Efavirenz + Dexametasona
⚠O que acontece
Redução da eficácia da dexametasona, com possível falha no controle de doenças inflamatórias, edema cerebral ou náusea induzida por quimioterapia.
⚙Mecanismo
Efavirenz induz CYP3A4 (via PXR), principal via de metabolismo da dexametasona (6β-hidroxilação). A indução pode reduzir a AUC da dexametasona em 40-50%, diminuindo sua eficácia anti-inflamatória e imunossupressora.
📋Conduta Clinica
Monitorar resposta clínica. Aumentar dose de dexametasona em 50-100% e titular conforme efeito. Usar a menor dose eficaz para minimizar efeitos adversos.
🔍O que monitorar
Avaliar melhora dos sintomas alvo (ex: edema, dor) em 1-2 semanas. Monitorar glicemia e pressão arterial devido ao aumento de dose.
↺Alternativas
Considerar corticoide com menor metabolismo CYP3A4, como prednisolona (metabolizada por 11β-HSD) ou metilprednisolona (ajuste similar).
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; UpToDate 2024; J Clin Pharmacol 2003
Perguntas Frequentes
Pode tomar Efavirenz com Dexametasona?
A combinação de Efavirenz com Dexametasona apresenta interação de gravidade moderada. Redução da eficácia da dexametasona, com possível falha no controle de doenças inflamatórias, edema cerebral ou náusea induzida por quimioterapia. Monitorar resposta clínica. Aumentar dose de dexametasona em 50-100% e titular conforme efeito. Usar a menor dose eficaz para minimizar efeitos adversos.
Efavirenz e Dexametasona interagem?
Sim, Efavirenz e Dexametasona possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve efavirenz induz cyp3a4 (via pxr), principal via de metabolismo da dexametasona (6β-hidroxilação). a indução pode reduzir a auc da dexametasona em 40-50%, diminuindo sua eficácia anti-inflamatória e imunossupressora.. A conduta recomendada é: monitorar resposta clínica. aumentar dose de dexametasona em 50-100% e titular conforme efeito. usar a menor dose eficaz para minimizar efeitos adversos..
Qual o risco de Efavirenz com Dexametasona?
O risco da associação Efavirenz + Dexametasona é classificado como MODERADA. Redução da eficácia da dexametasona, com possível falha no controle de doenças inflamatórias, edema cerebral ou náusea induzida por quimioterapia. Monitorar: avaliar melhora dos sintomas alvo (ex: edema, dor) em 1-2 semanas. monitorar glicemia e pressão arterial devido ao aumento de dose..
Interações Relacionadas
Amiodarona é inibidor moderado da CYP2C9 (Ki ~5 µM), enzima primária no metabolismo da Glibenclamida. A inibição reduz a depuração hepática em 40-60%, aumentando a AUC da glibenclamida em 2-3x. Isso potencializa o risco de hipoglicemia grave, especialmente em idosos ou pacientes com insuficiência renal.
Amiodarona inibe fracamente a CYP3A4, mas a Sitagliptina é metabolizada minimamente (<15%) por essa via, sendo 80% excretada inalterada na urina. O aumento na exposição à sitagliptina é <10%, sem significado clínico.
Amiodarona inibe fracamente a CYP3A4, enzima que metaboliza a Dexametasona. No entanto, a dexametasona é um indutor potente da CYP3A4, o que pode contrabalançar a inibição. O efeito líquido é um aumento <30% na AUC da dexametasona, com relevância clínica apenas em doses altas (>8 mg/dia) ou uso crônico.
Amiodarona inibe fracamente a CYP3A4, mas a Prednisona é um pró-fármaco convertido a prednisolona (ativa) por hidroxiesteroides desidrogenases hepáticas, independentes de CYP. A prednisolona é metabolizada por múltiplas vias, com contribuição limitada da CYP3A4. O aumento na exposição à prednisolona é <20%, sem relevância clínica.
Atualizado em junho/2026
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