Duloxetina + Fluvoxamina
⚠O que acontece
Síndrome serotoninérgica: agitação, mioclonia, hipertermia, diaforese, tremor, taquicardia, rigidez muscular, clônus ocular ou induzível, delirium, instabilidade autonômica. Pode ser fatal se não reconhecida precocemente.
⚙Mecanismo
Efeito serotoninérgico aditivo: Duloxetina inibe a recaptação de serotonina (SERT) e norepinefrina (NET), enquanto Fluvoxamina inibe seletivamente SERT. Fluvoxamina também é um potente inibidor do CYP1A2 (Ki ~0.1 μM) e inibidor moderado do CYP2C19 e CYP3A4, mas a Duloxetina é metabolizada principalmente por CYP1A2 e CYP2D6. A inibição do CYP1A2 pela Fluvoxamina pode aumentar a exposição à Duloxetina em até 5 vezes, elevando ainda mais o tônus serotoninérgico. Risco de síndrome serotoninérgica por excesso de serotonina na fenda sináptica.
📋Conduta Clinica
Evitar associação sempre que possível. Se a combinação for considerada essencial (ex.: depressão refratária com TOC), iniciar com doses muito baixas de ambos os fármacos (ex.: Duloxetina 20 mg/dia + Fluvoxamina 25 mg/dia), com aumento gradual a cada 2 semanas. Monitorar rigorosamente sinais de toxicidade serotoninérgica. Aplicar Critérios de Hunter para diagnóstico precoce. Em caso de síndrome serotoninérgica, suspender ambos os fármacos imediatamente e iniciar medidas de suporte (resfriamento, benzodiazepínicos, ciproheptadina se grave).
🔍O que monitorar
Avaliar temperatura corporal, frequência cardíaca, pressão arterial, reflexos tendinosos profundos, presença de clônus espontâneo/induzível/ocular, mioclonia, sudorese, nível de consciência e agitação. Realizar avaliação clínica a cada 2-3 dias nas primeiras 2 semanas de tratamento combinado e após cada aumento de dose.
↺Alternativas
Substituir um dos fármacos por agente não serotoninérgico (ex.: Bupropiona para depressão, ou Benzodiazepínico para ansiedade) ou usar monoterapia com dose otimizada. Se a Fluvoxamina for para TOC, considerar Clomipramina com cautela, ou terapia cognitivo-comportamental intensiva.
📚Referências
FDA Serotonin Syndrome Alert; UpToDate 2024; Flockhart Table; Stockley's Drug Interactions
Perguntas Frequentes
Pode tomar Duloxetina com Fluvoxamina?
A combinação de Duloxetina com Fluvoxamina apresenta interação de gravidade grave. Síndrome serotoninérgica: agitação, mioclonia, hipertermia, diaforese, tremor, taquicardia, rigidez muscular, clônus ocular ou induzível, delirium, instabilidade autonômica. Pode ser fatal se não reconhecida precocemente. Evitar associação sempre que possível. Se a combinação for considerada essencial (ex.: depressão refratária com TOC), iniciar com doses muito baixas de ambos os fármacos (ex.: Duloxetina 20 mg/dia + Fluvoxamina 25 mg/dia), com aumento gradual a cada 2 semanas. Monitorar rigorosamente sinais de toxicidade serotoninérgica. Aplicar Critérios de Hunter para diagnóstico precoce. Em caso de síndrome serotoninérgica, suspender ambos os fármacos imediatamente e iniciar medidas de suporte (resfriamento, benzodiazepínicos, ciproheptadina se grave).
Duloxetina e Fluvoxamina interagem?
Sim, Duloxetina e Fluvoxamina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve efeito serotoninérgico aditivo: duloxetina inibe a recaptação de serotonina (sert) e norepinefrina (net), enquanto fluvoxamina inibe seletivamente sert. fluvoxamina também é um potente inibidor do cyp1a2 (ki ~0.1 μm) e inibidor moderado do cyp2c19 e cyp3a4, mas a duloxetina é metabolizada principalmente por cyp1a2 e cyp2d6. a inibição do cyp1a2 pela fluvoxamina pode aumentar a exposição à duloxetina em até 5 vezes, elevando ainda mais o tônus serotoninérgico. risco de síndrome serotoninérgica por excesso de serotonina na fenda sináptica.. A conduta recomendada é: evitar associação sempre que possível. se a combinação for considerada essencial (ex.: depressão refratária com toc), iniciar com doses muito baixas de ambos os fármacos (ex.: duloxetina 20 mg/dia + fluvoxamina 25 mg/dia), com aumento gradual a cada 2 semanas. monitorar rigorosamente sinais de toxicidade serotoninérgica. aplicar critérios de hunter para diagnóstico precoce. em caso de síndrome serotoninérgica, suspender ambos os fármacos imediatamente e iniciar medidas de suporte (resfriamento, benzodiazepínicos, ciproheptadina se grave)..
Qual o risco de Duloxetina com Fluvoxamina?
O risco da associação Duloxetina + Fluvoxamina é classificado como GRAVE. Síndrome serotoninérgica: agitação, mioclonia, hipertermia, diaforese, tremor, taquicardia, rigidez muscular, clônus ocular ou induzível, delirium, instabilidade autonômica. Pode ser fatal se não reconhecida precocemente. Monitorar: avaliar temperatura corporal, frequência cardíaca, pressão arterial, reflexos tendinosos profundos, presença de clônus espontâneo/induzível/ocular, mioclonia, sudorese, nível de consciência e agitação. realizar avaliação clínica a cada 2-3 dias nas primeiras 2 semanas de tratamento combinado e após cada aumento de dose..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
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