Dexametasona + Voriconazol

GraveRisco elevado — pode causar dano significativo ao paciente
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O que acontece

Redução grave nos níveis de Voriconazol, com alto risco de falha terapêutica em infecções fúngicas graves (aspergilose invasiva, candidemia). Possível surgimento de resistência fúngica por exposição subterapêutica.

Mecanismo

Voriconazol é metabolizado extensivamente por CYP2C19 (principal), CYP2C9 e CYP3A4. A dexametasona induz CYP3A4 (via PXR), CYP2C9 (via CAR/PXR) e, em menor grau, CYP2C19. Estudos clínicos demonstram que a coadministração de dexametasona (8 mg/dia) reduz a AUC do voriconazol em 70-80% e a Cmax em 50-60%, podendo levar a níveis subterapêuticos. O efeito é mais pronunciado em metabolizadores rápidos de CYP2C19. A interação é grave devido ao índice terapêutico estreito do voriconazol e à alta probabilidade de falha terapêutica em infecções fúngicas invasivas.

📋Conduta Clinica

Evitar a associação sempre que possível. Se o uso concomitante for absolutamente necessário, aumentar a dose de Voriconazol em 2-3 vezes (ex: de 4 mg/kg IV para 8-12 mg/kg IV) guiado por monitorização terapêutica de fármacos (TDM). Iniciar com dose de ataque dobrada e ajustar conforme níveis séricos (alvo: 1-5.5 µg/mL). Após a descontinuação da dexametasona, reduzir gradualmente a dose de voriconazol para evitar toxicidade (hepatotoxicidade, distúrbios visuais, neurotoxicidade). Considerar o uso de antifúngicos alternativos não afetados por indução enzimática.

🔍O que monitorar

Níveis séricos de voriconazol (vale) a cada 48-72h até estabilização, depois semanal. Função hepática (TGO/TGP, FA, bilirrubinas) a cada 48-72h inicialmente. ECG com QTc basal e semanal. Avaliação oftalmológica se sintomas visuais. Monitorar resposta clínica e microbiológica.

Alternativas

Substituir Voriconazol por Anfotericina B lipossomal ou Equinocandinas (Caspofungina, Micafungina) que não são metabolizadas por CYP. Alternativamente, usar corticoide não indutor como Metilprednisolona. Se a dexametasona for essencial, considerar Isavuconazol (substrato 3A4, mas menos afetado por indução? Dados limitados).

📚Referências

Flockhart Drug Interactions Table; UpToDate 2024; Estudos de interação dexametasona-voriconazol (redução AUC ~70-80%)

Perguntas Frequentes

Pode tomar Dexametasona com Voriconazol?

A combinação de Dexametasona com Voriconazol apresenta interação de gravidade grave. Redução grave nos níveis de Voriconazol, com alto risco de falha terapêutica em infecções fúngicas graves (aspergilose invasiva, candidemia). Possível surgimento de resistência fúngica por exposição subterapêutica. Evitar a associação sempre que possível. Se o uso concomitante for absolutamente necessário, aumentar a dose de Voriconazol em 2-3 vezes (ex: de 4 mg/kg IV para 8-12 mg/kg IV) guiado por monitorização terapêutica de fármacos (TDM). Iniciar com dose de ataque dobrada e ajustar conforme níveis séricos (alvo: 1-5.5 µg/mL). Após a descontinuação da dexametasona, reduzir gradualmente a dose de voriconazol para evitar toxicidade (hepatotoxicidade, distúrbios visuais, neurotoxicidade). Considerar o uso de antifúngicos alternativos não afetados por indução enzimática.

Dexametasona e Voriconazol interagem?

Sim, Dexametasona e Voriconazol possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve voriconazol é metabolizado extensivamente por cyp2c19 (principal), cyp2c9 e cyp3a4. a dexametasona induz cyp3a4 (via pxr), cyp2c9 (via car/pxr) e, em menor grau, cyp2c19. estudos clínicos demonstram que a coadministração de dexametasona (8 mg/dia) reduz a auc do voriconazol em 70-80% e a cmax em 50-60%, podendo levar a níveis subterapêuticos. o efeito é mais pronunciado em metabolizadores rápidos de cyp2c19. a interação é grave devido ao índice terapêutico estreito do voriconazol e à alta probabilidade de falha terapêutica em infecções fúngicas invasivas.. A conduta recomendada é: evitar a associação sempre que possível. se o uso concomitante for absolutamente necessário, aumentar a dose de voriconazol em 2-3 vezes (ex: de 4 mg/kg iv para 8-12 mg/kg iv) guiado por monitorização terapêutica de fármacos (tdm). iniciar com dose de ataque dobrada e ajustar conforme níveis séricos (alvo: 1-5.5 µg/ml). após a descontinuação da dexametasona, reduzir gradualmente a dose de voriconazol para evitar toxicidade (hepatotoxicidade, distúrbios visuais, neurotoxicidade). considerar o uso de antifúngicos alternativos não afetados por indução enzimática..

Qual o risco de Dexametasona com Voriconazol?

O risco da associação Dexametasona + Voriconazol é classificado como GRAVE. Redução grave nos níveis de Voriconazol, com alto risco de falha terapêutica em infecções fúngicas graves (aspergilose invasiva, candidemia). Possível surgimento de resistência fúngica por exposição subterapêutica. Monitorar: níveis séricos de voriconazol (vale) a cada 48-72h até estabilização, depois semanal. função hepática (tgo/tgp, fa, bilirrubinas) a cada 48-72h inicialmente. ecg com qtc basal e semanal. avaliação oftalmológica se sintomas visuais. monitorar resposta clínica e microbiológica..

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Atualizado em junho/2026

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