Dronedarona + Carbamazepina
⚠O que acontece
Risco de falha terapêutica da dronedarona (recorrência de fibrilação atrial) e toxicidade por carbamazepina (ataxia, diplopia, hepatotoxicidade, SIADH, supressão medular). A flutuação dos níveis de ambos os fármacos torna o manejo clínico extremamente difícil e perigoso.
⚙Mecanismo
Interação bidirecional: carbamazepina é indutor potente de CYP3A4 e pode reduzir os níveis de dronedarona em 60-80%, comprometendo sua eficácia antiarrítmica. Dronedarona inibe CYP3A4, aumentando os níveis de carbamazepina em 40-60%, com risco de toxicidade. Além disso, carbamazepina é substrato e indutor de CYP3A4, criando um ciclo de indução/inibição imprevisível.
📋Conduta Clinica
Associação contraindicada. Não utilizar concomitantemente. Se troca de anticonvulsivante for necessária, substituir carbamazepina por alternativa não indutora enzimática (ex.: levetiracetam, lamotrigina) com washout de 2 semanas e monitoramento de níveis. Se dronedarona for essencial, considerar ablação de FA.
🔍O que monitorar
Se exposição inadvertida: nível sérico de carbamazepina (alvo: 4-12 mg/L) e dronedarona (nível terapêutico mal definido, mas exposição reduzida indica falha). ECG semanal, hemograma, TGO/TGP, Na+ sérico. Sintomas de toxicidade neurológica (nistagmo, ataxia).
↺Alternativas
Substituir carbamazepina por oxcarbazepina (indutor mais fraco, mas ainda requer cautela), eslicarbazepina, lacosamida ou gabapentina. Substituir dronedarona por betabloqueador (ex.: metoprolol) ou ablação de FA. Se ambas as condições forem refratárias, considerar amiodarona com monitoramento rigoroso (mas amiodarona também interage com carbamazepina).
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024; FDA Dronedarone Label 2024; UpToDate 2024
Perguntas Frequentes
Pode tomar Dronedarona com Carbamazepina?
A combinação de Dronedarona com Carbamazepina apresenta interação de gravidade grave. Risco de falha terapêutica da dronedarona (recorrência de fibrilação atrial) e toxicidade por carbamazepina (ataxia, diplopia, hepatotoxicidade, SIADH, supressão medular). A flutuação dos níveis de ambos os fármacos torna o manejo clínico extremamente difícil e perigoso. Associação contraindicada. Não utilizar concomitantemente. Se troca de anticonvulsivante for necessária, substituir carbamazepina por alternativa não indutora enzimática (ex.: levetiracetam, lamotrigina) com washout de 2 semanas e monitoramento de níveis. Se dronedarona for essencial, considerar ablação de FA.
Dronedarona e Carbamazepina interagem?
Sim, Dronedarona e Carbamazepina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve interação bidirecional: carbamazepina é indutor potente de cyp3a4 e pode reduzir os níveis de dronedarona em 60-80%, comprometendo sua eficácia antiarrítmica. dronedarona inibe cyp3a4, aumentando os níveis de carbamazepina em 40-60%, com risco de toxicidade. além disso, carbamazepina é substrato e indutor de cyp3a4, criando um ciclo de indução/inibição imprevisível.. A conduta recomendada é: associação contraindicada. não utilizar concomitantemente. se troca de anticonvulsivante for necessária, substituir carbamazepina por alternativa não indutora enzimática (ex.: levetiracetam, lamotrigina) com washout de 2 semanas e monitoramento de níveis. se dronedarona for essencial, considerar ablação de fa..
Qual o risco de Dronedarona com Carbamazepina?
O risco da associação Dronedarona + Carbamazepina é classificado como GRAVE. Risco de falha terapêutica da dronedarona (recorrência de fibrilação atrial) e toxicidade por carbamazepina (ataxia, diplopia, hepatotoxicidade, SIADH, supressão medular). A flutuação dos níveis de ambos os fármacos torna o manejo clínico extremamente difícil e perigoso. Monitorar: se exposição inadvertida: nível sérico de carbamazepina (alvo: 4-12 mg/l) e dronedarona (nível terapêutico mal definido, mas exposição reduzida indica falha). ecg semanal, hemograma, tgo/tgp, na+ sérico. sintomas de toxicidade neurológica (nistagmo, ataxia)..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
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