Duloxetina + Venlafaxina
⚠O que acontece
Síndrome serotoninérgica: agitação, mioclonia, hipertermia, diaforese, tremor, taquicardia, rigidez muscular, clônus, delirium, instabilidade autonômica. Risco aumentado em idosos e em pacientes com polifarmácia.
⚙Mecanismo
Efeito serotoninérgico aditivo: Duloxetina inibe SERT e NET, Venlafaxina inibe SERT e, em doses mais altas (>150 mg/dia), também NET. Ambos aumentam a concentração de serotonina na fenda sináptica por inibição de recaptação. A Duloxetina é inibidor moderado do CYP2D6, enzima que metaboliza Venlafaxina em seu metabólito ativo O-desmetilvenlafaxina. A inibição pode alterar a proporção entre fármaco-mãe e metabólito, mas o risco primário é a síndrome serotoninérgica por sinergismo farmacodinâmico, não por acúmulo de Venlafaxina.
📋Conduta Clinica
Evitar associação. Se a troca de Duloxetina para Venlafaxina for planejada, fazer washout de pelo menos 5 meias-vidas da Duloxetina (aproximadamente 5 dias) antes de iniciar Venlafaxina. Se a combinação for inadvertidamente iniciada, monitorar sinais de síndrome serotoninérgica e suspender um dos fármacos ao primeiro sinal. Não há justificativa clínica robusta para combinar dois IRSNs.
🔍O que monitorar
Monitorar temperatura, FC, PA, reflexos, clônus, mioclonia, sudorese, nível de consciência. Aplicar Critérios de Hunter. Em caso de suspeita, dosar creatina quinase (CK) e função renal para avaliar rabdomiólise secundária.
↺Alternativas
Usar monoterapia com dose otimizada de um IRSN ou combinar com fármaco não serotoninérgico (ex.: Bupropiona, Mirtazapina em baixa dose como antagonista 5-HT3, ou antipsicótico atípico como Aripiprazol).
📚Referências
FDA Serotonin Syndrome Alert; UpToDate 2024; Stockley's Drug Interactions; Critérios de Hunter
Perguntas Frequentes
Pode tomar Duloxetina com Venlafaxina?
A combinação de Duloxetina com Venlafaxina apresenta interação de gravidade grave. Síndrome serotoninérgica: agitação, mioclonia, hipertermia, diaforese, tremor, taquicardia, rigidez muscular, clônus, delirium, instabilidade autonômica. Risco aumentado em idosos e em pacientes com polifarmácia. Evitar associação. Se a troca de Duloxetina para Venlafaxina for planejada, fazer washout de pelo menos 5 meias-vidas da Duloxetina (aproximadamente 5 dias) antes de iniciar Venlafaxina. Se a combinação for inadvertidamente iniciada, monitorar sinais de síndrome serotoninérgica e suspender um dos fármacos ao primeiro sinal. Não há justificativa clínica robusta para combinar dois IRSNs.
Duloxetina e Venlafaxina interagem?
Sim, Duloxetina e Venlafaxina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve efeito serotoninérgico aditivo: duloxetina inibe sert e net, venlafaxina inibe sert e, em doses mais altas (>150 mg/dia), também net. ambos aumentam a concentração de serotonina na fenda sináptica por inibição de recaptação. a duloxetina é inibidor moderado do cyp2d6, enzima que metaboliza venlafaxina em seu metabólito ativo o-desmetilvenlafaxina. a inibição pode alterar a proporção entre fármaco-mãe e metabólito, mas o risco primário é a síndrome serotoninérgica por sinergismo farmacodinâmico, não por acúmulo de venlafaxina.. A conduta recomendada é: evitar associação. se a troca de duloxetina para venlafaxina for planejada, fazer washout de pelo menos 5 meias-vidas da duloxetina (aproximadamente 5 dias) antes de iniciar venlafaxina. se a combinação for inadvertidamente iniciada, monitorar sinais de síndrome serotoninérgica e suspender um dos fármacos ao primeiro sinal. não há justificativa clínica robusta para combinar dois irsns..
Qual o risco de Duloxetina com Venlafaxina?
O risco da associação Duloxetina + Venlafaxina é classificado como GRAVE. Síndrome serotoninérgica: agitação, mioclonia, hipertermia, diaforese, tremor, taquicardia, rigidez muscular, clônus, delirium, instabilidade autonômica. Risco aumentado em idosos e em pacientes com polifarmácia. Monitorar: monitorar temperatura, fc, pa, reflexos, clônus, mioclonia, sudorese, nível de consciência. aplicar critérios de hunter. em caso de suspeita, dosar creatina quinase (ck) e função renal para avaliar rabdomiólise secundária..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
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