Efavirenz + Diazepam
⚠O que acontece
Aumento dos níveis plasmáticos de diazepam e seu metabólito ativo, resultando em sedação prolongada, sonolência diurna, comprometimento cognitivo e psicomotor, e risco de quedas. O efeito é mais pronunciado em metabolizadores lentos da CYP2C19 (15-20% da população).
⚙Mecanismo
Efavirenz é inibidor moderado da CYP2C19 (IC50 ~5-10 μM). O diazepam é metabolizado principalmente pela CYP2C19 (60-80%) e CYP3A4 (20-30%) em seu metabólito ativo N-desmetildiazepam (nordiazepam), que também é substrato da CYP2C19. A inibição da CYP2C19 pelo efavirenz pode aumentar a AUC do diazepam em 30-50% e prolongar sua meia-vida, levando a acúmulo e sedação excessiva, especialmente em idosos ou em uso crônico.
📋Conduta Clinica
Usar a menor dose eficaz de diazepam e titular lentamente. Considerar redução da dose de diazepam em 25-50% no início da coadministração. Evitar uso crônico; preferir benzodiazepínicos de ação curta sem metabolismo dependente de CYP2C19. Alertar o paciente sobre o risco de sedação e proibir atividades perigosas (dirigir, operar máquinas).
🔍O que monitorar
Avaliar nível de sedação (escala de Ramsay ou similar) e função cognitiva regularmente. Monitorar sinais de depressão respiratória em pacientes com comorbidades pulmonares. Em uso prolongado, monitorar desenvolvimento de tolerância e dependência.
↺Alternativas
Substituir diazepam por um benzodiazepínico metabolizado principalmente por glicuronidação, como lorazepam ou oxazepam, que não são afetados pela inibição da CYP2C19. Se a troca não for possível, considerar efavirenz alternativo sem efeito inibitório relevante sobre CYP2C19 (ex.: dolutegravir).
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024; FDA Drug Development and Drug Interactions; Estudos de interação efavirenz-diazepam (Desta et al., 2002)
Perguntas Frequentes
Pode tomar Efavirenz com Diazepam?
A combinação de Efavirenz com Diazepam apresenta interação de gravidade moderada. Aumento dos níveis plasmáticos de diazepam e seu metabólito ativo, resultando em sedação prolongada, sonolência diurna, comprometimento cognitivo e psicomotor, e risco de quedas. O efeito é mais pronunciado em metabolizadores lentos da CYP2C19 (15-20% da população). Usar a menor dose eficaz de diazepam e titular lentamente. Considerar redução da dose de diazepam em 25-50% no início da coadministração. Evitar uso crônico; preferir benzodiazepínicos de ação curta sem metabolismo dependente de CYP2C19. Alertar o paciente sobre o risco de sedação e proibir atividades perigosas (dirigir, operar máquinas).
Efavirenz e Diazepam interagem?
Sim, Efavirenz e Diazepam possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve efavirenz é inibidor moderado da cyp2c19 (ic50 ~5-10 μm). o diazepam é metabolizado principalmente pela cyp2c19 (60-80%) e cyp3a4 (20-30%) em seu metabólito ativo n-desmetildiazepam (nordiazepam), que também é substrato da cyp2c19. a inibição da cyp2c19 pelo efavirenz pode aumentar a auc do diazepam em 30-50% e prolongar sua meia-vida, levando a acúmulo e sedação excessiva, especialmente em idosos ou em uso crônico.. A conduta recomendada é: usar a menor dose eficaz de diazepam e titular lentamente. considerar redução da dose de diazepam em 25-50% no início da coadministração. evitar uso crônico; preferir benzodiazepínicos de ação curta sem metabolismo dependente de cyp2c19. alertar o paciente sobre o risco de sedação e proibir atividades perigosas (dirigir, operar máquinas)..
Qual o risco de Efavirenz com Diazepam?
O risco da associação Efavirenz + Diazepam é classificado como MODERADA. Aumento dos níveis plasmáticos de diazepam e seu metabólito ativo, resultando em sedação prolongada, sonolência diurna, comprometimento cognitivo e psicomotor, e risco de quedas. O efeito é mais pronunciado em metabolizadores lentos da CYP2C19 (15-20% da população). Monitorar: avaliar nível de sedação (escala de ramsay ou similar) e função cognitiva regularmente. monitorar sinais de depressão respiratória em pacientes com comorbidades pulmonares. em uso prolongado, monitorar desenvolvimento de tolerância e dependência..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
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