Efavirenz + Tizanidina
⚠O que acontece
Sedação excessiva, sonolência diurna, tontura, comprometimento cognitivo e psicomotor, aumentando o risco de quedas, acidentes automobilísticos e depressão respiratória, especialmente em idosos ou pacientes com comorbidades respiratórias.
⚙Mecanismo
Efeito depressor aditivo do sistema nervoso central (SNC). Efavirenz causa sedação, tontura e alterações do sono em 50% dos pacientes por ação em receptores GABAérgicos e serotoninérgicos. Tizanidina é um agonista alfa-2 adrenérgico central que reduz a liberação de neurotransmissores excitatórios, causando sedação, relaxamento muscular e hipotensão. A combinação potencializa a depressão do SNC, podendo levar a sedação excessiva, comprometimento psicomotor e depressão respiratória. Além disso, efavirenz é um inibidor fraco de CYP1A2 (principal via de metabolismo da tizanidina), o que pode aumentar os níveis de tizanidina em 20-30%, contribuindo para o efeito depressor.
📋Conduta Clinica
Usar a menor dose eficaz de tizanidina (iniciar com 2mg à noite) e titular lentamente conforme tolerância. Administrar efavirenz à noite para minimizar o impacto da sedação durante o dia. Alertar o paciente sobre o risco de dirigir, operar máquinas e realizar atividades que exigem alerta mental. Evitar o uso concomitante de outros depressores do SNC (álcool, benzodiazepínicos, opioides). Se ocorrer sedação excessiva, reduzir a dose de tizanidina ou considerar descontinuação.
🔍O que monitorar
Avaliar nível de consciência e sedação (escala de Ramsay ou RASS) diariamente no início do tratamento. Monitorar frequência respiratória e SpO2 em pacientes com risco de depressão respiratória. Questionar sobre tontura, sonolência e episódios de queda. Avaliar função hepática (transaminases) a cada 1-3 meses, pois tizanidina pode causar hepatotoxicidade e efavirenz também tem potencial hepatotóxico.
↺Alternativas
Considerar alternativas não sedativas para espasticidade muscular: baclofeno (menor sedação, mas também depressor do SNC), toxina botulínica para espasticidade focal, ou fisioterapia. Para efavirenz, considerar substituição por antirretroviral com menor perfil de sedação (inibidores de integrase: dolutegravir, bictegravir; ou rilpivirina).
📚Referências
FDA CNS Depression Alert; UpToDate 2024; Bula de Zanaflex (tizanidina) 2024; Bula de Sustiva (efavirenz) 2024; Diretrizes AAN 2021 para manejo de espasticidade.
Perguntas Frequentes
Pode tomar Efavirenz com Tizanidina?
A combinação de Efavirenz com Tizanidina apresenta interação de gravidade moderada. Sedação excessiva, sonolência diurna, tontura, comprometimento cognitivo e psicomotor, aumentando o risco de quedas, acidentes automobilísticos e depressão respiratória, especialmente em idosos ou pacientes com comorbidades respiratórias. Usar a menor dose eficaz de tizanidina (iniciar com 2mg à noite) e titular lentamente conforme tolerância. Administrar efavirenz à noite para minimizar o impacto da sedação durante o dia. Alertar o paciente sobre o risco de dirigir, operar máquinas e realizar atividades que exigem alerta mental. Evitar o uso concomitante de outros depressores do SNC (álcool, benzodiazepínicos, opioides). Se ocorrer sedação excessiva, reduzir a dose de tizanidina ou considerar descontinuação.
Efavirenz e Tizanidina interagem?
Sim, Efavirenz e Tizanidina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve efeito depressor aditivo do sistema nervoso central (snc). efavirenz causa sedação, tontura e alterações do sono em 50% dos pacientes por ação em receptores gabaérgicos e serotoninérgicos. tizanidina é um agonista alfa-2 adrenérgico central que reduz a liberação de neurotransmissores excitatórios, causando sedação, relaxamento muscular e hipotensão. a combinação potencializa a depressão do snc, podendo levar a sedação excessiva, comprometimento psicomotor e depressão respiratória. além disso, efavirenz é um inibidor fraco de cyp1a2 (principal via de metabolismo da tizanidina), o que pode aumentar os níveis de tizanidina em 20-30%, contribuindo para o efeito depressor.. A conduta recomendada é: usar a menor dose eficaz de tizanidina (iniciar com 2mg à noite) e titular lentamente conforme tolerância. administrar efavirenz à noite para minimizar o impacto da sedação durante o dia. alertar o paciente sobre o risco de dirigir, operar máquinas e realizar atividades que exigem alerta mental. evitar o uso concomitante de outros depressores do snc (álcool, benzodiazepínicos, opioides). se ocorrer sedação excessiva, reduzir a dose de tizanidina ou considerar descontinuação..
Qual o risco de Efavirenz com Tizanidina?
O risco da associação Efavirenz + Tizanidina é classificado como MODERADA. Sedação excessiva, sonolência diurna, tontura, comprometimento cognitivo e psicomotor, aumentando o risco de quedas, acidentes automobilísticos e depressão respiratória, especialmente em idosos ou pacientes com comorbidades respiratórias. Monitorar: avaliar nível de consciência e sedação (escala de ramsay ou rass) diariamente no início do tratamento. monitorar frequência respiratória e spo2 em pacientes com risco de depressão respiratória. questionar sobre tontura, sonolência e episódios de queda. avaliar função hepática (transaminases) a cada 1-3 meses, pois tizanidina pode causar hepatotoxicidade e efavirenz também tem potencial hepatotóxico..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
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