Diltiazem + Carbamazepina
⚠O que acontece
Aumento significativo dos níveis séricos de carbamazepina (frequentemente >12 mcg/mL) com risco de neurotoxicidade (ataxia, diplopia, sonolência), hepatotoxicidade e supressão medular. Sintomas podem surgir em 2-4 dias após introdução do diltiazem.
⚙Mecanismo
Diltiazem é inibidor moderado do CYP3A4, principal via de metabolização da carbamazepina (epóxido-hidrolase). A inibição reduz a depuração em 40-60%, elevando a AUC da carbamazepina em 2-3 vezes. O metabólito ativo carbamazepina-10,11-epóxido também se acumula, contribuindo para a toxicidade.
📋Conduta Clinica
Evitar associação. Se indispensável: reduzir dose da carbamazepina em 40-50% antes de iniciar diltiazem. Ajustar dose baseado no nível sérico alvo (4-12 mcg/mL). Não exceder 800 mg/dia de carbamazepina. Considerar mudança para oxcarbazepina (menor interação).
🔍O que monitorar
Nível sérico de carbamazepina basal e após 3-5 dias do início do diltiazem, depois semanalmente por 1 mês. TGO/TGP, hemograma completo no início e mensalmente. Avaliar sinais de neurotoxicidade (escala de ataxia).
↺Alternativas
Substituir diltiazem por anti-hipertensivo sem inibição do CYP3A4 (ex.: enalapril, losartana, hidroclorotiazida). Se necessário bloqueador de canal de cálcio, usar anlodipino (inibidor fraco).
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024; FDA Drug Safety Communication 2023
Perguntas Frequentes
Pode tomar Diltiazem com Carbamazepina?
A combinação de Diltiazem com Carbamazepina apresenta interação de gravidade grave. Aumento significativo dos níveis séricos de carbamazepina (frequentemente >12 mcg/mL) com risco de neurotoxicidade (ataxia, diplopia, sonolência), hepatotoxicidade e supressão medular. Sintomas podem surgir em 2-4 dias após introdução do diltiazem. Evitar associação. Se indispensável: reduzir dose da carbamazepina em 40-50% antes de iniciar diltiazem. Ajustar dose baseado no nível sérico alvo (4-12 mcg/mL). Não exceder 800 mg/dia de carbamazepina. Considerar mudança para oxcarbazepina (menor interação).
Diltiazem e Carbamazepina interagem?
Sim, Diltiazem e Carbamazepina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve diltiazem é inibidor moderado do cyp3a4, principal via de metabolização da carbamazepina (epóxido-hidrolase). a inibição reduz a depuração em 40-60%, elevando a auc da carbamazepina em 2-3 vezes. o metabólito ativo carbamazepina-10,11-epóxido também se acumula, contribuindo para a toxicidade.. A conduta recomendada é: evitar associação. se indispensável: reduzir dose da carbamazepina em 40-50% antes de iniciar diltiazem. ajustar dose baseado no nível sérico alvo (4-12 mcg/ml). não exceder 800 mg/dia de carbamazepina. considerar mudança para oxcarbazepina (menor interação)..
Qual o risco de Diltiazem com Carbamazepina?
O risco da associação Diltiazem + Carbamazepina é classificado como GRAVE. Aumento significativo dos níveis séricos de carbamazepina (frequentemente >12 mcg/mL) com risco de neurotoxicidade (ataxia, diplopia, sonolência), hepatotoxicidade e supressão medular. Sintomas podem surgir em 2-4 dias após introdução do diltiazem. Monitorar: nível sérico de carbamazepina basal e após 3-5 dias do início do diltiazem, depois semanalmente por 1 mês. tgo/tgp, hemograma completo no início e mensalmente. avaliar sinais de neurotoxicidade (escala de ataxia)..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
Gerada por motor farmacologico com validacao por IA — Tier B
As informações desta página são de caráter educativo e não substituem a orientação de um profissional farmacêutico. Sempre consulte um farmacêutico antes de alterar sua medicação.