Duloxetina + Haloperidol

ModeradaRequer monitoramento — pode necessitar ajuste de dose
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O que acontece

Aumento nos níveis plasmáticos de haloperidol, elevando o risco de prolongamento do intervalo QTc (≥500 ms ou aumento >60 ms da linha de base) e torsades de pointes, especialmente em pacientes com fatores de risco adicionais (sexo feminino, idade avançada, distúrbios eletrolíticos, cardiopatia estrutural). Efeitos extrapiramidais e sedação também podem ser exacerbados.

Mecanismo

Duloxetina é um inibidor moderado da CYP2D6 (Ki ≈ 0.6-1.2 μM), enzima responsável por aproximadamente 50-60% do metabolismo do haloperidol (via N-desalquilação e oxidação). A inibição pode aumentar a AUC do haloperidol em 20-40%, com elevação proporcional dos níveis plasmáticos. Haloperidol também é metabolizado em menor extensão pela CYP3A4 e glicuronidação, mas a via 2D6 é predominante para sua depuração.

📋Conduta Clinica

Se a combinação for necessária, iniciar com dose baixa de haloperidol (ex.: 0.5-1 mg/dia VO) e titular lentamente com base na resposta clínica e tolerabilidade. Considerar redução empírica de 25-30% na dose de haloperidol se já estiver em uso. Evitar doses altas (>5 mg/dia).

🔍O que monitorar

ECG basal e após 1-2 semanas do início ou ajuste de dose; monitorar QTc a cada 3-6 meses se uso crônico. Monitorar eletrólitos (K+, Mg2+) e função renal. Avaliar resposta clínica (escalas de psicose) e efeitos adversos (acatisia, rigidez, sedação).

Alternativas

Substituir duloxetina por um inibidor seletivo da recaptação de serotonina (ISRS) com menor inibição de CYP2D6, como escitalopram ou sertralina. Alternativamente, usar um antipsicótico com menor dependência de CYP2D6, como olanzapina (metabolismo principalmente por CYP1A2 e glicuronidação).

📚Referências

Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024; Lexicomp 2024; UpToDate 2024

Perguntas Frequentes

Pode tomar Duloxetina com Haloperidol?

A combinação de Duloxetina com Haloperidol apresenta interação de gravidade moderada. Aumento nos níveis plasmáticos de haloperidol, elevando o risco de prolongamento do intervalo QTc (≥500 ms ou aumento >60 ms da linha de base) e torsades de pointes, especialmente em pacientes com fatores de risco adicionais (sexo feminino, idade avançada, distúrbios eletrolíticos, cardiopatia estrutural). Efeitos extrapiramidais e sedação também podem ser exacerbados. Se a combinação for necessária, iniciar com dose baixa de haloperidol (ex.: 0.5-1 mg/dia VO) e titular lentamente com base na resposta clínica e tolerabilidade. Considerar redução empírica de 25-30% na dose de haloperidol se já estiver em uso. Evitar doses altas (>5 mg/dia).

Duloxetina e Haloperidol interagem?

Sim, Duloxetina e Haloperidol possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve duloxetina é um inibidor moderado da cyp2d6 (ki ≈ 0.6-1.2 μm), enzima responsável por aproximadamente 50-60% do metabolismo do haloperidol (via n-desalquilação e oxidação). a inibição pode aumentar a auc do haloperidol em 20-40%, com elevação proporcional dos níveis plasmáticos. haloperidol também é metabolizado em menor extensão pela cyp3a4 e glicuronidação, mas a via 2d6 é predominante para sua depuração.. A conduta recomendada é: se a combinação for necessária, iniciar com dose baixa de haloperidol (ex.: 0.5-1 mg/dia vo) e titular lentamente com base na resposta clínica e tolerabilidade. considerar redução empírica de 25-30% na dose de haloperidol se já estiver em uso. evitar doses altas (>5 mg/dia)..

Qual o risco de Duloxetina com Haloperidol?

O risco da associação Duloxetina + Haloperidol é classificado como MODERADA. Aumento nos níveis plasmáticos de haloperidol, elevando o risco de prolongamento do intervalo QTc (≥500 ms ou aumento >60 ms da linha de base) e torsades de pointes, especialmente em pacientes com fatores de risco adicionais (sexo feminino, idade avançada, distúrbios eletrolíticos, cardiopatia estrutural). Efeitos extrapiramidais e sedação também podem ser exacerbados. Monitorar: ecg basal e após 1-2 semanas do início ou ajuste de dose; monitorar qtc a cada 3-6 meses se uso crônico. monitorar eletrólitos (k+, mg2+) e função renal. avaliar resposta clínica (escalas de psicose) e efeitos adversos (acatisia, rigidez, sedação)..

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Atualizado em junho/2026

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