Duloxetina + Lisdexanfetamina

GraveRisco elevado — pode causar dano significativo ao paciente
Validada por motor farmacologico

O que acontece

Síndrome serotoninérgica: agitação, confusão, mioclonia, hiperreflexia, clônus, tremor, diaforese, hipertermia, taquicardia, hipertensão (podendo evoluir para crise hipertensiva), midríase. Risco aumentado de convulsões e arritmias.

Mecanismo

Interação farmacodinâmica sinérgica. Duloxetina inibe a recaptação de serotonina e norepinefrina. Lisdexanfetamina (pró-fármaco da dextroanfetamina) aumenta a liberação de monoaminas (dopamina, norepinefrina e, em menor grau, serotonina) e inibe a recaptação. A combinação pode resultar em excesso serotoninérgico, especialmente em doses altas ou em pacientes suscetíveis. A anfetamina também pode inibir fracamente a MAO-A, contribuindo para o acúmulo de 5-HT.

📋Conduta Clinica

Evitar a associação. Se indispensável (ex.: TDAH comórbido com depressão), iniciar com doses muito baixas: duloxetina 30 mg/dia e lisdexanfetamina 10-20 mg/dia, com titulação lenta e monitoramento rigoroso. Não exceder doses moderadas. Educar paciente sobre sinais de alerta. Usar Critérios de Hunter para diagnóstico.

🔍O que monitorar

Monitorar temperatura, FC, PA, reflexos, clônus, mioclonia, sudorese, nível de consciência. ECG basal e após 1-2 semanas. Monitorar função hepática e renal. Avaliar sintomas psiquiátricos (ansiedade, agitação).

Alternativas

Substituir duloxetina por bupropiona (sem ação serotoninérgica significativa) ou ISRS com menor perfil serotoninérgico (escitalopram). Para TDAH, considerar metilfenidato (menor liberação de 5-HT) ou atomoxetina (inibidor seletivo da recaptação de norepinefrina).

📚Referências

FDA Serotonin Syndrome Alert; UpToDate 2024; Hunter Serotonin Toxicity Criteria; Micromedex 2024

Perguntas Frequentes

Pode tomar Duloxetina com Lisdexanfetamina?

A combinação de Duloxetina com Lisdexanfetamina apresenta interação de gravidade grave. Síndrome serotoninérgica: agitação, confusão, mioclonia, hiperreflexia, clônus, tremor, diaforese, hipertermia, taquicardia, hipertensão (podendo evoluir para crise hipertensiva), midríase. Risco aumentado de convulsões e arritmias. Evitar a associação. Se indispensável (ex.: TDAH comórbido com depressão), iniciar com doses muito baixas: duloxetina 30 mg/dia e lisdexanfetamina 10-20 mg/dia, com titulação lenta e monitoramento rigoroso. Não exceder doses moderadas. Educar paciente sobre sinais de alerta. Usar Critérios de Hunter para diagnóstico.

Duloxetina e Lisdexanfetamina interagem?

Sim, Duloxetina e Lisdexanfetamina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve interação farmacodinâmica sinérgica. duloxetina inibe a recaptação de serotonina e norepinefrina. lisdexanfetamina (pró-fármaco da dextroanfetamina) aumenta a liberação de monoaminas (dopamina, norepinefrina e, em menor grau, serotonina) e inibe a recaptação. a combinação pode resultar em excesso serotoninérgico, especialmente em doses altas ou em pacientes suscetíveis. a anfetamina também pode inibir fracamente a mao-a, contribuindo para o acúmulo de 5-ht.. A conduta recomendada é: evitar a associação. se indispensável (ex.: tdah comórbido com depressão), iniciar com doses muito baixas: duloxetina 30 mg/dia e lisdexanfetamina 10-20 mg/dia, com titulação lenta e monitoramento rigoroso. não exceder doses moderadas. educar paciente sobre sinais de alerta. usar critérios de hunter para diagnóstico..

Qual o risco de Duloxetina com Lisdexanfetamina?

O risco da associação Duloxetina + Lisdexanfetamina é classificado como GRAVE. Síndrome serotoninérgica: agitação, confusão, mioclonia, hiperreflexia, clônus, tremor, diaforese, hipertermia, taquicardia, hipertensão (podendo evoluir para crise hipertensiva), midríase. Risco aumentado de convulsões e arritmias. Monitorar: monitorar temperatura, fc, pa, reflexos, clônus, mioclonia, sudorese, nível de consciência. ecg basal e após 1-2 semanas. monitorar função hepática e renal. avaliar sintomas psiquiátricos (ansiedade, agitação)..

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Atualizado em junho/2026

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