Duloxetina + Risperidona
⚠O que acontece
Aumento dos níveis de risperidona, elevando o risco de prolongamento QTc (≥500 ms), arritmias ventriculares, sedação excessiva, hipotensão ortostática e efeitos extrapiramidais. A redução do metabólito ativo pode diminuir a eficácia global em alguns pacientes.
⚙Mecanismo
Duloxetina inibe moderadamente a CYP2D6 (Ki ≈ 0.6-1.2 μM), principal via de metabolização da risperidona para seu metabólito ativo 9-hidroxirisperidona (paliperidona). A inibição pode aumentar a AUC da risperidona em 30-50% e reduzir a formação de paliperidona, alterando o perfil farmacodinâmico. Risperidona é substrato de alta afinidade para CYP2D6 (Km ≈ 1-5 μM), e a inibição pode ser clinicamente significativa em metabolizadores extensivos.
📋Conduta Clinica
Iniciar risperidona com dose baixa (0.5-1 mg/dia) e titular lentamente (aumentos de 0.5 mg a cada 1-2 semanas). Se já em uso, reduzir dose de risperidona em 25-50% e monitorar. Evitar doses >4 mg/dia. Considerar monitoramento terapêutico de fármacos (TDM) para risperidona mais paliperidona (faixa terapêutica: 20-60 ng/mL).
🔍O que monitorar
ECG basal e após 1-2 semanas; monitorar QTc a cada 3-6 meses. Monitorar PA, FC, sedação, movimentos involuntários. TDM se disponível. Eletrólitos (K+, Mg2+) e função renal.
↺Alternativas
Substituir duloxetina por ISRS com menor inibição de CYP2D6 (escitalopram, sertralina) ou usar paliperidona (metabólito ativo) que não depende de CYP2D6 para ativação. Outros antipsicóticos com menor risco de interação: olanzapina, quetiapina (embora esta tenha metabolismo parcial por CYP2D6).
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024; Lexicomp 2024; UpToDate 2024
Perguntas Frequentes
Pode tomar Duloxetina com Risperidona?
A combinação de Duloxetina com Risperidona apresenta interação de gravidade moderada. Aumento dos níveis de risperidona, elevando o risco de prolongamento QTc (≥500 ms), arritmias ventriculares, sedação excessiva, hipotensão ortostática e efeitos extrapiramidais. A redução do metabólito ativo pode diminuir a eficácia global em alguns pacientes. Iniciar risperidona com dose baixa (0.5-1 mg/dia) e titular lentamente (aumentos de 0.5 mg a cada 1-2 semanas). Se já em uso, reduzir dose de risperidona em 25-50% e monitorar. Evitar doses >4 mg/dia. Considerar monitoramento terapêutico de fármacos (TDM) para risperidona mais paliperidona (faixa terapêutica: 20-60 ng/mL).
Duloxetina e Risperidona interagem?
Sim, Duloxetina e Risperidona possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve duloxetina inibe moderadamente a cyp2d6 (ki ≈ 0.6-1.2 μm), principal via de metabolização da risperidona para seu metabólito ativo 9-hidroxirisperidona (paliperidona). a inibição pode aumentar a auc da risperidona em 30-50% e reduzir a formação de paliperidona, alterando o perfil farmacodinâmico. risperidona é substrato de alta afinidade para cyp2d6 (km ≈ 1-5 μm), e a inibição pode ser clinicamente significativa em metabolizadores extensivos.. A conduta recomendada é: iniciar risperidona com dose baixa (0.5-1 mg/dia) e titular lentamente (aumentos de 0.5 mg a cada 1-2 semanas). se já em uso, reduzir dose de risperidona em 25-50% e monitorar. evitar doses >4 mg/dia. considerar monitoramento terapêutico de fármacos (tdm) para risperidona mais paliperidona (faixa terapêutica: 20-60 ng/ml)..
Qual o risco de Duloxetina com Risperidona?
O risco da associação Duloxetina + Risperidona é classificado como MODERADA. Aumento dos níveis de risperidona, elevando o risco de prolongamento QTc (≥500 ms), arritmias ventriculares, sedação excessiva, hipotensão ortostática e efeitos extrapiramidais. A redução do metabólito ativo pode diminuir a eficácia global em alguns pacientes. Monitorar: ecg basal e após 1-2 semanas; monitorar qtc a cada 3-6 meses. monitorar pa, fc, sedação, movimentos involuntários. tdm se disponível. eletrólitos (k+, mg2+) e função renal..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
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