Diclofenaco + Tacrolimus

GraveRisco elevado — pode causar dano significativo ao paciente
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O que acontece

Insuficiência renal aguda grave, frequentemente oligúrica, com rápida elevação de creatinina (pode dobrar em 48-72h). Hipercalemia refratária, acidose metabólica hiperclorêmica (acidose tubular renal tipo IV). Pode precipitar rejeição aguda se tacrolimus for reduzido abruptamente para proteger o rim.

Mecanismo

Nefrotoxicidade aditiva sinérgica: Diclofenaco (AINE) reduz TFG por vasoconstrição da arteríola aferente via inibição de COX-1/2. Tacrolimus (inibidor de calcineurina) causa vasoconstrição da arteríola aferente e eferente por aumento de endotelina-1 e ativação do sistema renina-angiotensina, além de toxicidade tubular direta (estresse oxidativo, apoptose). A combinação resulta em queda acentuada da TFG e necrose tubular aguda. Estudos mostram aumento de 2-3x no risco de IRA em transplantados renais que usam AINEs. O risco é maior com doses elevadas de tacrolimus (vale >15 ng/mL) e em desidratação.

📋Conduta Clinica

EVITAR associação em transplantados renais e pacientes com TFG <60 mL/min. Se absolutamente necessário (ex: dor aguda intensa em paciente com transplante não renal), usar diclofenaco na menor dose eficaz (50mg 8/8h) por ≤3 dias. Assegurar euvolemia rigorosa: SF 0,9% IV se necessário. Reduzir dose de tacrolimus em 25-50% profilaticamente e monitorar níveis. Contraindicado se creatinina >2 mg/dL ou proteinúria >1g/dia.

🔍O que monitorar

Monitorar creatinina sérica, débito urinário e balanço hídrico diariamente. Dosar nível sérico de tacrolimus (alvo: 5-10 ng/mL) a cada 48h. Monitorar potássio sérico diariamente (risco de hipercalemia >6 mEq/L). Se creatinina aumentar >0,5 mg/dL em 24h, suspender diclofenaco imediatamente e hidratar. Considerar biópsia renal se não houver melhora em 72h.

Alternativas

Para dor: paracetamol (até 3g/dia) é seguro e não interage. Dipirona pode ser usada com cautela (risco de agranulocitose). Para dor neuropática: gabapentina ou pregabalina (ajustar para TFG). Evitar outros AINEs, incluindo COX-2 seletivos (mesmo risco renal).

📚Referências

UpToDate 2024; KDIGO Clinical Practice Guideline for the Care of Kidney Transplant Recipients 2009; Am J Transplant 2018;18(2):293-307; Transplantation 2017;101(4):e125-e133

Perguntas Frequentes

Pode tomar Diclofenaco com Tacrolimus?

A combinação de Diclofenaco com Tacrolimus apresenta interação de gravidade grave. Insuficiência renal aguda grave, frequentemente oligúrica, com rápida elevação de creatinina (pode dobrar em 48-72h). Hipercalemia refratária, acidose metabólica hiperclorêmica (acidose tubular renal tipo IV). Pode precipitar rejeição aguda se tacrolimus for reduzido abruptamente para proteger o rim. EVITAR associação em transplantados renais e pacientes com TFG <60 mL/min. Se absolutamente necessário (ex: dor aguda intensa em paciente com transplante não renal), usar diclofenaco na menor dose eficaz (50mg 8/8h) por ≤3 dias. Assegurar euvolemia rigorosa: SF 0,9% IV se necessário. Reduzir dose de tacrolimus em 25-50% profilaticamente e monitorar níveis. Contraindicado se creatinina >2 mg/dL ou proteinúria >1g/dia.

Diclofenaco e Tacrolimus interagem?

Sim, Diclofenaco e Tacrolimus possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve nefrotoxicidade aditiva sinérgica: diclofenaco (aine) reduz tfg por vasoconstrição da arteríola aferente via inibição de cox-1/2. tacrolimus (inibidor de calcineurina) causa vasoconstrição da arteríola aferente e eferente por aumento de endotelina-1 e ativação do sistema renina-angiotensina, além de toxicidade tubular direta (estresse oxidativo, apoptose). a combinação resulta em queda acentuada da tfg e necrose tubular aguda. estudos mostram aumento de 2-3x no risco de ira em transplantados renais que usam aines. o risco é maior com doses elevadas de tacrolimus (vale >15 ng/ml) e em desidratação.. A conduta recomendada é: evitar associação em transplantados renais e pacientes com tfg <60 ml/min. se absolutamente necessário (ex: dor aguda intensa em paciente com transplante não renal), usar diclofenaco na menor dose eficaz (50mg 8/8h) por ≤3 dias. assegurar euvolemia rigorosa: sf 0,9% iv se necessário. reduzir dose de tacrolimus em 25-50% profilaticamente e monitorar níveis. contraindicado se creatinina >2 mg/dl ou proteinúria >1g/dia..

Qual o risco de Diclofenaco com Tacrolimus?

O risco da associação Diclofenaco + Tacrolimus é classificado como GRAVE. Insuficiência renal aguda grave, frequentemente oligúrica, com rápida elevação de creatinina (pode dobrar em 48-72h). Hipercalemia refratária, acidose metabólica hiperclorêmica (acidose tubular renal tipo IV). Pode precipitar rejeição aguda se tacrolimus for reduzido abruptamente para proteger o rim. Monitorar: monitorar creatinina sérica, débito urinário e balanço hídrico diariamente. dosar nível sérico de tacrolimus (alvo: 5-10 ng/ml) a cada 48h. monitorar potássio sérico diariamente (risco de hipercalemia >6 meq/l). se creatinina aumentar >0,5 mg/dl em 24h, suspender diclofenaco imediatamente e hidratar. considerar biópsia renal se não houver melhora em 72h..

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Atualizado em junho/2026

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