Eritromicina + Fentanil
⚠O que acontece
Elevação acentuada de níveis de fentanil com risco de depressão respiratória grave, sedação e hipotensão.
⚙Mecanismo
Eritromicina inibe CYP3A4 (Ki ~20-50 μM). Fentanil é substrato de alta extração hepática via CYP3A4. Aumento de AUC pode exceder 200% com inibidores moderados.
📋Conduta Clinica
Evitar associação. Se indispensável: reduzir dose de fentanil em 50% e titular lentamente com monitorização contínua.
🔍O que monitorar
Nível sérico de fentanil (se disponível), frequência respiratória, SpO2, sedação e pressão arterial a cada 4-6h nas primeiras 48h.
↺Alternativas
Considerar sufentanil ou hidromorfona (menor dependência de CYP3A4).
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024
Perguntas Frequentes
Pode tomar Eritromicina com Fentanil?
A combinação de Eritromicina com Fentanil apresenta interação de gravidade grave. Elevação acentuada de níveis de fentanil com risco de depressão respiratória grave, sedação e hipotensão. Evitar associação. Se indispensável: reduzir dose de fentanil em 50% e titular lentamente com monitorização contínua.
Eritromicina e Fentanil interagem?
Sim, Eritromicina e Fentanil possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve eritromicina inibe cyp3a4 (ki ~20-50 μm). fentanil é substrato de alta extração hepática via cyp3a4. aumento de auc pode exceder 200% com inibidores moderados.. A conduta recomendada é: evitar associação. se indispensável: reduzir dose de fentanil em 50% e titular lentamente com monitorização contínua..
Qual o risco de Eritromicina com Fentanil?
O risco da associação Eritromicina + Fentanil é classificado como GRAVE. Elevação acentuada de níveis de fentanil com risco de depressão respiratória grave, sedação e hipotensão. Monitorar: nível sérico de fentanil (se disponível), frequência respiratória, spo2, sedação e pressão arterial a cada 4-6h nas primeiras 48h..
Interações Relacionadas
Amiodarona inibe CYP2D6 (Ki ~3-5 µM) e CYP3A4 (Ki ~10-15 µM), enzimas responsáveis pelo metabolismo do Tramadol (substrato da CYP2D6 para formação do metabólito ativo O-desmetiltramadol, e da CYP3A4 para N-desmetiltramadol). A inibição da CYP2D6 reduz a conversão para o metabólito ativo (efeito analgésico diminuído), enquanto a inibição da CYP3A4 aumenta os níveis de Tramadol inalterado, elevando o risco de efeitos adversos serotoninérgicos e convulsivos.
Amiodarona é inibidor moderado da CYP2D6 (Ki ~3-5 µM), enzima responsável pela conversão da Codeína (pró-fármaco) em seu metabólito ativo, morfina. A inibição da CYP2D6 reduz significativamente a formação de morfina (em 50-80%), resultando em falha terapêutica (analgesia inadequada). Os níveis de Codeína inalterada podem aumentar levemente, mas sem efeito clínico relevante.
Amiodarona é inibidor moderado da glicoproteína-P (P-gp) intestinal e renal (IC50 ~5-10 µM). A Morfina é substrato da P-gp, e sua eliminação biliar e renal depende parcialmente desse transportador. A inibição da P-gp pela Amiodarona reduz a excreção de Morfina, aumentando sua biodisponibilidade oral em 30-50% e reduzindo sua depuração, com aumento da AUC em 1,5-2 vezes. A Morfina tem índice terapêutico estreito.
Amiodarona inibe moderadamente CYP3A4 (redução de clearance ~40-60%, aumento AUC esperado 1,5-2x) e fracamente CYP2D6, enzimas responsáveis pelo metabolismo de oxicodona para noroxicodona (CYP3A4) e oximorfona (CYP2D6).
Atualizado em junho/2026
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