Dexametasona + Fenitoína
⚠O que acontece
Redução significativa e imprevisível dos níveis de fenitoína, com alto risco de perda de controle de crises epilépticas e status epilepticus. Risco de toxicidade se a dose for aumentada e a dexametasona for retirada abruptamente.
⚙Mecanismo
Fenitoína é metabolizada principalmente pelo CYP2C9 (via principal, formando hidroxifenitoína) e, em menor extensão, pelo CYP2C19. A dexametasona é um indutor potente de CYP2C9 (via PXR) e também induz CYP3A4, mas tem efeito indutor fraco sobre CYP2C19. A indução do CYP2C9 pode aumentar a depuração da fenitoína em 50-100%, reduzindo seus níveis plasmáticos. A fenitoína tem cinética não linear (saturação em doses terapêuticas), então pequenas alterações na depuração podem causar grandes mudanças nos níveis. Além disso, a fenitoína é um indutor de CYP3A4, podendo reduzir a eficácia da dexametasona.
📋Conduta Clinica
Evitar a associação. Se inevitável, monitorar níveis séricos de fenitoína (livre e total) a cada 3-5 dias. A dose de fenitoína pode precisar ser aumentada em 50-100%. Devido à cinética não linear, aumentar a dose em incrementos de 25-50 mg/dia a cada 5-7 dias, guiado por níveis (faixa terapêutica: 10-20 mg/L total; 1-2,5 mg/L livre). Após a retirada da dexametasona, reduzir a fenitoína gradualmente ao longo de 2-4 semanas para evitar toxicidade (nistagmo, ataxia, confusão).
🔍O que monitorar
Nível sérico de fenitoína (total e livre, especialmente se albumina baixa) basal e a cada 3-5 dias durante a coadministração e por 2-4 semanas após a retirada da dexametasona. Monitorar função hepática (TGO/TGP) e sinais clínicos de toxicidade ou eficácia.
↺Alternativas
Substituir a dexametasona por corticoide não indutor (prednisona, metilprednisolona). Se a fenitoína for para epilepsia, considerar trocar por anticonvulsivante não indutor e não metabolizado por CYP2C9, como levetiracetam, lacosamida ou valproato (ver interação específica).
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; UpToDate 2024; Lexicomp Online; bula da fenitoína; estudos de interação com indutores de CYP2C9.
Perguntas Frequentes
Pode tomar Dexametasona com Fenitoína?
A combinação de Dexametasona com Fenitoína apresenta interação de gravidade grave. Redução significativa e imprevisível dos níveis de fenitoína, com alto risco de perda de controle de crises epilépticas e status epilepticus. Risco de toxicidade se a dose for aumentada e a dexametasona for retirada abruptamente. Evitar a associação. Se inevitável, monitorar níveis séricos de fenitoína (livre e total) a cada 3-5 dias. A dose de fenitoína pode precisar ser aumentada em 50-100%. Devido à cinética não linear, aumentar a dose em incrementos de 25-50 mg/dia a cada 5-7 dias, guiado por níveis (faixa terapêutica: 10-20 mg/L total; 1-2,5 mg/L livre). Após a retirada da dexametasona, reduzir a fenitoína gradualmente ao longo de 2-4 semanas para evitar toxicidade (nistagmo, ataxia, confusão).
Dexametasona e Fenitoína interagem?
Sim, Dexametasona e Fenitoína possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve fenitoína é metabolizada principalmente pelo cyp2c9 (via principal, formando hidroxifenitoína) e, em menor extensão, pelo cyp2c19. a dexametasona é um indutor potente de cyp2c9 (via pxr) e também induz cyp3a4, mas tem efeito indutor fraco sobre cyp2c19. a indução do cyp2c9 pode aumentar a depuração da fenitoína em 50-100%, reduzindo seus níveis plasmáticos. a fenitoína tem cinética não linear (saturação em doses terapêuticas), então pequenas alterações na depuração podem causar grandes mudanças nos níveis. além disso, a fenitoína é um indutor de cyp3a4, podendo reduzir a eficácia da dexametasona.. A conduta recomendada é: evitar a associação. se inevitável, monitorar níveis séricos de fenitoína (livre e total) a cada 3-5 dias. a dose de fenitoína pode precisar ser aumentada em 50-100%. devido à cinética não linear, aumentar a dose em incrementos de 25-50 mg/dia a cada 5-7 dias, guiado por níveis (faixa terapêutica: 10-20 mg/l total; 1-2,5 mg/l livre). após a retirada da dexametasona, reduzir a fenitoína gradualmente ao longo de 2-4 semanas para evitar toxicidade (nistagmo, ataxia, confusão)..
Qual o risco de Dexametasona com Fenitoína?
O risco da associação Dexametasona + Fenitoína é classificado como GRAVE. Redução significativa e imprevisível dos níveis de fenitoína, com alto risco de perda de controle de crises epilépticas e status epilepticus. Risco de toxicidade se a dose for aumentada e a dexametasona for retirada abruptamente. Monitorar: nível sérico de fenitoína (total e livre, especialmente se albumina baixa) basal e a cada 3-5 dias durante a coadministração e por 2-4 semanas após a retirada da dexametasona. monitorar função hepática (tgo/tgp) e sinais clínicos de toxicidade ou eficácia..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
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