Efavirenz + Colchicina

GraveRisco elevado — pode causar dano significativo ao paciente
Validada por motor farmacologico

O que acontece

Redução significativa dos níveis plasmáticos de colchicina, levando à falha terapêutica em condições como gota aguda, febre familiar do Mediterrâneo ou pericardite. O risco é maior em pacientes dependentes de colchicina para controle de crises agudas ou profilaxia de condições inflamatórias crônicas.

Mecanismo

Efavirenz é um indutor moderado a potente do CYP3A4 e também da glicoproteína-P (P-gp). Colchicina é substrato tanto do CYP3A4 quanto da P-gp, com metabolismo hepático extenso (50-80% do clearance). A indução simultânea do CYP3A4 e da P-gp por efavirenz acelera o metabolismo hepático e o efluxo intestinal/renal da colchicina, reduzindo drasticamente sua biodisponibilidade e exposição sistêmica. Estudos com indutores fortes (rifampicina) mostram redução da AUC de colchicina em 50-70%. A colchicina possui índice terapêutico extremamente estreito, e pequenas variações nos níveis podem levar à perda de eficácia ou toxicidade.

📋Conduta Clinica

Evitar a coadministração sempre que possível. Se indispensável, aumentar a dose de colchicina sob supervisão médica: para gota aguda, pode ser necessário aumentar a dose em 2-3 vezes (ex: de 0,5mg 2x/dia para 1,5mg 2x/dia) e monitorar resposta. Para profilaxia de gota ou FMF, ajustar dose baseado na resposta clínica e tolerância. Após descontinuação do efavirenz, reduzir gradualmente a colchicina ao longo de 2 semanas para evitar toxicidade (náusea, diarreia, mielossupressão).

🔍O que monitorar

Monitorar resposta clínica (frequência e intensidade das crises de gota, dor, inflamação). Hemograma completo a cada 1-3 meses (risco de mielossupressão com doses altas). Função renal (creatinina) a cada 3 meses, pois colchicina é excretada por via renal e toxicidade aumenta com insuficiência renal. Se disponível, monitorar níveis séricos de colchicina (faixa terapêutica: 0,5-3 ng/mL).

Alternativas

Substituir efavirenz por antirretroviral não indutor de CYP3A4/P-gp (dolutegravir, raltegravir, bictegravir). Alternativamente, para gota, considerar AINEs ou corticosteroides para crises agudas, ou alopurinol/febuxostat para profilaxia. Para FMF, avaliar inibidores de IL-1 (anakinra, canaquinumabe).

📚Referências

Flockhart Drug Interactions Table; UpToDate 2024; Bula de Colchicina (Colcrys) 2024; Estudo de interação com rifampicina (Terkeltaub et al., 2011); Diretrizes ACR 2020 para manejo de gota.

Perguntas Frequentes

Pode tomar Efavirenz com Colchicina?

A combinação de Efavirenz com Colchicina apresenta interação de gravidade grave. Redução significativa dos níveis plasmáticos de colchicina, levando à falha terapêutica em condições como gota aguda, febre familiar do Mediterrâneo ou pericardite. O risco é maior em pacientes dependentes de colchicina para controle de crises agudas ou profilaxia de condições inflamatórias crônicas. Evitar a coadministração sempre que possível. Se indispensável, aumentar a dose de colchicina sob supervisão médica: para gota aguda, pode ser necessário aumentar a dose em 2-3 vezes (ex: de 0,5mg 2x/dia para 1,5mg 2x/dia) e monitorar resposta. Para profilaxia de gota ou FMF, ajustar dose baseado na resposta clínica e tolerância. Após descontinuação do efavirenz, reduzir gradualmente a colchicina ao longo de 2 semanas para evitar toxicidade (náusea, diarreia, mielossupressão).

Efavirenz e Colchicina interagem?

Sim, Efavirenz e Colchicina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve efavirenz é um indutor moderado a potente do cyp3a4 e também da glicoproteína-p (p-gp). colchicina é substrato tanto do cyp3a4 quanto da p-gp, com metabolismo hepático extenso (50-80% do clearance). a indução simultânea do cyp3a4 e da p-gp por efavirenz acelera o metabolismo hepático e o efluxo intestinal/renal da colchicina, reduzindo drasticamente sua biodisponibilidade e exposição sistêmica. estudos com indutores fortes (rifampicina) mostram redução da auc de colchicina em 50-70%. a colchicina possui índice terapêutico extremamente estreito, e pequenas variações nos níveis podem levar à perda de eficácia ou toxicidade.. A conduta recomendada é: evitar a coadministração sempre que possível. se indispensável, aumentar a dose de colchicina sob supervisão médica: para gota aguda, pode ser necessário aumentar a dose em 2-3 vezes (ex: de 0,5mg 2x/dia para 1,5mg 2x/dia) e monitorar resposta. para profilaxia de gota ou fmf, ajustar dose baseado na resposta clínica e tolerância. após descontinuação do efavirenz, reduzir gradualmente a colchicina ao longo de 2 semanas para evitar toxicidade (náusea, diarreia, mielossupressão)..

Qual o risco de Efavirenz com Colchicina?

O risco da associação Efavirenz + Colchicina é classificado como GRAVE. Redução significativa dos níveis plasmáticos de colchicina, levando à falha terapêutica em condições como gota aguda, febre familiar do Mediterrâneo ou pericardite. O risco é maior em pacientes dependentes de colchicina para controle de crises agudas ou profilaxia de condições inflamatórias crônicas. Monitorar: monitorar resposta clínica (frequência e intensidade das crises de gota, dor, inflamação). hemograma completo a cada 1-3 meses (risco de mielossupressão com doses altas). função renal (creatinina) a cada 3 meses, pois colchicina é excretada por via renal e toxicidade aumenta com insuficiência renal. se disponível, monitorar níveis séricos de colchicina (faixa terapêutica: 0,5-3 ng/ml)..

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Atualizado em junho/2026

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