Duloxetina + Lítio
⚠O que acontece
Síndrome serotoninérgica: agitação, confusão, mioclonia, hiperreflexia, clônus (espontâneo ou induzido), tremor, diaforese, hipertermia (>38°C), taquicardia, instabilidade autonômica, rigidez muscular. Pode evoluir para rabdomiólise, acidose metabólica, convulsões e falência múltipla de órgãos.
⚙Mecanismo
Interação farmacodinâmica sinérgica. Duloxetina inibe a recaptação de serotonina (5-HT) e norepinefrina, aumentando a neurotransmissão serotoninérgica. Lítio potencializa a liberação de 5-HT pré-sináptica e inibe a recaptação, além de aumentar a sensibilidade dos receptores pós-sinápticos 5-HT1A. A combinação pode levar a um excesso serotoninérgico grave, mesmo com doses terapêuticas de ambos. O risco é maior em idosos e pacientes com comprometimento renal.
📋Conduta Clinica
Evitar a associação se possível. Se necessária, iniciar com doses mínimas: duloxetina 30 mg/dia e lítio 150-300 mg/dia, com titulação lenta. Manter níveis séricos de lítio no limite inferior da faixa terapêutica (0.4-0.6 mmol/L). Educar paciente e familiares sobre sinais de alerta. Usar Critérios de Hunter para diagnóstico precoce.
🔍O que monitorar
Monitorar temperatura corporal, frequência cardíaca, pressão arterial, reflexos tendinosos, clônus (especialmente ocular e patelar), mioclonia, sudorese, nível de consciência. Litemia semanal no primeiro mês, depois mensal. Função renal e tireoidiana a cada 3-6 meses. ECG basal se fatores de risco.
↺Alternativas
Substituir duloxetina por um ISRS com menor perfil serotoninérgico (escitalopram, sertralina) ou usar estabilizador de humor não serotoninérgico (valproato, lamotrigina, carbamazepina) para a mesma indicação. Se ambos forem essenciais, considerar monoterapia com lítio ou duloxetina, dependendo da indicação primária.
📚Referências
FDA Serotonin Syndrome Alert; UpToDate 2024; Hunter Serotonin Toxicity Criteria; Micromedex 2024
Perguntas Frequentes
Pode tomar Duloxetina com Lítio?
A combinação de Duloxetina com Lítio apresenta interação de gravidade grave. Síndrome serotoninérgica: agitação, confusão, mioclonia, hiperreflexia, clônus (espontâneo ou induzido), tremor, diaforese, hipertermia (>38°C), taquicardia, instabilidade autonômica, rigidez muscular. Pode evoluir para rabdomiólise, acidose metabólica, convulsões e falência múltipla de órgãos. Evitar a associação se possível. Se necessária, iniciar com doses mínimas: duloxetina 30 mg/dia e lítio 150-300 mg/dia, com titulação lenta. Manter níveis séricos de lítio no limite inferior da faixa terapêutica (0.4-0.6 mmol/L). Educar paciente e familiares sobre sinais de alerta. Usar Critérios de Hunter para diagnóstico precoce.
Duloxetina e Lítio interagem?
Sim, Duloxetina e Lítio possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve interação farmacodinâmica sinérgica. duloxetina inibe a recaptação de serotonina (5-ht) e norepinefrina, aumentando a neurotransmissão serotoninérgica. lítio potencializa a liberação de 5-ht pré-sináptica e inibe a recaptação, além de aumentar a sensibilidade dos receptores pós-sinápticos 5-ht1a. a combinação pode levar a um excesso serotoninérgico grave, mesmo com doses terapêuticas de ambos. o risco é maior em idosos e pacientes com comprometimento renal.. A conduta recomendada é: evitar a associação se possível. se necessária, iniciar com doses mínimas: duloxetina 30 mg/dia e lítio 150-300 mg/dia, com titulação lenta. manter níveis séricos de lítio no limite inferior da faixa terapêutica (0.4-0.6 mmol/l). educar paciente e familiares sobre sinais de alerta. usar critérios de hunter para diagnóstico precoce..
Qual o risco de Duloxetina com Lítio?
O risco da associação Duloxetina + Lítio é classificado como GRAVE. Síndrome serotoninérgica: agitação, confusão, mioclonia, hiperreflexia, clônus (espontâneo ou induzido), tremor, diaforese, hipertermia (>38°C), taquicardia, instabilidade autonômica, rigidez muscular. Pode evoluir para rabdomiólise, acidose metabólica, convulsões e falência múltipla de órgãos. Monitorar: monitorar temperatura corporal, frequência cardíaca, pressão arterial, reflexos tendinosos, clônus (especialmente ocular e patelar), mioclonia, sudorese, nível de consciência. litemia semanal no primeiro mês, depois mensal. função renal e tireoidiana a cada 3-6 meses. ecg basal se fatores de risco..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
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