de Escitalopram com Sertralina?
O risco da associação Escitalopram + Sertralina é classificado como GRAVE. Síndrome serotoninérgica: espectro de sintomas desde leve (tremor, ansiedade, taquicardia) até grave (hipertermia > 40°C, rigidez muscular, clônus generalizado, instabilidade autonômica). A incidência exata é desconhecida, mas relatos de caso e séries documentam a ocorrência com a troca ou associação inadvertida de ISRS. Monitorar: critérios de hunter: clônus espontâneo, induzível ou ocular + agitação/diaforese/tremor/hiperreflexia/hipertonia + temperatura > 38°c. monitorar temperatura retal contínua, fc, pa, saturação o2. exames: cpk (risco de rabdomiólise se > 1000 ui/l), função renal, eletrólitos, gasometria. avaliar nível de consciência com escala de agitação (rass)..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
Gerada por motor farmacologico com validacao por IA — Tier B
As informações desta página são de caráter educativo e não substituem a orientação de um profissional farmacêutico. Sempre consulte um farmacêutico antes de alterar sua medicação.