Diazepam + Mirtazapina
⚠O que acontece
Sedação excessiva, especialmente nas primeiras semanas de tratamento, sonolência diurna, aumento do apetite e ganho de peso (efeito da mirtazapina), tontura, risco de quedas. Depressão respiratória é rara, mas possível em combinação com outros depressores ou em pacientes com apneia do sono não diagnosticada.
⚙Mecanismo
Depressão sinérgica do SNC. O diazepam age como agonista GABA-A, enquanto a mirtazapina é um antidepressivo tetracíclico que antagoniza receptores alfa-2 adrenérgicos (aumentando a liberação de noradrenalina e serotonina), mas seu efeito sedativo é primariamente mediado pelo potente bloqueio dos receptores H1 de histamina. A sedação é mais pronunciada em doses baixas (7.5-15mg) devido à maior ocupação relativa dos receptores H1; em doses mais altas (30-45mg), o aumento da neurotransmissão noradrenérgica pode contrabalançar parcialmente a sedação. A combinação com diazepam resulta em efeito aditivo na sedação, com risco de sonolência diurna, comprometimento cognitivo e quedas. O risco é maior em idosos, insuficientes renais (clearance reduzido da mirtazapina) e hepatopatas.
📋Conduta Clinica
1) Iniciar mirtazapina com 7.5-15mg à noite e diazepam com 2-5mg à noite; 2) Titular mirtazapina conforme resposta antidepressiva (dose usual 15-45mg/dia), mantendo a administração noturna; 3) Se a sedação diurna for problemática, considerar aumentar a dose de mirtazapina para 30-45mg (pode reduzir a sedação relativa) ou reduzir diazepam; 4) Evitar álcool e outros sedativos; 5) Em idosos, iniciar com 7.5mg de mirtazapina e 1-2mg de diazepam.
🔍O que monitorar
Avaliar sedação (escala de Epworth) e sonolência diurna nas primeiras 2 semanas. Monitorar peso e apetite devido ao risco de ganho ponderal com mirtazapina. Em idosos, avaliar risco de quedas e função cognitiva. Se houver sedação excessiva, reduzir mirtazapina para 7.5mg ou considerar troca.
↺Alternativas
Se a sedação for intolerável: 1) Substituir mirtazapina por antidepressivo não sedativo como bupropiona (150-300mg/dia) ou ISRS (sertralina, escitalopram) pela manhã; 2) Para insônia associada, usar melatonina ou agonistas de receptores de melatonina em vez de aumentar mirtazapina; 3) Substituir diazepam por ansiolítico não sedativo como buspirona.
📚Referências
FDA CNS Depression Alert 2023; UpToDate 2024; Micromedex 2024; Estudos: sedação com mirtazapina ocorre em 54% dos pacientes em doses baixas (Anttila SA, et al. CNS Drug Rev. 2001).
Perguntas Frequentes
Pode tomar Diazepam com Mirtazapina?
A combinação de Diazepam com Mirtazapina apresenta interação de gravidade moderada. Sedação excessiva, especialmente nas primeiras semanas de tratamento, sonolência diurna, aumento do apetite e ganho de peso (efeito da mirtazapina), tontura, risco de quedas. Depressão respiratória é rara, mas possível em combinação com outros depressores ou em pacientes com apneia do sono não diagnosticada. 1) Iniciar mirtazapina com 7.5-15mg à noite e diazepam com 2-5mg à noite; 2) Titular mirtazapina conforme resposta antidepressiva (dose usual 15-45mg/dia), mantendo a administração noturna; 3) Se a sedação diurna for problemática, considerar aumentar a dose de mirtazapina para 30-45mg (pode reduzir a sedação relativa) ou reduzir diazepam; 4) Evitar álcool e outros sedativos; 5) Em idosos, iniciar com 7.5mg de mirtazapina e 1-2mg de diazepam.
Diazepam e Mirtazapina interagem?
Sim, Diazepam e Mirtazapina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve depressão sinérgica do snc. o diazepam age como agonista gaba-a, enquanto a mirtazapina é um antidepressivo tetracíclico que antagoniza receptores alfa-2 adrenérgicos (aumentando a liberação de noradrenalina e serotonina), mas seu efeito sedativo é primariamente mediado pelo potente bloqueio dos receptores h1 de histamina. a sedação é mais pronunciada em doses baixas (7.5-15mg) devido à maior ocupação relativa dos receptores h1; em doses mais altas (30-45mg), o aumento da neurotransmissão noradrenérgica pode contrabalançar parcialmente a sedação. a combinação com diazepam resulta em efeito aditivo na sedação, com risco de sonolência diurna, comprometimento cognitivo e quedas. o risco é maior em idosos, insuficientes renais (clearance reduzido da mirtazapina) e hepatopatas.. A conduta recomendada é: 1) iniciar mirtazapina com 7.5-15mg à noite e diazepam com 2-5mg à noite; 2) titular mirtazapina conforme resposta antidepressiva (dose usual 15-45mg/dia), mantendo a administração noturna; 3) se a sedação diurna for problemática, considerar aumentar a dose de mirtazapina para 30-45mg (pode reduzir a sedação relativa) ou reduzir diazepam; 4) evitar álcool e outros sedativos; 5) em idosos, iniciar com 7.5mg de mirtazapina e 1-2mg de diazepam..
Qual o risco de Diazepam com Mirtazapina?
O risco da associação Diazepam + Mirtazapina é classificado como MODERADA. Sedação excessiva, especialmente nas primeiras semanas de tratamento, sonolência diurna, aumento do apetite e ganho de peso (efeito da mirtazapina), tontura, risco de quedas. Depressão respiratória é rara, mas possível em combinação com outros depressores ou em pacientes com apneia do sono não diagnosticada. Monitorar: avaliar sedação (escala de epworth) e sonolência diurna nas primeiras 2 semanas. monitorar peso e apetite devido ao risco de ganho ponderal com mirtazapina. em idosos, avaliar risco de quedas e função cognitiva. se houver sedação excessiva, reduzir mirtazapina para 7.5mg ou considerar troca..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
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