Duloxetina + Clomipramina

GraveRisco elevado — pode causar dano significativo ao paciente
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O que acontece

Aumento significativo dos níveis de Clomipramina, com risco de prolongamento QTc, torsades de pointes, convulsões, delirium anticolinérgico, hipotensão ortostática e síndrome serotoninérgica grave.

Mecanismo

Duloxetina inibe moderadamente CYP2D6 (Ki ~0.5-1 μM). Clomipramina é metabolizada por CYP2D6 a desmetilclomipramina (ativa) e por CYP1A2, CYP2C19. A inibição de CYP2D6 pode aumentar os níveis de Clomipramina em 2-4 vezes. Ambos são potentes inibidores de SERT, com alto risco de síndrome serotoninérgica. Risco aditivo de cardiotoxicidade (QTc) e convulsões.

📋Conduta Clinica

Evitar associação. Se for considerada em TOC refratário sob supervisão especializada, reduzir Clomipramina em 75% e titular muito lentamente com monitoramento de níveis séricos (Clomipramina + Desmetilclomipramina: 150-300 ng/mL). ECG basal e semanal. Suspender se QTc >500 ms ou convulsões. Genotipagem de CYP2D6 recomendada.

🔍O que monitorar

ECG com QTc basal e semanal por 4 semanas, depois mensal. Nível sérico de Clomipramina e metabólito após 7-10 dias de dose estável. Monitorar sinais de toxicidade anticolinérgica, serotoninérgica e neurológica (mioclonia, convulsões). Hemograma, função hepática e renal.

Alternativas

Substituir Duloxetina por um ISRS com menor inibição de CYP2D6 (ex.: Escitalopram) ou usar Clomipramina isoladamente em dose otimizada. Para TOC, considerar terapia cognitivo-comportamental intensiva ou adição de antipsicótico atípico (Risperidona, Aripiprazol) à Clomipramina.

📚Referências

Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024; Stockley's Drug Interactions; UpToDate 2024

Perguntas Frequentes

Pode tomar Duloxetina com Clomipramina?

A combinação de Duloxetina com Clomipramina apresenta interação de gravidade grave. Aumento significativo dos níveis de Clomipramina, com risco de prolongamento QTc, torsades de pointes, convulsões, delirium anticolinérgico, hipotensão ortostática e síndrome serotoninérgica grave. Evitar associação. Se for considerada em TOC refratário sob supervisão especializada, reduzir Clomipramina em 75% e titular muito lentamente com monitoramento de níveis séricos (Clomipramina + Desmetilclomipramina: 150-300 ng/mL). ECG basal e semanal. Suspender se QTc >500 ms ou convulsões. Genotipagem de CYP2D6 recomendada.

Duloxetina e Clomipramina interagem?

Sim, Duloxetina e Clomipramina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve duloxetina inibe moderadamente cyp2d6 (ki ~0.5-1 μm). clomipramina é metabolizada por cyp2d6 a desmetilclomipramina (ativa) e por cyp1a2, cyp2c19. a inibição de cyp2d6 pode aumentar os níveis de clomipramina em 2-4 vezes. ambos são potentes inibidores de sert, com alto risco de síndrome serotoninérgica. risco aditivo de cardiotoxicidade (qtc) e convulsões.. A conduta recomendada é: evitar associação. se for considerada em toc refratário sob supervisão especializada, reduzir clomipramina em 75% e titular muito lentamente com monitoramento de níveis séricos (clomipramina + desmetilclomipramina: 150-300 ng/ml). ecg basal e semanal. suspender se qtc >500 ms ou convulsões. genotipagem de cyp2d6 recomendada..

Qual o risco de Duloxetina com Clomipramina?

O risco da associação Duloxetina + Clomipramina é classificado como GRAVE. Aumento significativo dos níveis de Clomipramina, com risco de prolongamento QTc, torsades de pointes, convulsões, delirium anticolinérgico, hipotensão ortostática e síndrome serotoninérgica grave. Monitorar: ecg com qtc basal e semanal por 4 semanas, depois mensal. nível sérico de clomipramina e metabólito após 7-10 dias de dose estável. monitorar sinais de toxicidade anticolinérgica, serotoninérgica e neurológica (mioclonia, convulsões). hemograma, função hepática e renal..

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Atualizado em junho/2026

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