Eritromicina + Metadona
⚠O que acontece
Elevação de níveis de metadona com risco de sedação excessiva, depressão respiratória e torsades de pointes.
⚙Mecanismo
Eritromicina inibe CYP3A4 (principal) e CYP2B6 fracamente. Metadona é substrato de CYP3A4, CYP2B6 e CYP2C19. Aumento de AUC de 30-80% + prolongamento QT aditivo.
📋Conduta Clinica
Evitar associação. Se indispensável: reduzir dose de metadona em 30-50%, ECG basal e repetir em 48-72h.
🔍O que monitorar
ECG com QTc, nível sérico de metadona (se disponível), frequência respiratória, sedação e eletrólitos.
↺Alternativas
Buprenorfina (menor risco QT e menor dependência de CYP3A4).
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024; CredibleMeds
Perguntas Frequentes
Pode tomar Eritromicina com Metadona?
A combinação de Eritromicina com Metadona apresenta interação de gravidade grave. Elevação de níveis de metadona com risco de sedação excessiva, depressão respiratória e torsades de pointes. Evitar associação. Se indispensável: reduzir dose de metadona em 30-50%, ECG basal e repetir em 48-72h.
Eritromicina e Metadona interagem?
Sim, Eritromicina e Metadona possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve eritromicina inibe cyp3a4 (principal) e cyp2b6 fracamente. metadona é substrato de cyp3a4, cyp2b6 e cyp2c19. aumento de auc de 30-80% + prolongamento qt aditivo.. A conduta recomendada é: evitar associação. se indispensável: reduzir dose de metadona em 30-50%, ecg basal e repetir em 48-72h..
Qual o risco de Eritromicina com Metadona?
O risco da associação Eritromicina + Metadona é classificado como GRAVE. Elevação de níveis de metadona com risco de sedação excessiva, depressão respiratória e torsades de pointes. Monitorar: ecg com qtc, nível sérico de metadona (se disponível), frequência respiratória, sedação e eletrólitos..
Interações Relacionadas
Amiodarona inibe CYP2D6 (Ki ~3-5 µM) e CYP3A4 (Ki ~10-15 µM), enzimas responsáveis pelo metabolismo do Tramadol (substrato da CYP2D6 para formação do metabólito ativo O-desmetiltramadol, e da CYP3A4 para N-desmetiltramadol). A inibição da CYP2D6 reduz a conversão para o metabólito ativo (efeito analgésico diminuído), enquanto a inibição da CYP3A4 aumenta os níveis de Tramadol inalterado, elevando o risco de efeitos adversos serotoninérgicos e convulsivos.
Amiodarona é inibidor moderado da CYP2D6 (Ki ~3-5 µM), enzima responsável pela conversão da Codeína (pró-fármaco) em seu metabólito ativo, morfina. A inibição da CYP2D6 reduz significativamente a formação de morfina (em 50-80%), resultando em falha terapêutica (analgesia inadequada). Os níveis de Codeína inalterada podem aumentar levemente, mas sem efeito clínico relevante.
Amiodarona é inibidor moderado da glicoproteína-P (P-gp) intestinal e renal (IC50 ~5-10 µM). A Morfina é substrato da P-gp, e sua eliminação biliar e renal depende parcialmente desse transportador. A inibição da P-gp pela Amiodarona reduz a excreção de Morfina, aumentando sua biodisponibilidade oral em 30-50% e reduzindo sua depuração, com aumento da AUC em 1,5-2 vezes. A Morfina tem índice terapêutico estreito.
Amiodarona inibe moderadamente CYP3A4 (redução de clearance ~40-60%, aumento AUC esperado 1,5-2x) e fracamente CYP2D6, enzimas responsáveis pelo metabolismo de oxicodona para noroxicodona (CYP3A4) e oximorfona (CYP2D6).
Atualizado em junho/2026
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