Duloxetina + Mirtazapina
⚠O que acontece
Síndrome serotoninérgica: agitação, mioclonia, hipertermia, diaforese, tremor, taquicardia, rigidez, clônus. A Mirtazapina pode atenuar sintomas gastrointestinais e ansiosos, atrasando o diagnóstico. Risco de sedação excessiva e ganho de peso.
⚙Mecanismo
Efeito serotoninérgico aditivo: Duloxetina inibe SERT e NET, aumentando serotonina sináptica. Mirtazapina antagoniza receptores alfa-2 adrenérgicos pré-sinápticos, aumentando a liberação de norepinefrina e serotonina, e antagoniza 5-HT2 e 5-HT3, o que pode mascarar alguns sintomas de síndrome serotoninérgica (ex.: náusea, ansiedade), mas não previne a toxicidade grave (hipertermia, clônus, instabilidade autonômica). A combinação é usada clinicamente (California Rocket Fuel) para depressão refratária, mas requer cautela pelo risco de síndrome serotoninérgica.
📋Conduta Clinica
A combinação pode ser usada com cautela em depressão refratária sob supervisão especializada. Iniciar com doses baixas: Duloxetina 20-30 mg/dia + Mirtazapina 7.5-15 mg ao deitar. Aumentar gradualmente a cada 2 semanas. Monitorar rigorosamente sinais de síndrome serotoninérgica, especialmente clônus e hipertermia. Suspender ambos se houver suspeita. Não usar em pacientes com história de síndrome serotoninérgica ou instabilidade autonômica.
🔍O que monitorar
Monitorar temperatura, FC, PA, reflexos, clônus (ocular, induzível, espontâneo), mioclonia, nível de consciência, sedação. Aplicar Critérios de Hunter. Avaliar peso e perfil lipídico/glicêmico periodicamente devido ao risco metabólico da Mirtazapina.
↺Alternativas
Se o objetivo for potencialização, considerar adição de Bupropiona (não serotoninérgico) ou antipsicótico atípico (Aripiprazol, Brexpiprazol) à Duloxetina. Para insônia, usar Zolpidem ou Melatonina em vez de Mirtazapina.
📚Referências
FDA Serotonin Syndrome Alert; UpToDate 2024; Stockley's Drug Interactions; Stahl's Essential Psychopharmacology
Perguntas Frequentes
Pode tomar Duloxetina com Mirtazapina?
A combinação de Duloxetina com Mirtazapina apresenta interação de gravidade grave. Síndrome serotoninérgica: agitação, mioclonia, hipertermia, diaforese, tremor, taquicardia, rigidez, clônus. A Mirtazapina pode atenuar sintomas gastrointestinais e ansiosos, atrasando o diagnóstico. Risco de sedação excessiva e ganho de peso. A combinação pode ser usada com cautela em depressão refratária sob supervisão especializada. Iniciar com doses baixas: Duloxetina 20-30 mg/dia + Mirtazapina 7.5-15 mg ao deitar. Aumentar gradualmente a cada 2 semanas. Monitorar rigorosamente sinais de síndrome serotoninérgica, especialmente clônus e hipertermia. Suspender ambos se houver suspeita. Não usar em pacientes com história de síndrome serotoninérgica ou instabilidade autonômica.
Duloxetina e Mirtazapina interagem?
Sim, Duloxetina e Mirtazapina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve efeito serotoninérgico aditivo: duloxetina inibe sert e net, aumentando serotonina sináptica. mirtazapina antagoniza receptores alfa-2 adrenérgicos pré-sinápticos, aumentando a liberação de norepinefrina e serotonina, e antagoniza 5-ht2 e 5-ht3, o que pode mascarar alguns sintomas de síndrome serotoninérgica (ex.: náusea, ansiedade), mas não previne a toxicidade grave (hipertermia, clônus, instabilidade autonômica). a combinação é usada clinicamente (california rocket fuel) para depressão refratária, mas requer cautela pelo risco de síndrome serotoninérgica.. A conduta recomendada é: a combinação pode ser usada com cautela em depressão refratária sob supervisão especializada. iniciar com doses baixas: duloxetina 20-30 mg/dia + mirtazapina 7.5-15 mg ao deitar. aumentar gradualmente a cada 2 semanas. monitorar rigorosamente sinais de síndrome serotoninérgica, especialmente clônus e hipertermia. suspender ambos se houver suspeita. não usar em pacientes com história de síndrome serotoninérgica ou instabilidade autonômica..
Qual o risco de Duloxetina com Mirtazapina?
O risco da associação Duloxetina + Mirtazapina é classificado como GRAVE. Síndrome serotoninérgica: agitação, mioclonia, hipertermia, diaforese, tremor, taquicardia, rigidez, clônus. A Mirtazapina pode atenuar sintomas gastrointestinais e ansiosos, atrasando o diagnóstico. Risco de sedação excessiva e ganho de peso. Monitorar: monitorar temperatura, fc, pa, reflexos, clônus (ocular, induzível, espontâneo), mioclonia, nível de consciência, sedação. aplicar critérios de hunter. avaliar peso e perfil lipídico/glicêmico periodicamente devido ao risco metabólico da mirtazapina..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
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