Duloxetina + Linezolida
⚠O que acontece
Síndrome serotoninérgica: agitação, confusão, mioclonia, hiperreflexia, clônus, tremor, diaforese, hipertermia, taquicardia, instabilidade autonômica. Pode ocorrer rapidamente (horas a dias) após início da linezolida.
⚙Mecanismo
Interação farmacodinâmica sinérgica. Duloxetina inibe a recaptação de serotonina. Linezolida é um antibiótico oxazolidinona com propriedades inibidoras fracas e reversíveis da monoamina oxidase (IMAO), principalmente MAO-A, que degrada serotonina. A combinação pode levar a acúmulo sináptico de 5-HT, resultando em síndrome serotoninérgica. O risco é maior com uso prolongado de linezolida (>7 dias) e em pacientes idosos.
📋Conduta Clinica
Evitar a associação sempre que possível. Se linezolida for essencial (infecção por VRE ou MRSA sem alternativas), suspender duloxetina por pelo menos 2 semanas (5 meias-vidas) antes de iniciar linezolida, se clinicamente viável. Se a duloxetina não puder ser suspensa, monitorar intensivamente. Em emergência, iniciar linezolida e observar sinais de toxicidade serotoninérgica. Usar Critérios de Hunter.
🔍O que monitorar
Monitorar temperatura, FC, PA, reflexos, clônus, mioclonia, sudorese, nível de consciência a cada 4-6 horas durante o tratamento. ECG basal e diário se alterações. Hemograma semanal (risco de mielossupressão pela linezolida).
↺Alternativas
Substituir linezolida por outro antibiótico ativo contra o patógeno (vancomicina, daptomicina, ceftarolina) sempre que possível. Se duloxetina puder ser trocada, usar ISRS com meia-vida curta (paroxetina, sertralina) que podem ser suspensos mais rapidamente, ou considerar mirtazapina (antagonista 5-HT2/5-HT3) com menor risco serotoninérgico.
📚Referências
FDA Serotonin Syndrome Alert; UpToDate 2024; Hunter Serotonin Toxicity Criteria; Micromedex 2024; Lexicomp 2024
Perguntas Frequentes
Pode tomar Duloxetina com Linezolida?
A combinação de Duloxetina com Linezolida apresenta interação de gravidade grave. Síndrome serotoninérgica: agitação, confusão, mioclonia, hiperreflexia, clônus, tremor, diaforese, hipertermia, taquicardia, instabilidade autonômica. Pode ocorrer rapidamente (horas a dias) após início da linezolida. Evitar a associação sempre que possível. Se linezolida for essencial (infecção por VRE ou MRSA sem alternativas), suspender duloxetina por pelo menos 2 semanas (5 meias-vidas) antes de iniciar linezolida, se clinicamente viável. Se a duloxetina não puder ser suspensa, monitorar intensivamente. Em emergência, iniciar linezolida e observar sinais de toxicidade serotoninérgica. Usar Critérios de Hunter.
Duloxetina e Linezolida interagem?
Sim, Duloxetina e Linezolida possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve interação farmacodinâmica sinérgica. duloxetina inibe a recaptação de serotonina. linezolida é um antibiótico oxazolidinona com propriedades inibidoras fracas e reversíveis da monoamina oxidase (imao), principalmente mao-a, que degrada serotonina. a combinação pode levar a acúmulo sináptico de 5-ht, resultando em síndrome serotoninérgica. o risco é maior com uso prolongado de linezolida (>7 dias) e em pacientes idosos.. A conduta recomendada é: evitar a associação sempre que possível. se linezolida for essencial (infecção por vre ou mrsa sem alternativas), suspender duloxetina por pelo menos 2 semanas (5 meias-vidas) antes de iniciar linezolida, se clinicamente viável. se a duloxetina não puder ser suspensa, monitorar intensivamente. em emergência, iniciar linezolida e observar sinais de toxicidade serotoninérgica. usar critérios de hunter..
Qual o risco de Duloxetina com Linezolida?
O risco da associação Duloxetina + Linezolida é classificado como GRAVE. Síndrome serotoninérgica: agitação, confusão, mioclonia, hiperreflexia, clônus, tremor, diaforese, hipertermia, taquicardia, instabilidade autonômica. Pode ocorrer rapidamente (horas a dias) após início da linezolida. Monitorar: monitorar temperatura, fc, pa, reflexos, clônus, mioclonia, sudorese, nível de consciência a cada 4-6 horas durante o tratamento. ecg basal e diário se alterações. hemograma semanal (risco de mielossupressão pela linezolida)..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
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