Codeína + Tapentadol

ModeradaRequer monitoramento — pode necessitar ajuste de dose
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O que acontece

Sedação moderada, tontura, náusea, constipação. Depressão respiratória leve a moderada, menor que com morfina ou oxicodona. Risco de quedas em idosos.

Mecanismo

Depressão sinérgica do SNC por agonismo μ-opioide aditivo e inibição da recaptação de noradrenalina: codeína (agonista μ via morfina) e tapentadol (agonista μ fraco e inibidor da recaptação de noradrenalina) causam depressão respiratória aditiva, embora tapentadol tenha menor afinidade por receptores μ que morfina (Ki 0,5 μM vs 0,1 μM), resultando em menor depressão respiratória que opioides tradicionais. O componente noradrenérgico do tapentadol pode aumentar alerta em alguns pacientes, mas a sedação ainda ocorre. Codeína é substrato de CYP2D6; tapentadol é metabolizado principalmente por glucuronidação (UGT2B7, UGT1A9), com mínima interação via CYP. Risco de síndrome serotoninérgica é baixo, pois tapentadol não inibe significativamente recaptação de serotonina.

📋Conduta Clinica

Preferir monoterapia. Se coadministração necessária, usar codeína 15-30 mg/dose (máx. 120 mg/dia) e tapentadol 50 mg/dose (máx. 200 mg/dia). Iniciar com doses baixas e titular lentamente. Evitar em pacientes com IR grave (clearance de creatinina < 30 mL/min) devido acúmulo de tapentadol. Orientar sobre sedação e não dirigir.

🔍O que monitorar

Monitorar FR, SpO2, sedação (RASS) a cada 4-6 horas nas primeiras 48h. Avaliar função renal. Em idosos, aplicar escala de Morse para risco de quedas. Em ambulatório, orientar cuidador sobre sinais de sedação excessiva.

Alternativas

Monoterapia com tapentadol (para dor nociceptiva e neuropática) ou codeína com paracetamol. Para dor leve, AINEs ou paracetamol isolados.

📚Referências

Tapentadol FDA Label; UpToDate 2024; Lexicomp 2024; Expert Opinion on Drug Safety (2019)

Perguntas Frequentes

Pode tomar Codeína com Tapentadol?

A combinação de Codeína com Tapentadol apresenta interação de gravidade moderada. Sedação moderada, tontura, náusea, constipação. Depressão respiratória leve a moderada, menor que com morfina ou oxicodona. Risco de quedas em idosos. Preferir monoterapia. Se coadministração necessária, usar codeína 15-30 mg/dose (máx. 120 mg/dia) e tapentadol 50 mg/dose (máx. 200 mg/dia). Iniciar com doses baixas e titular lentamente. Evitar em pacientes com IR grave (clearance de creatinina < 30 mL/min) devido acúmulo de tapentadol. Orientar sobre sedação e não dirigir.

Codeína e Tapentadol interagem?

Sim, Codeína e Tapentadol possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve depressão sinérgica do snc por agonismo μ-opioide aditivo e inibição da recaptação de noradrenalina: codeína (agonista μ via morfina) e tapentadol (agonista μ fraco e inibidor da recaptação de noradrenalina) causam depressão respiratória aditiva, embora tapentadol tenha menor afinidade por receptores μ que morfina (ki 0,5 μm vs 0,1 μm), resultando em menor depressão respiratória que opioides tradicionais. o componente noradrenérgico do tapentadol pode aumentar alerta em alguns pacientes, mas a sedação ainda ocorre. codeína é substrato de cyp2d6; tapentadol é metabolizado principalmente por glucuronidação (ugt2b7, ugt1a9), com mínima interação via cyp. risco de síndrome serotoninérgica é baixo, pois tapentadol não inibe significativamente recaptação de serotonina.. A conduta recomendada é: preferir monoterapia. se coadministração necessária, usar codeína 15-30 mg/dose (máx. 120 mg/dia) e tapentadol 50 mg/dose (máx. 200 mg/dia). iniciar com doses baixas e titular lentamente. evitar em pacientes com ir grave (clearance de creatinina < 30 ml/min) devido acúmulo de tapentadol. orientar sobre sedação e não dirigir..

Qual o risco de Codeína com Tapentadol?

O risco da associação Codeína + Tapentadol é classificado como MODERADA. Sedação moderada, tontura, náusea, constipação. Depressão respiratória leve a moderada, menor que com morfina ou oxicodona. Risco de quedas em idosos. Monitorar: monitorar fr, spo2, sedação (rass) a cada 4-6 horas nas primeiras 48h. avaliar função renal. em idosos, aplicar escala de morse para risco de quedas. em ambulatório, orientar cuidador sobre sinais de sedação excessiva..

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Atualizado em junho/2026

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