Duloxetina + Trazodona
⚠O que acontece
Síndrome serotoninérgica: agitação, mioclonia, hipertermia, diaforese, tremor, taquicardia, rigidez, clônus. Risco aumentado de sedação excessiva e hipotensão ortostática devido ao efeito alfa-bloqueador da Trazodona somado à inibição de NET pela Duloxetina.
⚙Mecanismo
Efeito serotoninérgico aditivo: Duloxetina inibe SERT e NET, Trazodona inibe SERT e antagoniza receptores 5-HT2A/2C. Em doses baixas (50-100 mg), a Trazodona tem efeito predominantemente hipnótico (antagonismo 5-HT2A e alfa-1), mas em doses mais altas (150-600 mg) atua como inibidor de recaptação de serotonina. A combinação pode levar a excesso serotoninérgico, especialmente se a Trazodona for usada em doses antidepressivas. A Duloxetina também inibe CYP2D6, mas a Trazodona é metabolizada principalmente por CYP3A4, portanto o risco farmacocinético é menor.
📋Conduta Clinica
Evitar associação, especialmente com doses de Trazodona >100 mg/dia. Se a Trazodona for usada em baixa dose (25-50 mg) para insônia, o risco é menor, mas ainda requer monitoramento. Iniciar com Duloxetina 20-30 mg/dia e Trazodona 25 mg ao deitar, com aumento gradual. Suspender se surgirem sinais de síndrome serotoninérgica. Não combinar se houver história de arritmias ou hipotensão.
🔍O que monitorar
Monitorar temperatura, FC, PA, reflexos, clônus, mioclonia, sedação, tontura postural. Aplicar Critérios de Hunter. ECG se houver fatores de risco para QTc. Avaliar função hepática periodicamente.
↺Alternativas
Para insônia em paciente usando Duloxetina, preferir agentes não serotoninérgicos como Zolpidem, Zopiclona (agonistas GABAérgicos) ou Melatonina. Para depressão, otimizar monoterapia com Duloxetina ou trocar para outro agente.
📚Referências
FDA Serotonin Syndrome Alert; UpToDate 2024; Stockley's Drug Interactions; Micromedex 2024
Perguntas Frequentes
Pode tomar Duloxetina com Trazodona?
A combinação de Duloxetina com Trazodona apresenta interação de gravidade grave. Síndrome serotoninérgica: agitação, mioclonia, hipertermia, diaforese, tremor, taquicardia, rigidez, clônus. Risco aumentado de sedação excessiva e hipotensão ortostática devido ao efeito alfa-bloqueador da Trazodona somado à inibição de NET pela Duloxetina. Evitar associação, especialmente com doses de Trazodona >100 mg/dia. Se a Trazodona for usada em baixa dose (25-50 mg) para insônia, o risco é menor, mas ainda requer monitoramento. Iniciar com Duloxetina 20-30 mg/dia e Trazodona 25 mg ao deitar, com aumento gradual. Suspender se surgirem sinais de síndrome serotoninérgica. Não combinar se houver história de arritmias ou hipotensão.
Duloxetina e Trazodona interagem?
Sim, Duloxetina e Trazodona possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve efeito serotoninérgico aditivo: duloxetina inibe sert e net, trazodona inibe sert e antagoniza receptores 5-ht2a/2c. em doses baixas (50-100 mg), a trazodona tem efeito predominantemente hipnótico (antagonismo 5-ht2a e alfa-1), mas em doses mais altas (150-600 mg) atua como inibidor de recaptação de serotonina. a combinação pode levar a excesso serotoninérgico, especialmente se a trazodona for usada em doses antidepressivas. a duloxetina também inibe cyp2d6, mas a trazodona é metabolizada principalmente por cyp3a4, portanto o risco farmacocinético é menor.. A conduta recomendada é: evitar associação, especialmente com doses de trazodona >100 mg/dia. se a trazodona for usada em baixa dose (25-50 mg) para insônia, o risco é menor, mas ainda requer monitoramento. iniciar com duloxetina 20-30 mg/dia e trazodona 25 mg ao deitar, com aumento gradual. suspender se surgirem sinais de síndrome serotoninérgica. não combinar se houver história de arritmias ou hipotensão..
Qual o risco de Duloxetina com Trazodona?
O risco da associação Duloxetina + Trazodona é classificado como GRAVE. Síndrome serotoninérgica: agitação, mioclonia, hipertermia, diaforese, tremor, taquicardia, rigidez, clônus. Risco aumentado de sedação excessiva e hipotensão ortostática devido ao efeito alfa-bloqueador da Trazodona somado à inibição de NET pela Duloxetina. Monitorar: monitorar temperatura, fc, pa, reflexos, clônus, mioclonia, sedação, tontura postural. aplicar critérios de hunter. ecg se houver fatores de risco para qtc. avaliar função hepática periodicamente..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
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