Efavirenz + Quetiapina

ModeradaRequer monitoramento — pode necessitar ajuste de dose
Validada por motor farmacologico

O que acontece

Sedação excessiva, sonolência diurna, comprometimento cognitivo e psicomotor, aumento do risco de quedas (especialmente em idosos), depressão respiratória (em doses altas ou associação com outros depressores), e possível potencialização de efeitos adversos como tontura e confusão.

Mecanismo

Depressão sinérgica do sistema nervoso central (SNC). Efavirenz atua como antagonista dos receptores 5-HT2A e 5-HT2C, e modulador GABAérgico, causando sedação e tontura em 50-60% dos pacientes. Quetiapina é um potente antagonista histaminérgico H1 (Ki < 1 nM), responsável por sedação dose-dependente, além de antagonismo α1-adrenérgico e 5-HT2A. A combinação resulta em potencialização do efeito sedativo, com risco aumentado de depressão respiratória em doses elevadas ou pacientes vulneráveis.

📋Conduta Clinica

1) Iniciar quetiapina com a menor dose possível (ex.: 25 mg à noite) e titular lentamente conforme tolerância. 2) Administrar efavirenz à noite para minimizar impacto da sedação diurna. 3) Orientar o paciente a evitar dirigir ou operar máquinas perigosas até que a tolerância seja estabelecida. 4) Evitar outros depressores do SNC (álcool, benzodiazepínicos, opioides). 5) Em pacientes com apneia do sono ou DPOC, considerar monitorização da SpO2.

🔍O que monitorar

Avaliar nível de consciência e sedação (escala de Ramsay ou RASS) no início e após ajustes de dose. Monitorar frequência respiratória e SpO2 em pacientes de risco. Avaliar risco de quedas (escala de Morse) e orientar medidas preventivas.

Alternativas

Considerar antipsicótico com menor perfil sedativo (ex.: aripiprazol, lurasidona) ou antirretroviral com menor efeito no SNC (ex.: dolutegravir, raltegravir). Se a sedação for desejada para insônia, avaliar risco-benefício.

📚Referências

FDA CNS Depression Alert; UpToDate 2024; Micromedex 2024; Maudsley Prescribing Guidelines 2023

Perguntas Frequentes

Pode tomar Efavirenz com Quetiapina?

A combinação de Efavirenz com Quetiapina apresenta interação de gravidade moderada. Sedação excessiva, sonolência diurna, comprometimento cognitivo e psicomotor, aumento do risco de quedas (especialmente em idosos), depressão respiratória (em doses altas ou associação com outros depressores), e possível potencialização de efeitos adversos como tontura e confusão. 1) Iniciar quetiapina com a menor dose possível (ex.: 25 mg à noite) e titular lentamente conforme tolerância. 2) Administrar efavirenz à noite para minimizar impacto da sedação diurna. 3) Orientar o paciente a evitar dirigir ou operar máquinas perigosas até que a tolerância seja estabelecida. 4) Evitar outros depressores do SNC (álcool, benzodiazepínicos, opioides). 5) Em pacientes com apneia do sono ou DPOC, considerar monitorização da SpO2.

Efavirenz e Quetiapina interagem?

Sim, Efavirenz e Quetiapina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve depressão sinérgica do sistema nervoso central (snc). efavirenz atua como antagonista dos receptores 5-ht2a e 5-ht2c, e modulador gabaérgico, causando sedação e tontura em 50-60% dos pacientes. quetiapina é um potente antagonista histaminérgico h1 (ki < 1 nm), responsável por sedação dose-dependente, além de antagonismo α1-adrenérgico e 5-ht2a. a combinação resulta em potencialização do efeito sedativo, com risco aumentado de depressão respiratória em doses elevadas ou pacientes vulneráveis.. A conduta recomendada é: 1) iniciar quetiapina com a menor dose possível (ex.: 25 mg à noite) e titular lentamente conforme tolerância. 2) administrar efavirenz à noite para minimizar impacto da sedação diurna. 3) orientar o paciente a evitar dirigir ou operar máquinas perigosas até que a tolerância seja estabelecida. 4) evitar outros depressores do snc (álcool, benzodiazepínicos, opioides). 5) em pacientes com apneia do sono ou dpoc, considerar monitorização da spo2..

Qual o risco de Efavirenz com Quetiapina?

O risco da associação Efavirenz + Quetiapina é classificado como MODERADA. Sedação excessiva, sonolência diurna, comprometimento cognitivo e psicomotor, aumento do risco de quedas (especialmente em idosos), depressão respiratória (em doses altas ou associação com outros depressores), e possível potencialização de efeitos adversos como tontura e confusão. Monitorar: avaliar nível de consciência e sedação (escala de ramsay ou rass) no início e após ajustes de dose. monitorar frequência respiratória e spo2 em pacientes de risco. avaliar risco de quedas (escala de morse) e orientar medidas preventivas..

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Atualizado em junho/2026

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