Efavirenz + Valproato

GraveRisco elevado — pode causar dano significativo ao paciente
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O que acontece

Aumento dos níveis séricos de valproato, com risco de hepatotoxicidade grave (elevação de transaminases, hiperamonemia, falência hepática), pancreatite e trombocitopenia. A hepatotoxicidade pode ser idiossincrática e fatal.

Mecanismo

Efavirenz é inibidor moderado da CYP2C9 (IC50 ~2-5 μM). O valproato é metabolizado principalmente por glicuronidação (UGT1A6, UGT2B7) e beta-oxidação mitocondrial, mas uma fração significativa (15-20%) é metabolizada pela CYP2C9 e CYP2C19. A inibição da CYP2C9 pelo efavirenz pode aumentar a exposição ao valproato em 30-50%, elevando o risco de hepatotoxicidade, especialmente em pacientes com fatores de risco (idade <2 anos, politerapia anticonvulsivante, doenças mitocondriais).

📋Conduta Clinica

Evitar a associação. Se indispensável: reduzir a dose de valproato em 30-50% no início da coadministração. Nível alvo de valproato: 50-100 mcg/mL. Ajustar dose com base no monitoramento sérico e função hepática. Reajustar dose do valproato ao descontinuar o efavirenz.

🔍O que monitorar

Dosar nível sérico de valproato antes do início, após 1 semana e mensalmente até estabilização. Monitorar transaminases (TGO/TGP), bilirrubinas, amônia sérica e hemograma completo (plaquetas) no início, a cada 2 semanas nos primeiros 2 meses e depois mensalmente. Avaliar sinais clínicos de hepatotoxicidade (icterícia, náusea, vômito, dor abdominal).

Alternativas

Substituir efavirenz por antirretroviral sem efeito inibitório relevante sobre CYP2C9, como dolutegravir ou raltegravir. Se a troca não for possível, considerar anticonvulsivante alternativo com menor potencial hepatotóxico e metabolismo independente de CYP2C9, como lamotrigina (com cautela) ou levetiracetam.

📚Referências

Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024; FDA Drug Development and Drug Interactions; Estudos de interação efavirenz-valproato (DiCenzo et al., 2004)

Perguntas Frequentes

Pode tomar Efavirenz com Valproato?

A combinação de Efavirenz com Valproato apresenta interação de gravidade grave. Aumento dos níveis séricos de valproato, com risco de hepatotoxicidade grave (elevação de transaminases, hiperamonemia, falência hepática), pancreatite e trombocitopenia. A hepatotoxicidade pode ser idiossincrática e fatal. Evitar a associação. Se indispensável: reduzir a dose de valproato em 30-50% no início da coadministração. Nível alvo de valproato: 50-100 mcg/mL. Ajustar dose com base no monitoramento sérico e função hepática. Reajustar dose do valproato ao descontinuar o efavirenz.

Efavirenz e Valproato interagem?

Sim, Efavirenz e Valproato possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve efavirenz é inibidor moderado da cyp2c9 (ic50 ~2-5 μm). o valproato é metabolizado principalmente por glicuronidação (ugt1a6, ugt2b7) e beta-oxidação mitocondrial, mas uma fração significativa (15-20%) é metabolizada pela cyp2c9 e cyp2c19. a inibição da cyp2c9 pelo efavirenz pode aumentar a exposição ao valproato em 30-50%, elevando o risco de hepatotoxicidade, especialmente em pacientes com fatores de risco (idade <2 anos, politerapia anticonvulsivante, doenças mitocondriais).. A conduta recomendada é: evitar a associação. se indispensável: reduzir a dose de valproato em 30-50% no início da coadministração. nível alvo de valproato: 50-100 mcg/ml. ajustar dose com base no monitoramento sérico e função hepática. reajustar dose do valproato ao descontinuar o efavirenz..

Qual o risco de Efavirenz com Valproato?

O risco da associação Efavirenz + Valproato é classificado como GRAVE. Aumento dos níveis séricos de valproato, com risco de hepatotoxicidade grave (elevação de transaminases, hiperamonemia, falência hepática), pancreatite e trombocitopenia. A hepatotoxicidade pode ser idiossincrática e fatal. Monitorar: dosar nível sérico de valproato antes do início, após 1 semana e mensalmente até estabilização. monitorar transaminases (tgo/tgp), bilirrubinas, amônia sérica e hemograma completo (plaquetas) no início, a cada 2 semanas nos primeiros 2 meses e depois mensalmente. avaliar sinais clínicos de hepatotoxicidade (icterícia, náusea, vômito, dor abdominal)..

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Atualizado em junho/2026

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