Dronedarona + Fluvoxamina
⚠O que acontece
Aumento dos níveis plasmáticos de Fluvoxamina, potencializando efeitos adversos dose-dependentes como náusea, sedação, disfunção sexual e, em casos mais graves, síndrome serotoninérgica (especialmente se associada a outros serotoninérgicos).
⚙Mecanismo
A Dronedarona é um inibidor moderado da CYP2D6. A Fluvoxamina é metabolizada principalmente pela CYP2D6 e CYP1A2. A inibição da CYP2D6 pode aumentar a exposição à Fluvoxamina em 30-50%, elevando o risco de toxicidade serotoninérgica e efeitos adversos.
📋Conduta Clinica
Iniciar Fluvoxamina com a menor dose recomendada (25-50 mg/dia). Monitorar resposta clínica e efeitos adversos. Se necessário, aumentar a dose gradualmente, não excedendo 150 mg/dia sem monitorização cuidadosa. Considerar redução de 25-50% da dose de Fluvoxamina se já estiver em uso.
🔍O que monitorar
Avaliar sinais de síndrome serotoninérgica (agitação, taquicardia, hipertermia, rigidez muscular), sedação excessiva e resposta terapêutica.
↺Alternativas
Substituir a Dronedarona por um antiarrítmico com menor potencial de inibição da CYP2D6, como Sotalol (se função renal normal e sem contraindicação). Alternativamente, usar um ISRS com menor dependência da CYP2D6, como Escitalopram ou Sertralina.
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024; UpToDate 2024
Perguntas Frequentes
Pode tomar Dronedarona com Fluvoxamina?
A combinação de Dronedarona com Fluvoxamina apresenta interação de gravidade moderada. Aumento dos níveis plasmáticos de Fluvoxamina, potencializando efeitos adversos dose-dependentes como náusea, sedação, disfunção sexual e, em casos mais graves, síndrome serotoninérgica (especialmente se associada a outros serotoninérgicos). Iniciar Fluvoxamina com a menor dose recomendada (25-50 mg/dia). Monitorar resposta clínica e efeitos adversos. Se necessário, aumentar a dose gradualmente, não excedendo 150 mg/dia sem monitorização cuidadosa. Considerar redução de 25-50% da dose de Fluvoxamina se já estiver em uso.
Dronedarona e Fluvoxamina interagem?
Sim, Dronedarona e Fluvoxamina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve a dronedarona é um inibidor moderado da cyp2d6. a fluvoxamina é metabolizada principalmente pela cyp2d6 e cyp1a2. a inibição da cyp2d6 pode aumentar a exposição à fluvoxamina em 30-50%, elevando o risco de toxicidade serotoninérgica e efeitos adversos.. A conduta recomendada é: iniciar fluvoxamina com a menor dose recomendada (25-50 mg/dia). monitorar resposta clínica e efeitos adversos. se necessário, aumentar a dose gradualmente, não excedendo 150 mg/dia sem monitorização cuidadosa. considerar redução de 25-50% da dose de fluvoxamina se já estiver em uso..
Qual o risco de Dronedarona com Fluvoxamina?
O risco da associação Dronedarona + Fluvoxamina é classificado como MODERADA. Aumento dos níveis plasmáticos de Fluvoxamina, potencializando efeitos adversos dose-dependentes como náusea, sedação, disfunção sexual e, em casos mais graves, síndrome serotoninérgica (especialmente se associada a outros serotoninérgicos). Monitorar: avaliar sinais de síndrome serotoninérgica (agitação, taquicardia, hipertermia, rigidez muscular), sedação excessiva e resposta terapêutica..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
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