Codeína + Morfina
⚠O que acontece
Depressão respiratória grave (FR < 8/min, apneia), sedação profunda, coma, miose puntiforme, risco de morte por parada respiratória. Náusea e constipação intensificadas.
⚙Mecanismo
Depressão sinérgica do SNC por agonismo μ-opioide aditivo: codeína é pró-fármaco metabolizado a morfina via CYP2D6 (Km ~ 130 μM, Vmax variável conforme genótipo). Morfina administrada exogenamente e morfina gerada endogenamente competem pelos mesmos receptores μ, κ e δ no SNC, causando depressão respiratória dose-dependente. A coadministração equivale a aumentar a dose total de agonista μ, com risco de superdosagem relativa, especialmente em metabolizadores ultrarrápidos de CYP2D6 (até 10% da população caucasiana). Não há benefício analgésico aditivo significativo, apenas aumento de toxicidade.
📋Conduta Clinica
Contraindicada a coadministração. Usar apenas um opioide por vez, com titulação adequada. Se transição de codeína para morfina, descontinuar codeína e iniciar morfina em dose equianalgésica (codeína 30 mg oral ≈ morfina 3 mg oral), com redução de 25-50% em idosos ou IR. Em caso de coadministração inadvertida, monitorar intensivamente e ter naloxona prontamente disponível.
🔍O que monitorar
Monitorar FR, SpO2, nível de consciência (escala de Glasgow ou RASS) continuamente nas primeiras 24h se coadministração ocorrer. Capnografia se disponível. Avaliar genótipo CYP2D6 se história de resposta anormal a codeína. Em ambulatório, prescrever naloxona intranasal e educar sobre sinais de overdose.
↺Alternativas
Monoterapia com morfina, oxicodona ou hidromorfona, titulada conforme resposta. Para dor leve, paracetamol ou AINEs.
📚Referências
WHO Analgesic Ladder; FDA Opioid Safety Guidelines; UpToDate 2024; CPIC Guidelines for CYP2D6 and Codeine
Perguntas Frequentes
Pode tomar Codeína com Morfina?
A combinação de Codeína com Morfina apresenta interação de gravidade grave. Depressão respiratória grave (FR < 8/min, apneia), sedação profunda, coma, miose puntiforme, risco de morte por parada respiratória. Náusea e constipação intensificadas. Contraindicada a coadministração. Usar apenas um opioide por vez, com titulação adequada. Se transição de codeína para morfina, descontinuar codeína e iniciar morfina em dose equianalgésica (codeína 30 mg oral ≈ morfina 3 mg oral), com redução de 25-50% em idosos ou IR. Em caso de coadministração inadvertida, monitorar intensivamente e ter naloxona prontamente disponível.
Codeína e Morfina interagem?
Sim, Codeína e Morfina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve depressão sinérgica do snc por agonismo μ-opioide aditivo: codeína é pró-fármaco metabolizado a morfina via cyp2d6 (km ~ 130 μm, vmax variável conforme genótipo). morfina administrada exogenamente e morfina gerada endogenamente competem pelos mesmos receptores μ, κ e δ no snc, causando depressão respiratória dose-dependente. a coadministração equivale a aumentar a dose total de agonista μ, com risco de superdosagem relativa, especialmente em metabolizadores ultrarrápidos de cyp2d6 (até 10% da população caucasiana). não há benefício analgésico aditivo significativo, apenas aumento de toxicidade.. A conduta recomendada é: contraindicada a coadministração. usar apenas um opioide por vez, com titulação adequada. se transição de codeína para morfina, descontinuar codeína e iniciar morfina em dose equianalgésica (codeína 30 mg oral ≈ morfina 3 mg oral), com redução de 25-50% em idosos ou ir. em caso de coadministração inadvertida, monitorar intensivamente e ter naloxona prontamente disponível..
Qual o risco de Codeína com Morfina?
O risco da associação Codeína + Morfina é classificado como GRAVE. Depressão respiratória grave (FR < 8/min, apneia), sedação profunda, coma, miose puntiforme, risco de morte por parada respiratória. Náusea e constipação intensificadas. Monitorar: monitorar fr, spo2, nível de consciência (escala de glasgow ou rass) continuamente nas primeiras 24h se coadministração ocorrer. capnografia se disponível. avaliar genótipo cyp2d6 se história de resposta anormal a codeína. em ambulatório, prescrever naloxona intranasal e educar sobre sinais de overdose..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
Gerada por motor farmacologico com validacao por IA — Tier B
As informações desta página são de caráter educativo e não substituem a orientação de um profissional farmacêutico. Sempre consulte um farmacêutico antes de alterar sua medicação.