Escitalopram + Fluvoxamina
⚠O que acontece
Síndrome serotoninérgica: sintomas neuromusculares (clônus, mioclonia, hiperreflexia, rigidez), autonômicos (taquicardia, hipertensão, hipertermia, diaforese) e mentais (agitação, confusão, hipomania). Casos graves podem levar a rabdomiólise, acidose metabólica e falência múltipla de órgãos.
⚙Mecanismo
Ambos ISRS: escitalopram inibe SERT com Ki ≈ 1,5 nM; fluvoxamina com Ki ≈ 2,5 nM. A fluvoxamina também é agonista sigma-1 (pode modular neurotransmissão) e inibidora potente de CYP1A2 e CYP2C19, mas isso não afeta diretamente a serotonina. A combinação de dois ISRS resulta em estimulação serotoninérgica excessiva nos receptores 5-HT1A e 5-HT2A, com risco de SS. A fluvoxamina tem meia-vida mais curta (15-20 h), mas a inibição enzimática pode prolongar efeitos de outros fármacos serotoninérgicos.
📋Conduta Clinica
Evitar a associação. Na troca de fluvoxamina para escitalopram, washout de 1 semana (5 meias-vidas da fluvoxamina). Em SS: suspender ambos, suporte com benzodiazepínicos (lorazepam 1-2 mg IV a cada 30 min ou diazepam 5-10 mg IV a cada 5-10 min). Ciproheptadina 12 mg VO/SNG inicial, 2 mg a cada 2 h (máx. 32 mg/dia) se necessário. Resfriamento ativo se temperatura > 39°C. Monitorar em UTI se instabilidade autonômica.
🔍O que monitorar
Critérios de Hunter: clônus espontâneo/induzível/ocular + agitação/diaforese/tremor/hiperreflexia/hipertonia + temperatura > 38°C. Sinais vitais contínuos (temperatura retal, FC, PA). Exames: CPK, função renal, eletrólitos, gasometria. Avaliar nível de consciência.
↺Alternativas
Não associar ISRS. Para TOC (indicação comum da fluvoxamina), considerar clomipramina (tricíclico serotoninérgico, mas com risco de SS se combinado) ou terapia cognitivo-comportamental. Para depressão, trocar ISRS com washout ou usar bupropiona/mirtazapina.
📚Referências
FDA Serotonin Syndrome Alert; UpToDate 2024; Critérios de Hunter; Isbister et al., 2004 (toxicidade de ISRS)
Perguntas Frequentes
Pode tomar Escitalopram com Fluvoxamina?
A combinação de Escitalopram com Fluvoxamina apresenta interação de gravidade grave. Síndrome serotoninérgica: sintomas neuromusculares (clônus, mioclonia, hiperreflexia, rigidez), autonômicos (taquicardia, hipertensão, hipertermia, diaforese) e mentais (agitação, confusão, hipomania). Casos graves podem levar a rabdomiólise, acidose metabólica e falência múltipla de órgãos. Evitar a associação. Na troca de fluvoxamina para escitalopram, washout de 1 semana (5 meias-vidas da fluvoxamina). Em SS: suspender ambos, suporte com benzodiazepínicos (lorazepam 1-2 mg IV a cada 30 min ou diazepam 5-10 mg IV a cada 5-10 min). Ciproheptadina 12 mg VO/SNG inicial, 2 mg a cada 2 h (máx. 32 mg/dia) se necessário. Resfriamento ativo se temperatura > 39°C. Monitorar em UTI se instabilidade autonômica.
Escitalopram e Fluvoxamina interagem?
Sim, Escitalopram e Fluvoxamina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve ambos isrs: escitalopram inibe sert com ki ≈ 1,5 nm; fluvoxamina com ki ≈ 2,5 nm. a fluvoxamina também é agonista sigma-1 (pode modular neurotransmissão) e inibidora potente de cyp1a2 e cyp2c19, mas isso não afeta diretamente a serotonina. a combinação de dois isrs resulta em estimulação serotoninérgica excessiva nos receptores 5-ht1a e 5-ht2a, com risco de ss. a fluvoxamina tem meia-vida mais curta (15-20 h), mas a inibição enzimática pode prolongar efeitos de outros fármacos serotoninérgicos.. A conduta recomendada é: evitar a associação. na troca de fluvoxamina para escitalopram, washout de 1 semana (5 meias-vidas da fluvoxamina). em ss: suspender ambos, suporte com benzodiazepínicos (lorazepam 1-2 mg iv a cada 30 min ou diazepam 5-10 mg iv a cada 5-10 min). ciproheptadina 12 mg vo/sng inicial, 2 mg a cada 2 h (máx. 32 mg/dia) se necessário. resfriamento ativo se temperatura > 39°c. monitorar em uti se instabilidade autonômica..
Qual o risco de Escitalopram com Fluvoxamina?
O risco da associação Escitalopram + Fluvoxamina é classificado como GRAVE. Síndrome serotoninérgica: sintomas neuromusculares (clônus, mioclonia, hiperreflexia, rigidez), autonômicos (taquicardia, hipertensão, hipertermia, diaforese) e mentais (agitação, confusão, hipomania). Casos graves podem levar a rabdomiólise, acidose metabólica e falência múltipla de órgãos. Monitorar: critérios de hunter: clônus espontâneo/induzível/ocular + agitação/diaforese/tremor/hiperreflexia/hipertonia + temperatura > 38°c. sinais vitais contínuos (temperatura retal, fc, pa). exames: cpk, função renal, eletrólitos, gasometria. avaliar nível de consciência..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
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