Codeína + Metadona
⚠O que acontece
Depressão respiratória grave e prolongada (devido à longa meia-vida da metadona), sedação profunda, coma, prolongamento QT, Torsades de Pointes, morte súbita cardíaca. Risco aumentado em pacientes com hipocalemia, hipomagnesemia ou uso de outros prolongadores de QT.
⚙Mecanismo
Depressão sinérgica do SNC por agonismo μ-opioide aditivo e risco de arritmias: codeína (agonista μ fraco) e metadona (agonista μ potente, antagonista NMDA, inibidor da recaptação de serotonina/noradrenalina) causam depressão respiratória aditiva. Metadona tem meia-vida longa e variável (15-60h), acumulando com doses repetidas, e prolonga intervalo QT por inibição de canais hERG, com risco de Torsades de Pointes. Codeína não prolonga QT significativamente, mas a depressão respiratória combinada pode exacerbar hipóxia e arritmias. Metadona é metabolizada por CYP3A4, CYP2B6 e CYP2D6; codeína por CYP2D6 e CYP3A4. Competição enzimática pode alterar níveis de ambos, mas o principal risco é farmacodinâmico.
📋Conduta Clinica
Evitar coadministração, especialmente em pacientes com fatores de risco para QT prolongado. Se inevitável (ex.: metadona para dependência e codeína para dor aguda), usar codeína na menor dose possível (15-30 mg/dose, máx. 60 mg/dia) e monitorar ECG basal e seriado. Corrigir eletrólitos (K > 4,0 mEq/L, Mg > 2,0 mg/dL). Limitar duração da codeína a 3-5 dias. Em caso de sedação excessiva, considerar redução da metadona.
🔍O que monitorar
Monitorar FR, SpO2, sedação (RASS) a cada 2-4 horas. ECG basal e após 24-48h de coadministração, medindo QTc (manter < 500 ms ou < 60 ms do basal). Monitorar eletrólitos diariamente. Em ambulatório, educar sobre sinais de arritmia (palpitações, síncope) e sedação.
↺Alternativas
Para dor: AINEs, paracetamol, ou opioide de curta ação sem efeito QT (morfina, oxicodona) com cautela. Para dependência: buprenorfina (menor risco de QT e depressão respiratória).
📚Referências
FDA Methadone Safety Guidelines; UpToDate 2024; Lexicomp 2024; AHA Guidelines on Drug-Induced QT Prolongation
Perguntas Frequentes
Pode tomar Codeína com Metadona?
A combinação de Codeína com Metadona apresenta interação de gravidade grave. Depressão respiratória grave e prolongada (devido à longa meia-vida da metadona), sedação profunda, coma, prolongamento QT, Torsades de Pointes, morte súbita cardíaca. Risco aumentado em pacientes com hipocalemia, hipomagnesemia ou uso de outros prolongadores de QT. Evitar coadministração, especialmente em pacientes com fatores de risco para QT prolongado. Se inevitável (ex.: metadona para dependência e codeína para dor aguda), usar codeína na menor dose possível (15-30 mg/dose, máx. 60 mg/dia) e monitorar ECG basal e seriado. Corrigir eletrólitos (K > 4,0 mEq/L, Mg > 2,0 mg/dL). Limitar duração da codeína a 3-5 dias. Em caso de sedação excessiva, considerar redução da metadona.
Codeína e Metadona interagem?
Sim, Codeína e Metadona possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve depressão sinérgica do snc por agonismo μ-opioide aditivo e risco de arritmias: codeína (agonista μ fraco) e metadona (agonista μ potente, antagonista nmda, inibidor da recaptação de serotonina/noradrenalina) causam depressão respiratória aditiva. metadona tem meia-vida longa e variável (15-60h), acumulando com doses repetidas, e prolonga intervalo qt por inibição de canais herg, com risco de torsades de pointes. codeína não prolonga qt significativamente, mas a depressão respiratória combinada pode exacerbar hipóxia e arritmias. metadona é metabolizada por cyp3a4, cyp2b6 e cyp2d6; codeína por cyp2d6 e cyp3a4. competição enzimática pode alterar níveis de ambos, mas o principal risco é farmacodinâmico.. A conduta recomendada é: evitar coadministração, especialmente em pacientes com fatores de risco para qt prolongado. se inevitável (ex.: metadona para dependência e codeína para dor aguda), usar codeína na menor dose possível (15-30 mg/dose, máx. 60 mg/dia) e monitorar ecg basal e seriado. corrigir eletrólitos (k > 4,0 meq/l, mg > 2,0 mg/dl). limitar duração da codeína a 3-5 dias. em caso de sedação excessiva, considerar redução da metadona..
Qual o risco de Codeína com Metadona?
O risco da associação Codeína + Metadona é classificado como GRAVE. Depressão respiratória grave e prolongada (devido à longa meia-vida da metadona), sedação profunda, coma, prolongamento QT, Torsades de Pointes, morte súbita cardíaca. Risco aumentado em pacientes com hipocalemia, hipomagnesemia ou uso de outros prolongadores de QT. Monitorar: monitorar fr, spo2, sedação (rass) a cada 2-4 horas. ecg basal e após 24-48h de coadministração, medindo qtc (manter < 500 ms ou < 60 ms do basal). monitorar eletrólitos diariamente. em ambulatório, educar sobre sinais de arritmia (palpitações, síncope) e sedação..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
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