Corticoides sistêmicos + Fluoroquinolonas
⚠O que acontece
Ruptura de tendão de Aquiles e outros (risco 46x em >60 anos com ambos). Tendinopatia 2-6 semanas após início.
⚙Mecanismo
Fluoroquinolonas causam dano ao colágeno tendíneo (quelatam Mg2+ na matriz). Corticoides reduzem síntese de colágeno e enfraquecem tendões. Mecanismos complementares.
📋Conduta Clinica
Evitar fluoroquinolonas em pacientes em corticoterapia crônica, especialmente idosos. Se necessário: alertar sobre dor tendínea.
🔍O que monitorar
Dor em tendão de Aquiles/ombro = suspender FQ imediatamente. Não forçar exercícios.
↺Alternativas
Amoxicilina+clavulanato, cefalosporina, ou azitromicina quando cobertura adequada.
📚Referências
FDA Black Box 2018 (fluoroquinolonas); UpToDate 2024; BMJ 2013
Perguntas Frequentes
Pode tomar Corticoides sistêmicos com Fluoroquinolonas?
A combinação de Corticoides sistêmicos com Fluoroquinolonas apresenta interação de gravidade moderada. Ruptura de tendão de Aquiles e outros (risco 46x em >60 anos com ambos). Tendinopatia 2-6 semanas após início. Evitar fluoroquinolonas em pacientes em corticoterapia crônica, especialmente idosos. Se necessário: alertar sobre dor tendínea.
Corticoides sistêmicos e Fluoroquinolonas interagem?
Sim, Corticoides sistêmicos e Fluoroquinolonas possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve fluoroquinolonas causam dano ao colágeno tendíneo (quelatam mg2+ na matriz). corticoides reduzem síntese de colágeno e enfraquecem tendões. mecanismos complementares.. A conduta recomendada é: evitar fluoroquinolonas em pacientes em corticoterapia crônica, especialmente idosos. se necessário: alertar sobre dor tendínea..
Qual o risco de Corticoides sistêmicos com Fluoroquinolonas?
O risco da associação Corticoides sistêmicos + Fluoroquinolonas é classificado como MODERADA. Ruptura de tendão de Aquiles e outros (risco 46x em >60 anos com ambos). Tendinopatia 2-6 semanas após início. Monitorar: dor em tendão de aquiles/ombro = suspender fq imediatamente. não forçar exercícios..
Interações Relacionadas
Amiodarona é inibidor fraco da CYP3A4 (IC50 >10 µM), enquanto o Omeprazol é metabolizado principalmente pela CYP2C19 e, em menor extensão, pela CYP3A4. A inibição da CYP3A4 pela amiodarona resulta em aumento modesto (<2x) na exposição ao omeprazol, com relevância clínica limitada devido à ampla janela terapêutica do omeprazol.
Amiodarona inibe fracamente a CYP3A4, enquanto o Lansoprazol é metabolizado principalmente pela CYP2C19 e CYP3A4. A contribuição da CYP3A4 é secundária, resultando em aumento <30% na AUC do lansoprazol, sem relevância clínica em doses padrão (15-30 mg/dia).
Interação farmacodinâmica e farmacocinética sinérgica. Farmacodinâmica: Ambos bloqueiam canais hERG (IKr), prolongando o QT de forma aditiva. Farmacocinética: A amiodarona é um inibidor moderado da CYP3A4, principal via de metabolismo da domperidona. A inibição enzimática pode aumentar a AUC da domperidona em 2-3 vezes, elevando ainda mais o risco de cardiotoxicidade dependente de concentração.
Risco aditivo de prolongamento do intervalo QT. Ambos os fármacos são listados como de 'Risco Conhecido' de TdP pelo CredibleMeds, atuando por bloqueio dos canais hERG (IKr). A amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4, vias secundárias da ondansetrona (primariamente metabolizada por UGT1A1, CYP1A2), mas a contribuição farmacocinética é considerada menor. O mecanismo principal é farmacodinâmico.
Atualizado em junho/2026
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