Efavirenz + Omeprazol

ModeradaRequer monitoramento — pode necessitar ajuste de dose
Validada por motor farmacologico

O que acontece

Redução significativa da eficácia do omeprazol, com possível falha no controle do pH gástrico (>4) e retorno dos sintomas de DRGE ou úlcera péptica.

Mecanismo

Efavirenz induz CYP3A4 e CYP2C19 via ativação de PXR. Omeprazol é metabolizado principalmente por CYP2C19 (hidroxilação) e CYP3A4 (sulfoxidação). A indução pode reduzir a AUC do omeprazol em 40-60% e encurtar a meia-vida, comprometendo a supressão ácida.

📋Conduta Clinica

Monitorar resposta clínica (sintomas, pHmetria se disponível). Aumentar dose de omeprazol para 40-80 mg/dia, dividida em duas tomadas, ou trocar para IBP menos dependente de CYP2C19 (ex: pantoprazol, que usa mais sulfotransferase).

🔍O que monitorar

Avaliar alívio sintomático após 2-4 semanas. Em casos refratários, considerar endoscopia para verificar cicatrização.

Alternativas

Pantoprazol ou rabeprazol (menor metabolismo CYP2C19). Antiácidos ou antagonistas H2 (ranitidina) podem ser usados como ponte.

📚Referências

Flockhart Drug Interactions Table; UpToDate 2024; Drug Metab Dispos 2006

Perguntas Frequentes

Pode tomar Efavirenz com Omeprazol?

A combinação de Efavirenz com Omeprazol apresenta interação de gravidade moderada. Redução significativa da eficácia do omeprazol, com possível falha no controle do pH gástrico (>4) e retorno dos sintomas de DRGE ou úlcera péptica. Monitorar resposta clínica (sintomas, pHmetria se disponível). Aumentar dose de omeprazol para 40-80 mg/dia, dividida em duas tomadas, ou trocar para IBP menos dependente de CYP2C19 (ex: pantoprazol, que usa mais sulfotransferase).

Efavirenz e Omeprazol interagem?

Sim, Efavirenz e Omeprazol possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve efavirenz induz cyp3a4 e cyp2c19 via ativação de pxr. omeprazol é metabolizado principalmente por cyp2c19 (hidroxilação) e cyp3a4 (sulfoxidação). a indução pode reduzir a auc do omeprazol em 40-60% e encurtar a meia-vida, comprometendo a supressão ácida.. A conduta recomendada é: monitorar resposta clínica (sintomas, phmetria se disponível). aumentar dose de omeprazol para 40-80 mg/dia, dividida em duas tomadas, ou trocar para ibp menos dependente de cyp2c19 (ex: pantoprazol, que usa mais sulfotransferase)..

Qual o risco de Efavirenz com Omeprazol?

O risco da associação Efavirenz + Omeprazol é classificado como MODERADA. Redução significativa da eficácia do omeprazol, com possível falha no controle do pH gástrico (>4) e retorno dos sintomas de DRGE ou úlcera péptica. Monitorar: avaliar alívio sintomático após 2-4 semanas. em casos refratários, considerar endoscopia para verificar cicatrização..

Interações Relacionadas

Amiodarona + Omeprazol

Amiodarona é inibidor fraco da CYP3A4 (IC50 >10 µM), enquanto o Omeprazol é metabolizado principalmente pela CYP2C19 e, em menor extensão, pela CYP3A4. A inibição da CYP3A4 pela amiodarona resulta em aumento modesto (<2x) na exposição ao omeprazol, com relevância clínica limitada devido à ampla janela terapêutica do omeprazol.

Leve
Amiodarona + Lansoprazol

Amiodarona inibe fracamente a CYP3A4, enquanto o Lansoprazol é metabolizado principalmente pela CYP2C19 e CYP3A4. A contribuição da CYP3A4 é secundária, resultando em aumento <30% na AUC do lansoprazol, sem relevância clínica em doses padrão (15-30 mg/dia).

Leve
Amiodarona + Domperidona

Interação farmacodinâmica e farmacocinética sinérgica. Farmacodinâmica: Ambos bloqueiam canais hERG (IKr), prolongando o QT de forma aditiva. Farmacocinética: A amiodarona é um inibidor moderado da CYP3A4, principal via de metabolismo da domperidona. A inibição enzimática pode aumentar a AUC da domperidona em 2-3 vezes, elevando ainda mais o risco de cardiotoxicidade dependente de concentração.

Grave
Amiodarona + Ondansetrona

Risco aditivo de prolongamento do intervalo QT. Ambos os fármacos são listados como de 'Risco Conhecido' de TdP pelo CredibleMeds, atuando por bloqueio dos canais hERG (IKr). A amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4, vias secundárias da ondansetrona (primariamente metabolizada por UGT1A1, CYP1A2), mas a contribuição farmacocinética é considerada menor. O mecanismo principal é farmacodinâmico.

Grave

Atualizado em junho/2026

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