Diclofenaco + Ibuprofeno
⚠O que acontece
Insuficiência renal aguda (aumento da creatinina sérica ≥0,3 mg/dL em 48h ou ≥1,5x o basal em 7 dias). Oligúria, retenção de sódio e água, hipercalemia, acidose metabólica. Risco aumentado de necrose papilar com uso crônico.
⚙Mecanismo
Nefrotoxicidade aditiva sinérgica: Ambos são AINEs não seletivos que inibem COX-1 e COX-2, reduzindo a síntese de prostaglandinas renais vasodilatadoras (PGE2, PGI2). Isso causa vasoconstrição da arteríola aferente, diminuição do fluxo sanguíneo renal e da taxa de filtração glomerular (TFG). A combinação dobra o risco de injúria renal aguda (IRA) comparado à monoterapia, especialmente em pacientes com depleção de volume, ICC, cirrose ou idade >65 anos. O efeito é dose-dependente e pode ocorrer em 24-72h.
📋Conduta Clinica
EVITAR a associação. É considerada duplicidade terapêutica sem benefício analgésico adicional significativo e com aumento de risco gastrointestinal e renal. Se inevitável (ex: transição entre AINEs), respeitar intervalo de washout de pelo menos 4-5 meias-vidas do primeiro agente (ibuprofeno: ~2h, diclofenaco: ~2h; intervalo mínimo de 8-12h). Garantir euvolemia: ingestão hídrica de 2-3L/dia se não houver restrição. Evitar outros nefrotóxicos concomitantes (IECA/BRA, diuréticos, contraste).
🔍O que monitorar
Monitorar creatinina sérica e débito urinário no baseline e diariamente nos primeiros 3-5 dias de uso concomitante. Pesar diariamente. Monitorar potássio sérico a cada 48-72h. Se creatinina aumentar >30% do basal, suspender ambos e considerar N-acetilcisteína se IRA estabelecida.
↺Alternativas
Substituir um dos AINEs por analgésico não nefrotóxico: paracetamol (até 3g/dia em hepatopatas, 4g/dia em sadios), dipirona (se disponível e não contraindicada), ou opioides fracos (tramadol, codeína) para dor moderada. Para dor crônica, considerar gabapentinoides ou duloxetina.
📚Referências
UpToDate 2024; KDIGO AKI Guidelines 2012; AINEs e Rim: Br J Clin Pharmacol 2019;85(12):2772-2783
Perguntas Frequentes
Pode tomar Diclofenaco com Ibuprofeno?
A combinação de Diclofenaco com Ibuprofeno apresenta interação de gravidade grave. Insuficiência renal aguda (aumento da creatinina sérica ≥0,3 mg/dL em 48h ou ≥1,5x o basal em 7 dias). Oligúria, retenção de sódio e água, hipercalemia, acidose metabólica. Risco aumentado de necrose papilar com uso crônico. EVITAR a associação. É considerada duplicidade terapêutica sem benefício analgésico adicional significativo e com aumento de risco gastrointestinal e renal. Se inevitável (ex: transição entre AINEs), respeitar intervalo de washout de pelo menos 4-5 meias-vidas do primeiro agente (ibuprofeno: ~2h, diclofenaco: ~2h; intervalo mínimo de 8-12h). Garantir euvolemia: ingestão hídrica de 2-3L/dia se não houver restrição. Evitar outros nefrotóxicos concomitantes (IECA/BRA, diuréticos, contraste).
Diclofenaco e Ibuprofeno interagem?
Sim, Diclofenaco e Ibuprofeno possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve nefrotoxicidade aditiva sinérgica: ambos são aines não seletivos que inibem cox-1 e cox-2, reduzindo a síntese de prostaglandinas renais vasodilatadoras (pge2, pgi2). isso causa vasoconstrição da arteríola aferente, diminuição do fluxo sanguíneo renal e da taxa de filtração glomerular (tfg). a combinação dobra o risco de injúria renal aguda (ira) comparado à monoterapia, especialmente em pacientes com depleção de volume, icc, cirrose ou idade >65 anos. o efeito é dose-dependente e pode ocorrer em 24-72h.. A conduta recomendada é: evitar a associação. é considerada duplicidade terapêutica sem benefício analgésico adicional significativo e com aumento de risco gastrointestinal e renal. se inevitável (ex: transição entre aines), respeitar intervalo de washout de pelo menos 4-5 meias-vidas do primeiro agente (ibuprofeno: ~2h, diclofenaco: ~2h; intervalo mínimo de 8-12h). garantir euvolemia: ingestão hídrica de 2-3l/dia se não houver restrição. evitar outros nefrotóxicos concomitantes (ieca/bra, diuréticos, contraste)..
Qual o risco de Diclofenaco com Ibuprofeno?
O risco da associação Diclofenaco + Ibuprofeno é classificado como GRAVE. Insuficiência renal aguda (aumento da creatinina sérica ≥0,3 mg/dL em 48h ou ≥1,5x o basal em 7 dias). Oligúria, retenção de sódio e água, hipercalemia, acidose metabólica. Risco aumentado de necrose papilar com uso crônico. Monitorar: monitorar creatinina sérica e débito urinário no baseline e diariamente nos primeiros 3-5 dias de uso concomitante. pesar diariamente. monitorar potássio sérico a cada 48-72h. se creatinina aumentar >30% do basal, suspender ambos e considerar n-acetilcisteína se ira estabelecida..
Interações Relacionadas
Diurético de alça reduz depuração renal do lítio em 25-40% por depleção de volume e menor filtração, elevando níveis séricos.
A furosemida causa depleção de volume e sódio, levando a um aumento compensatório na reabsorção tubular proximal de sódio e, consequentemente, de lítio. Isso pode elevar os níveis séricos de lítio em 25-40%, mesmo com função renal normal. Adicionalmente, o lítio pode causar diabetes insipidus nefrogênico, e a desidratação induzida pela furosemida exacerba o risco de toxicidade por lítio e lesão renal aguda.
Nefrotoxicidade aditiva. A gentamicina é um aminoglicosídeo que se acumula nas células tubulares renais proximais, causando necrose tubular aguda. A furosemida, ao causar depleção de volume e reduzir o fluxo sanguíneo renal, potencializa a concentração e a toxicidade tubular da gentamicina. A hipocalemia induzida pela furosemida também pode exacerbar o dano tubular.
Nefrotoxicidade aditiva. A vancomicina causa estresse oxidativo e dano mitocondrial nas células tubulares renais proximais. A furosemida, ao induzir depleção de volume e ativar o sistema renina-angiotensina-aldosterona, reduz a perfusão renal e potencializa a concentração tubular da vancomicina, exacerbando seu efeito tóxico direto. O risco é particularmente alto com níveis de vale de vancomicina > 20 mcg/mL.
Atualizado em junho/2026
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