Duloxetina + Aripiprazol

ModeradaRequer monitoramento — pode necessitar ajuste de dose
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O que acontece

Aumento dos níveis de aripiprazol, potencializando efeitos adversos dose-dependentes como acatisia, insônia, náusea, sedação e, menos comumente, prolongamento QTc. Risco de síndrome de ativação e piora da impulsividade em alguns pacientes.

Mecanismo

Duloxetina inibe moderadamente a CYP2D6 (Ki ≈ 0.6-1.2 μM), enzima responsável por aproximadamente 40-50% do metabolismo do aripiprazol (hidroxilação e N-desalquilação). A inibição pode aumentar a AUC do aripiprazol em 30-60%, com elevação proporcional dos níveis plasmáticos. Aripiprazol é substrato de CYP2D6 com Km ≈ 1-5 μM, e a interação é clinicamente significativa, especialmente em metabolizadores extensivos.

📋Conduta Clinica

Iniciar aripiprazol com dose reduzida (2-5 mg/dia) e titular lentamente (aumentos de 2.5-5 mg a cada 2 semanas). Se já em uso, reduzir dose de aripiprazol em 50% (ex.: de 15 mg para 7.5 mg/dia). Dose máxima recomendada: 15 mg/dia. Monitorar resposta clínica e tolerabilidade.

🔍O que monitorar

Avaliar acatisia (Escala de Barnes), sedação, sintomas gastrointestinais. ECG basal se fatores de risco para QTc. TDM se disponível (faixa terapêutica: 100-350 ng/mL). Monitorar função hepática ocasionalmente.

Alternativas

Substituir duloxetina por ISRS com menor inibição de CYP2D6 (escitalopram, sertralina) ou usar antipsicótico com metabolismo independente de CYP2D6, como olanzapina ou paliperidona.

📚Referências

Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024; Lexicomp 2024; UpToDate 2024

Perguntas Frequentes

Pode tomar Duloxetina com Aripiprazol?

A combinação de Duloxetina com Aripiprazol apresenta interação de gravidade moderada. Aumento dos níveis de aripiprazol, potencializando efeitos adversos dose-dependentes como acatisia, insônia, náusea, sedação e, menos comumente, prolongamento QTc. Risco de síndrome de ativação e piora da impulsividade em alguns pacientes. Iniciar aripiprazol com dose reduzida (2-5 mg/dia) e titular lentamente (aumentos de 2.5-5 mg a cada 2 semanas). Se já em uso, reduzir dose de aripiprazol em 50% (ex.: de 15 mg para 7.5 mg/dia). Dose máxima recomendada: 15 mg/dia. Monitorar resposta clínica e tolerabilidade.

Duloxetina e Aripiprazol interagem?

Sim, Duloxetina e Aripiprazol possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve duloxetina inibe moderadamente a cyp2d6 (ki ≈ 0.6-1.2 μm), enzima responsável por aproximadamente 40-50% do metabolismo do aripiprazol (hidroxilação e n-desalquilação). a inibição pode aumentar a auc do aripiprazol em 30-60%, com elevação proporcional dos níveis plasmáticos. aripiprazol é substrato de cyp2d6 com km ≈ 1-5 μm, e a interação é clinicamente significativa, especialmente em metabolizadores extensivos.. A conduta recomendada é: iniciar aripiprazol com dose reduzida (2-5 mg/dia) e titular lentamente (aumentos de 2.5-5 mg a cada 2 semanas). se já em uso, reduzir dose de aripiprazol em 50% (ex.: de 15 mg para 7.5 mg/dia). dose máxima recomendada: 15 mg/dia. monitorar resposta clínica e tolerabilidade..

Qual o risco de Duloxetina com Aripiprazol?

O risco da associação Duloxetina + Aripiprazol é classificado como MODERADA. Aumento dos níveis de aripiprazol, potencializando efeitos adversos dose-dependentes como acatisia, insônia, náusea, sedação e, menos comumente, prolongamento QTc. Risco de síndrome de ativação e piora da impulsividade em alguns pacientes. Monitorar: avaliar acatisia (escala de barnes), sedação, sintomas gastrointestinais. ecg basal se fatores de risco para qtc. tdm se disponível (faixa terapêutica: 100-350 ng/ml). monitorar função hepática ocasionalmente..

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Atualizado em junho/2026

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