Eritromicina + Colchicina
⚠O que acontece
Aumento do risco de toxicidade grave por colchicina, incluindo: mielossupressão (leucopenia, trombocitopenia), miopatia, rabdomiólise, neuropatia, diarreia grave, falência múltipla de órgãos e morte. Relatos de caso documentam toxicidade fatal com associação de macrolídeos e colchicina.
⚙Mecanismo
Eritromicina é inibidor moderado da CYP3A4 (Ki ~50-100 μM) e inibidor fraco da P-glicoproteína (P-gp). A colchicina é substrato de ambas as vias: CYP3A4 (metabolismo hepático, ~50%) e P-gp (excreção intestinal e renal). A inibição dupla reduz significativamente a depuração da colchicina, aumentando sua exposição em 2-4 vezes. A colchicina tem índice terapêutico extremamente estreito.
📋Conduta Clinica
Evitar o uso concomitante sempre que possível. Se a eritromicina for indispensável e a colchicina estiver em uso crônico (ex: gota, FMF): reduzir a dose de colchicina em 50-75% (ex: de 0,6 mg 2x/dia para 0,3 mg 1x/dia ou 0,6 mg em dias alternados) e monitorar rigorosamente. Para tratamento agudo de gota, usar dose única máxima de 0,6 mg e não repetir por pelo menos 3 dias. Suspender colchicina imediatamente se surgirem sintomas de toxicidade.
🔍O que monitorar
Hemograma completo basal e semanal; CPK e função renal basal e se sintomas musculares; monitorar sinais de toxicidade: diarreia, náuseas, vômitos, fraqueza muscular, parestesias; nível sérico de colchicina se disponível (faixa terapêutica: <3 ng/mL).
↺Alternativas
Substituir eritromicina por azitromicina (sem inibição de CYP3A4/P-gp) ou antibiótico de outra classe. Para colchicina, considerar AINEs ou corticosteroides para gota aguda; para profilaxia, avaliar alopurinol ou febuxostat (sem interação).
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024; Terkeltaub et al. Arthritis Rheum. 2011;63(8):2226-2237; FDA Drug Safety Communication (2014).
Perguntas Frequentes
Pode tomar Eritromicina com Colchicina?
A combinação de Eritromicina com Colchicina apresenta interação de gravidade grave. Aumento do risco de toxicidade grave por colchicina, incluindo: mielossupressão (leucopenia, trombocitopenia), miopatia, rabdomiólise, neuropatia, diarreia grave, falência múltipla de órgãos e morte. Relatos de caso documentam toxicidade fatal com associação de macrolídeos e colchicina. Evitar o uso concomitante sempre que possível. Se a eritromicina for indispensável e a colchicina estiver em uso crônico (ex: gota, FMF): reduzir a dose de colchicina em 50-75% (ex: de 0,6 mg 2x/dia para 0,3 mg 1x/dia ou 0,6 mg em dias alternados) e monitorar rigorosamente. Para tratamento agudo de gota, usar dose única máxima de 0,6 mg e não repetir por pelo menos 3 dias. Suspender colchicina imediatamente se surgirem sintomas de toxicidade.
Eritromicina e Colchicina interagem?
Sim, Eritromicina e Colchicina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve eritromicina é inibidor moderado da cyp3a4 (ki ~50-100 μm) e inibidor fraco da p-glicoproteína (p-gp). a colchicina é substrato de ambas as vias: cyp3a4 (metabolismo hepático, ~50%) e p-gp (excreção intestinal e renal). a inibição dupla reduz significativamente a depuração da colchicina, aumentando sua exposição em 2-4 vezes. a colchicina tem índice terapêutico extremamente estreito.. A conduta recomendada é: evitar o uso concomitante sempre que possível. se a eritromicina for indispensável e a colchicina estiver em uso crônico (ex: gota, fmf): reduzir a dose de colchicina em 50-75% (ex: de 0,6 mg 2x/dia para 0,3 mg 1x/dia ou 0,6 mg em dias alternados) e monitorar rigorosamente. para tratamento agudo de gota, usar dose única máxima de 0,6 mg e não repetir por pelo menos 3 dias. suspender colchicina imediatamente se surgirem sintomas de toxicidade..
Qual o risco de Eritromicina com Colchicina?
O risco da associação Eritromicina + Colchicina é classificado como GRAVE. Aumento do risco de toxicidade grave por colchicina, incluindo: mielossupressão (leucopenia, trombocitopenia), miopatia, rabdomiólise, neuropatia, diarreia grave, falência múltipla de órgãos e morte. Relatos de caso documentam toxicidade fatal com associação de macrolídeos e colchicina. Monitorar: hemograma completo basal e semanal; cpk e função renal basal e se sintomas musculares; monitorar sinais de toxicidade: diarreia, náuseas, vômitos, fraqueza muscular, parestesias; nível sérico de colchicina se disponível (faixa terapêutica: <3 ng/ml)..
Interações Relacionadas
Amiodarona inibe CYP3A4 e P-gp. Colchicina é substrato duplo com índice terapêutico estreito. Aumento de exposição plasmática de 2-3×.
Efeito aditivo no prolongamento do intervalo QT. Ambos são inibidores dos canais hERG (IKr). A amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4, mas a hidroxicloroquina não é substrato relevante dessas enzimas (metabolismo por CYP2C8, 3A4/5 em menor grau). O mecanismo é predominantemente farmacodinâmico, com risco aumentado em pacientes com insuficiência renal (acúmulo de hidroxicloroquina).
Verapamil é inibidor potente do CYP3A4 e da P-gp. A Colchicina é substrato de ambos, com índice terapêutico extremamente estreito. A inibição dupla pode elevar os níveis de Colchicina em 2-4 vezes, com risco de toxicidade fatal.
Verapamil inibe a P-gp intestinal e renal, reduzindo a eliminação da Colchicina. A Colchicina tem índice terapêutico estreito e a inibição da P-gp pode aumentar sua exposição em 50-100%, com risco de acúmulo e toxicidade.
Atualizado em junho/2026
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