Codeína + Tramadol
⚠O que acontece
Sedação excessiva, depressão respiratória grave, síndrome serotoninérgica (agitação, taquicardia, mioclonias, hiperreflexia), náusea, convulsões (tramadol reduz limiar convulsivo).
⚙Mecanismo
Depressão sinérgica do SNC e risco de síndrome serotoninérgica: codeína (agonista μ-opioide) e tramadol (agonista μ-opioide fraco e inibidor da recaptação de serotonina/noradrenalina) causam depressão respiratória aditiva. Tramadol inibe recaptação de serotonina (SERT) e noradrenalina (NET), aumentando tônus serotoninérgico. Codeína pode ter efeito serotoninérgico indireto via liberação de serotonina neuronal. Ambos são metabolizados por CYP2D6: codeína é ativada a morfina (Km ~ 130 μM), tramadol a O-desmetiltramadol (metabólito ativo μ-opioide, Km ~ 20 μM). Competição pela CYP2D6 pode reduzir ativação de ambos, mas efeito clínico é imprevisível devido a polimorfismos. Risco de síndrome serotoninérgica (clônus, hipertermia, rigidez) se coadministrados com outros serotoninérgicos.
📋Conduta Clinica
Evitar coadministração. Se inevitável, usar doses mínimas: codeína 15-30 mg/dose (máx. 120 mg/dia), tramadol 25-50 mg/dose (máx. 200 mg/dia). Não combinar com outros serotoninérgicos (ISRS, IMAO, linezolida). Alertar sobre sinais de síndrome serotoninérgica. Em metabolizadores CYP2D6 ultrarrápidos, risco de toxicidade por morfina e O-desmetiltramadol é maior; considerar genotipagem se disponível.
🔍O que monitorar
Monitorar FR, SpO2, nível de consciência e sinais de síndrome serotoninérgica (escala de Hunter) a cada 4 horas nas primeiras 48h. Avaliar função renal e hepática, pois tramadol acumula em IR. Em ambulatório, orientar cuidador para sinais de alarme (confusão, espasmos musculares, febre).
↺Alternativas
Para dor: monoterapia com AINE, paracetamol, ou opioide único (morfina, oxicodona) com dose ajustada. Para dor neuropática: gabapentina ou pregabalina (com monitoramento de sedação aditiva).
📚Referências
FDA Drug Safety Communication (2016); UpToDate 2024; Lexicomp 2024; Serotonin Syndrome Guidelines (Boyer & Shannon, 2005)
Perguntas Frequentes
Pode tomar Codeína com Tramadol?
A combinação de Codeína com Tramadol apresenta interação de gravidade grave. Sedação excessiva, depressão respiratória grave, síndrome serotoninérgica (agitação, taquicardia, mioclonias, hiperreflexia), náusea, convulsões (tramadol reduz limiar convulsivo). Evitar coadministração. Se inevitável, usar doses mínimas: codeína 15-30 mg/dose (máx. 120 mg/dia), tramadol 25-50 mg/dose (máx. 200 mg/dia). Não combinar com outros serotoninérgicos (ISRS, IMAO, linezolida). Alertar sobre sinais de síndrome serotoninérgica. Em metabolizadores CYP2D6 ultrarrápidos, risco de toxicidade por morfina e O-desmetiltramadol é maior; considerar genotipagem se disponível.
Codeína e Tramadol interagem?
Sim, Codeína e Tramadol possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve depressão sinérgica do snc e risco de síndrome serotoninérgica: codeína (agonista μ-opioide) e tramadol (agonista μ-opioide fraco e inibidor da recaptação de serotonina/noradrenalina) causam depressão respiratória aditiva. tramadol inibe recaptação de serotonina (sert) e noradrenalina (net), aumentando tônus serotoninérgico. codeína pode ter efeito serotoninérgico indireto via liberação de serotonina neuronal. ambos são metabolizados por cyp2d6: codeína é ativada a morfina (km ~ 130 μm), tramadol a o-desmetiltramadol (metabólito ativo μ-opioide, km ~ 20 μm). competição pela cyp2d6 pode reduzir ativação de ambos, mas efeito clínico é imprevisível devido a polimorfismos. risco de síndrome serotoninérgica (clônus, hipertermia, rigidez) se coadministrados com outros serotoninérgicos.. A conduta recomendada é: evitar coadministração. se inevitável, usar doses mínimas: codeína 15-30 mg/dose (máx. 120 mg/dia), tramadol 25-50 mg/dose (máx. 200 mg/dia). não combinar com outros serotoninérgicos (isrs, imao, linezolida). alertar sobre sinais de síndrome serotoninérgica. em metabolizadores cyp2d6 ultrarrápidos, risco de toxicidade por morfina e o-desmetiltramadol é maior; considerar genotipagem se disponível..
Qual o risco de Codeína com Tramadol?
O risco da associação Codeína + Tramadol é classificado como GRAVE. Sedação excessiva, depressão respiratória grave, síndrome serotoninérgica (agitação, taquicardia, mioclonias, hiperreflexia), náusea, convulsões (tramadol reduz limiar convulsivo). Monitorar: monitorar fr, spo2, nível de consciência e sinais de síndrome serotoninérgica (escala de hunter) a cada 4 horas nas primeiras 48h. avaliar função renal e hepática, pois tramadol acumula em ir. em ambulatório, orientar cuidador para sinais de alarme (confusão, espasmos musculares, febre)..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
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