Diazepam + Propranolol
⚠O que acontece
Sedação excessiva, sonolência diurna, lentificação psicomotora, comprometimento cognitivo (atenção, memória), risco aumentado de quedas e fraturas, especialmente em idosos. Depressão respiratória clinicamente significativa é rara com doses terapêuticas, mas pode ocorrer em pacientes com doença pulmonar prévia ou uso de outros depressores do SNC.
⚙Mecanismo
Depressão sinérgica do sistema nervoso central (SNC). O diazepam potencializa a neurotransmissão GABAérgica inibitória via receptores GABA-A, causando sedação, relaxamento muscular e efeito ansiolítico. O propranolol, um betabloqueador lipofílico não seletivo, atravessa a barreira hematoencefálica e bloqueia receptores beta-adrenérgicos centrais, reduzindo a atividade noradrenérgica e podendo causar sedação, fadiga e distúrbios do sono. A combinação resulta em efeito aditivo na depressão do SNC, com potencialização da sedação e comprometimento psicomotor. A magnitude do efeito é maior em idosos, hepatopatas (redução do metabolismo de primeira passagem do propranolol) e com doses elevadas de diazepam (>10mg/dia).
📋Conduta Clinica
1) Iniciar com as menores doses possíveis: diazepam 2-5mg/dia e propranolol 20-40mg/dia, com titulação lenta; 2) Administrar a maior parte da dose de diazepam à noite para minimizar sedação diurna; 3) Evitar o uso concomitante de álcool e outros depressores do SNC; 4) Orientar o paciente a não dirigir ou operar máquinas perigosas até conhecer sua resposta individual; 5) Em idosos, considerar reduzir a dose de ambos em 50%.
🔍O que monitorar
Avaliar nível de sedação (escala de Ramsay ou equivalente) diariamente no início do tratamento. Monitorar frequência respiratória e SpO2 se houver fatores de risco para depressão respiratória. Avaliar risco de quedas (teste Timed Up and Go) em idosos. Questionar sobre sonolência diurna excessiva (escala de Epworth) e ajustar doses se necessário.
↺Alternativas
Se o objetivo for controle de ansiedade e hipertensão/taquicardia, considerar: 1) Substituir diazepam por ansiolítico não sedativo como buspirona (15-30mg/dia); 2) Substituir propranolol por betabloqueador hidrofílico com menor penetração no SNC, como atenolol (25-100mg/dia) ou nadolol (20-80mg/dia); 3) Para enxaqueca, usar propranolol em monoterapia e tratar ansiedade com terapia cognitivo-comportamental.
📚Referências
FDA CNS Depression Alert 2023; UpToDate 2024; Micromedex 2024; Estudos clínicos: interação farmacodinâmica documentada em estudos de performance psicomotora (Betts TA, et al. Br J Clin Pharmacol. 1985).
Perguntas Frequentes
Pode tomar Diazepam com Propranolol?
A combinação de Diazepam com Propranolol apresenta interação de gravidade moderada. Sedação excessiva, sonolência diurna, lentificação psicomotora, comprometimento cognitivo (atenção, memória), risco aumentado de quedas e fraturas, especialmente em idosos. Depressão respiratória clinicamente significativa é rara com doses terapêuticas, mas pode ocorrer em pacientes com doença pulmonar prévia ou uso de outros depressores do SNC. 1) Iniciar com as menores doses possíveis: diazepam 2-5mg/dia e propranolol 20-40mg/dia, com titulação lenta; 2) Administrar a maior parte da dose de diazepam à noite para minimizar sedação diurna; 3) Evitar o uso concomitante de álcool e outros depressores do SNC; 4) Orientar o paciente a não dirigir ou operar máquinas perigosas até conhecer sua resposta individual; 5) Em idosos, considerar reduzir a dose de ambos em 50%.
Diazepam e Propranolol interagem?
Sim, Diazepam e Propranolol possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve depressão sinérgica do sistema nervoso central (snc). o diazepam potencializa a neurotransmissão gabaérgica inibitória via receptores gaba-a, causando sedação, relaxamento muscular e efeito ansiolítico. o propranolol, um betabloqueador lipofílico não seletivo, atravessa a barreira hematoencefálica e bloqueia receptores beta-adrenérgicos centrais, reduzindo a atividade noradrenérgica e podendo causar sedação, fadiga e distúrbios do sono. a combinação resulta em efeito aditivo na depressão do snc, com potencialização da sedação e comprometimento psicomotor. a magnitude do efeito é maior em idosos, hepatopatas (redução do metabolismo de primeira passagem do propranolol) e com doses elevadas de diazepam (>10mg/dia).. A conduta recomendada é: 1) iniciar com as menores doses possíveis: diazepam 2-5mg/dia e propranolol 20-40mg/dia, com titulação lenta; 2) administrar a maior parte da dose de diazepam à noite para minimizar sedação diurna; 3) evitar o uso concomitante de álcool e outros depressores do snc; 4) orientar o paciente a não dirigir ou operar máquinas perigosas até conhecer sua resposta individual; 5) em idosos, considerar reduzir a dose de ambos em 50%..
Qual o risco de Diazepam com Propranolol?
O risco da associação Diazepam + Propranolol é classificado como MODERADA. Sedação excessiva, sonolência diurna, lentificação psicomotora, comprometimento cognitivo (atenção, memória), risco aumentado de quedas e fraturas, especialmente em idosos. Depressão respiratória clinicamente significativa é rara com doses terapêuticas, mas pode ocorrer em pacientes com doença pulmonar prévia ou uso de outros depressores do SNC. Monitorar: avaliar nível de sedação (escala de ramsay ou equivalente) diariamente no início do tratamento. monitorar frequência respiratória e spo2 se houver fatores de risco para depressão respiratória. avaliar risco de quedas (teste timed up and go) em idosos. questionar sobre sonolência diurna excessiva (escala de epworth) e ajustar doses se necessário..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
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