Duloxetina + Amitriptilina
⚠O que acontece
Aumento significativo dos níveis plasmáticos de Amitriptilina, com risco de prolongamento QTc (>500 ms ou aumento >60 ms da linha de base), torsades de pointes, taquicardia ventricular, convulsões, delirium anticolinérgico, hipotensão ortostática e síndrome serotoninérgica.
⚙Mecanismo
Duloxetina é inibidor moderado do CYP2D6 (Ki ~0.5-1 μM). Amitriptilina é metabolizada pelo CYP2D6 a nortriptilina (ativa) e por CYP2C19 e outras vias. A inibição do CYP2D6 pode aumentar a exposição à Amitriptilina em 2-4 vezes, elevando o risco de cardiotoxicidade (prolongamento QTc, arritmias) e efeitos anticolinérgicos (delirium, retenção urinária, íleo paralítico). Além disso, ambos têm efeito serotoninérgico aditivo, aumentando o risco de síndrome serotoninérgica.
📋Conduta Clinica
Evitar associação. Se for absolutamente necessário (ex.: depressão refratária com dor neuropática), reduzir dose de Amitriptilina em 50-75% e titular lentamente com base em níveis séricos (alvo: 80-200 ng/mL para Amitriptilina + Nortriptilina). Realizar ECG basal e semanal nas primeiras 4 semanas. Suspender se QTc >500 ms. Considerar genotipagem de CYP2D6 se disponível.
🔍O que monitorar
ECG com QTc basal e semanal por 4 semanas, depois mensal. Nível sérico de Amitriptilina e Nortriptilina (soma) após 5-7 dias de dose estável. Monitorar sinais de toxicidade anticolinérgica (boca seca, constipação, confusão, retenção urinária) e serotoninérgica (clônus, hipertermia, agitação). Hemograma e função hepática periodicamente.
↺Alternativas
Substituir Duloxetina por um IRSN com menor inibição de CYP2D6 (ex.: Venlafaxina, que é inibidor fraco) ou usar analgésico não serotoninérgico para dor neuropática (ex.: Gabapentina, Pregabalina). Para depressão, considerar Bupropiona ou Mirtazapina em combinação com Amitriptilina, com monitoramento.
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024; Stockley's Drug Interactions; UpToDate 2024
Perguntas Frequentes
Pode tomar Duloxetina com Amitriptilina?
A combinação de Duloxetina com Amitriptilina apresenta interação de gravidade grave. Aumento significativo dos níveis plasmáticos de Amitriptilina, com risco de prolongamento QTc (>500 ms ou aumento >60 ms da linha de base), torsades de pointes, taquicardia ventricular, convulsões, delirium anticolinérgico, hipotensão ortostática e síndrome serotoninérgica. Evitar associação. Se for absolutamente necessário (ex.: depressão refratária com dor neuropática), reduzir dose de Amitriptilina em 50-75% e titular lentamente com base em níveis séricos (alvo: 80-200 ng/mL para Amitriptilina + Nortriptilina). Realizar ECG basal e semanal nas primeiras 4 semanas. Suspender se QTc >500 ms. Considerar genotipagem de CYP2D6 se disponível.
Duloxetina e Amitriptilina interagem?
Sim, Duloxetina e Amitriptilina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve duloxetina é inibidor moderado do cyp2d6 (ki ~0.5-1 μm). amitriptilina é metabolizada pelo cyp2d6 a nortriptilina (ativa) e por cyp2c19 e outras vias. a inibição do cyp2d6 pode aumentar a exposição à amitriptilina em 2-4 vezes, elevando o risco de cardiotoxicidade (prolongamento qtc, arritmias) e efeitos anticolinérgicos (delirium, retenção urinária, íleo paralítico). além disso, ambos têm efeito serotoninérgico aditivo, aumentando o risco de síndrome serotoninérgica.. A conduta recomendada é: evitar associação. se for absolutamente necessário (ex.: depressão refratária com dor neuropática), reduzir dose de amitriptilina em 50-75% e titular lentamente com base em níveis séricos (alvo: 80-200 ng/ml para amitriptilina + nortriptilina). realizar ecg basal e semanal nas primeiras 4 semanas. suspender se qtc >500 ms. considerar genotipagem de cyp2d6 se disponível..
Qual o risco de Duloxetina com Amitriptilina?
O risco da associação Duloxetina + Amitriptilina é classificado como GRAVE. Aumento significativo dos níveis plasmáticos de Amitriptilina, com risco de prolongamento QTc (>500 ms ou aumento >60 ms da linha de base), torsades de pointes, taquicardia ventricular, convulsões, delirium anticolinérgico, hipotensão ortostática e síndrome serotoninérgica. Monitorar: ecg com qtc basal e semanal por 4 semanas, depois mensal. nível sérico de amitriptilina e nortriptilina (soma) após 5-7 dias de dose estável. monitorar sinais de toxicidade anticolinérgica (boca seca, constipação, confusão, retenção urinária) e serotoninérgica (clônus, hipertermia, agitação). hemograma e função hepática periodicamente..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
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