Codeína + Oxicodona
⚠O que acontece
Depressão respiratória grave, sedação profunda, coma, miose, íleo paralítico, risco de morte. Maior incidência de náusea e prurido por liberação histamínica aditiva.
⚙Mecanismo
Depressão sinérgica do SNC por agonismo μ-opioide aditivo: codeína (pró-fármaco da morfina via CYP2D6) e oxicodona (agonista μ e κ, metabolizada por CYP3A4 a noroxicodona e CYP2D6 a oximorfona, metabólito ativo) atuam nos mesmos receptores, somando efeitos depressores respiratórios. Oxicodona tem maior biodisponibilidade oral (60-87%) que codeína (40-60%), e sua potência é 1,5-2x maior. A competição por CYP2D6 pode alterar ativação de ambos, mas o efeito clínico dominante é a adição de agonismo μ, aumentando risco de overdose. Polimorfismos de CYP2D6 afetam ambos os fármacos de forma imprevisível.
📋Conduta Clinica
Evitar coadministração. Se necessário trocar de opioide, fazer washout e conversão equianalgésica: codeína 30 mg oral ≈ oxicodona 2-3 mg oral. Iniciar nova terapia com 50% da dose calculada em idosos ou hepatopatas. Em caso de coadministração inadvertida, monitorar e ter naloxona disponível.
🔍O que monitorar
Monitorar FR, SpO2, sedação (RASS) a cada 2 horas por 24-48h. Capnografia em pacientes de alto risco (DPOC, apneia do sono). Avaliar função hepática, pois oxicodona é metabolizada por CYP3A4. Em ambulatório, prescrever naloxona e educar cuidador.
↺Alternativas
Monoterapia com oxicodona, morfina ou tapentadol, titulada. Para dor leve, AINEs ou paracetamol.
📚Referências
FDA Opioid Safety Guidelines; UpToDate 2024; Lexicomp 2024; APS Guidelines for Opioid Rotation
Perguntas Frequentes
Pode tomar Codeína com Oxicodona?
A combinação de Codeína com Oxicodona apresenta interação de gravidade grave. Depressão respiratória grave, sedação profunda, coma, miose, íleo paralítico, risco de morte. Maior incidência de náusea e prurido por liberação histamínica aditiva. Evitar coadministração. Se necessário trocar de opioide, fazer washout e conversão equianalgésica: codeína 30 mg oral ≈ oxicodona 2-3 mg oral. Iniciar nova terapia com 50% da dose calculada em idosos ou hepatopatas. Em caso de coadministração inadvertida, monitorar e ter naloxona disponível.
Codeína e Oxicodona interagem?
Sim, Codeína e Oxicodona possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve depressão sinérgica do snc por agonismo μ-opioide aditivo: codeína (pró-fármaco da morfina via cyp2d6) e oxicodona (agonista μ e κ, metabolizada por cyp3a4 a noroxicodona e cyp2d6 a oximorfona, metabólito ativo) atuam nos mesmos receptores, somando efeitos depressores respiratórios. oxicodona tem maior biodisponibilidade oral (60-87%) que codeína (40-60%), e sua potência é 1,5-2x maior. a competição por cyp2d6 pode alterar ativação de ambos, mas o efeito clínico dominante é a adição de agonismo μ, aumentando risco de overdose. polimorfismos de cyp2d6 afetam ambos os fármacos de forma imprevisível.. A conduta recomendada é: evitar coadministração. se necessário trocar de opioide, fazer washout e conversão equianalgésica: codeína 30 mg oral ≈ oxicodona 2-3 mg oral. iniciar nova terapia com 50% da dose calculada em idosos ou hepatopatas. em caso de coadministração inadvertida, monitorar e ter naloxona disponível..
Qual o risco de Codeína com Oxicodona?
O risco da associação Codeína + Oxicodona é classificado como GRAVE. Depressão respiratória grave, sedação profunda, coma, miose, íleo paralítico, risco de morte. Maior incidência de náusea e prurido por liberação histamínica aditiva. Monitorar: monitorar fr, spo2, sedação (rass) a cada 2 horas por 24-48h. capnografia em pacientes de alto risco (dpoc, apneia do sono). avaliar função hepática, pois oxicodona é metabolizada por cyp3a4. em ambulatório, prescrever naloxona e educar cuidador..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
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