Dexametasona + Itraconazol

ModeradaRequer monitoramento — pode necessitar ajuste de dose
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O que acontece

Redução moderada a grave nos níveis de Itraconazol e seu metabólito ativo, com risco de falha terapêutica em infecções fúngicas (aspergilose, candidíase). A relevância é moderada, pois a monitorização de níveis séricos pode guiar o ajuste de dose.

Mecanismo

Itraconazol é metabolizado principalmente por CYP3A4 (>90%) a hidroxi-itraconazol (ativo). A dexametasona induz CYP3A4 via PXR, acelerando o metabolismo do itraconazol. Estudos clínicos mostram que a coadministração de dexametasona (doses ≥8 mg/dia) reduz a AUC do itraconazol em 50-60% e a Cmax em 40-50%. O metabólito ativo também é reduzido. O efeito indutor se estabelece em 3-7 dias e pode levar à perda de eficácia antifúngica.

📋Conduta Clinica

Evitar a associação se possível. Se inevitável, monitorar níveis séricos de itraconazol (alvo: >1-2 µg/mL para tratamento, >0.5 µg/mL para profilaxia). Aumentar a dose de Itraconazol em 50-100% (ex: de 200 mg para 300-400 mg/dia) guiado por níveis. Usar formulação de itraconazol solução oral (melhor biodisponibilidade) em vez de cápsulas. Após descontinuação da dexametasona, reduzir dose gradualmente para evitar toxicidade (hepatotoxicidade, ICC).

🔍O que monitorar

Níveis séricos de itraconazol (vale) semanalmente até estabilização, depois mensal. ECG com QTc basal e a cada 2 semanas. Função hepática (TGO/TGP) semanal. Sinais de insuficiência cardíaca (edema, dispneia) pelo efeito inotrópico negativo do itraconazol.

Alternativas

Substituir Itraconazol por Voriconazol (ajuste de dose guiado por níveis) ou Anfotericina B/Equinocandinas (não dependentes de CYP). Alternativamente, usar corticoide não indutor como Metilprednisolona.

📚Referências

Flockhart Drug Interactions Table; UpToDate 2024; Estudos de interação dexametasona-itraconazol (redução AUC ~50-60%)

Perguntas Frequentes

Pode tomar Dexametasona com Itraconazol?

A combinação de Dexametasona com Itraconazol apresenta interação de gravidade moderada. Redução moderada a grave nos níveis de Itraconazol e seu metabólito ativo, com risco de falha terapêutica em infecções fúngicas (aspergilose, candidíase). A relevância é moderada, pois a monitorização de níveis séricos pode guiar o ajuste de dose. Evitar a associação se possível. Se inevitável, monitorar níveis séricos de itraconazol (alvo: >1-2 µg/mL para tratamento, >0.5 µg/mL para profilaxia). Aumentar a dose de Itraconazol em 50-100% (ex: de 200 mg para 300-400 mg/dia) guiado por níveis. Usar formulação de itraconazol solução oral (melhor biodisponibilidade) em vez de cápsulas. Após descontinuação da dexametasona, reduzir dose gradualmente para evitar toxicidade (hepatotoxicidade, ICC).

Dexametasona e Itraconazol interagem?

Sim, Dexametasona e Itraconazol possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve itraconazol é metabolizado principalmente por cyp3a4 (>90%) a hidroxi-itraconazol (ativo). a dexametasona induz cyp3a4 via pxr, acelerando o metabolismo do itraconazol. estudos clínicos mostram que a coadministração de dexametasona (doses ≥8 mg/dia) reduz a auc do itraconazol em 50-60% e a cmax em 40-50%. o metabólito ativo também é reduzido. o efeito indutor se estabelece em 3-7 dias e pode levar à perda de eficácia antifúngica.. A conduta recomendada é: evitar a associação se possível. se inevitável, monitorar níveis séricos de itraconazol (alvo: >1-2 µg/ml para tratamento, >0.5 µg/ml para profilaxia). aumentar a dose de itraconazol em 50-100% (ex: de 200 mg para 300-400 mg/dia) guiado por níveis. usar formulação de itraconazol solução oral (melhor biodisponibilidade) em vez de cápsulas. após descontinuação da dexametasona, reduzir dose gradualmente para evitar toxicidade (hepatotoxicidade, icc)..

Qual o risco de Dexametasona com Itraconazol?

O risco da associação Dexametasona + Itraconazol é classificado como MODERADA. Redução moderada a grave nos níveis de Itraconazol e seu metabólito ativo, com risco de falha terapêutica em infecções fúngicas (aspergilose, candidíase). A relevância é moderada, pois a monitorização de níveis séricos pode guiar o ajuste de dose. Monitorar: níveis séricos de itraconazol (vale) semanalmente até estabilização, depois mensal. ecg com qtc basal e a cada 2 semanas. função hepática (tgo/tgp) semanal. sinais de insuficiência cardíaca (edema, dispneia) pelo efeito inotrópico negativo do itraconazol..

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Atualizado em junho/2026

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