Codeína + Gabapentina

GraveRisco elevado — pode causar dano significativo ao paciente
Validada por motor farmacologico

O que acontece

Sedação excessiva, tontura, ataxia, depressão respiratória grave (FR < 10/min), coma, morte. Risco particularmente alto em idosos, IR (acúmulo de gabapentina) e DPOC.

Mecanismo

Depressão sinérgica do SNC e respiratória: codeína (agonista μ-opioide) deprime centros respiratórios. Gabapentina (análogo GABA, liga-se a subunidade α2δ de canais de cálcio voltagem-dependentes) causa sedação e potencializa depressão respiratória de opioides por mecanismo não completamente elucidado, possivelmente por reduzir liberação de neurotransmissores excitatórios no tronco encefálico. Estudos observacionais mostram aumento de 50-60% no risco de overdose fatal quando gabapentinoides são co-prescritos com opioides. Gabapentina não é metabolizada por CYP, excretada inalterada pelos rins, sem interação farmacocinética com codeína. O risco é puramente farmacodinâmico e dose-dependente.

📋Conduta Clinica

Evitar co-prescrição sempre que possível. Se inevitável, usar menores doses: codeína 15-30 mg/dose (máx. 90 mg/dia), gabapentina iniciar com 100-300 mg/dia em idosos ou IR, titular lentamente (máx. 600 mg/dia). Limitar duração. Alertar paciente sobre risco de sedação e depressão respiratória. Considerar naloxona prescrita. Em IR, ajustar gabapentina conforme clearance de creatinina.

🔍O que monitorar

Monitorar FR, SpO2, sedação (RASS) a cada 2-4 horas nas primeiras 48-72h. Avaliar função renal basal e periodicamente. Em ambulatório, orientar cuidador para sinais de overdose (sonolência extrema, confusão, respiração lenta).

Alternativas

Para dor neuropática: duloxetina, amitriptilina (com cautela por sedação aditiva) ou capsaicina tópica. Para dor nociceptiva: AINEs, paracetamol. Se opioide necessário, considerar tapentadol (menor risco relativo).

📚Referências

FDA Drug Safety Communication (2019): Gabapentinoids and Opioids; UpToDate 2024; Lexicomp 2024; Gomes et al., PLoS Med 2017

Perguntas Frequentes

Pode tomar Codeína com Gabapentina?

A combinação de Codeína com Gabapentina apresenta interação de gravidade grave. Sedação excessiva, tontura, ataxia, depressão respiratória grave (FR < 10/min), coma, morte. Risco particularmente alto em idosos, IR (acúmulo de gabapentina) e DPOC. Evitar co-prescrição sempre que possível. Se inevitável, usar menores doses: codeína 15-30 mg/dose (máx. 90 mg/dia), gabapentina iniciar com 100-300 mg/dia em idosos ou IR, titular lentamente (máx. 600 mg/dia). Limitar duração. Alertar paciente sobre risco de sedação e depressão respiratória. Considerar naloxona prescrita. Em IR, ajustar gabapentina conforme clearance de creatinina.

Codeína e Gabapentina interagem?

Sim, Codeína e Gabapentina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve depressão sinérgica do snc e respiratória: codeína (agonista μ-opioide) deprime centros respiratórios. gabapentina (análogo gaba, liga-se a subunidade α2δ de canais de cálcio voltagem-dependentes) causa sedação e potencializa depressão respiratória de opioides por mecanismo não completamente elucidado, possivelmente por reduzir liberação de neurotransmissores excitatórios no tronco encefálico. estudos observacionais mostram aumento de 50-60% no risco de overdose fatal quando gabapentinoides são co-prescritos com opioides. gabapentina não é metabolizada por cyp, excretada inalterada pelos rins, sem interação farmacocinética com codeína. o risco é puramente farmacodinâmico e dose-dependente.. A conduta recomendada é: evitar co-prescrição sempre que possível. se inevitável, usar menores doses: codeína 15-30 mg/dose (máx. 90 mg/dia), gabapentina iniciar com 100-300 mg/dia em idosos ou ir, titular lentamente (máx. 600 mg/dia). limitar duração. alertar paciente sobre risco de sedação e depressão respiratória. considerar naloxona prescrita. em ir, ajustar gabapentina conforme clearance de creatinina..

Qual o risco de Codeína com Gabapentina?

O risco da associação Codeína + Gabapentina é classificado como GRAVE. Sedação excessiva, tontura, ataxia, depressão respiratória grave (FR < 10/min), coma, morte. Risco particularmente alto em idosos, IR (acúmulo de gabapentina) e DPOC. Monitorar: monitorar fr, spo2, sedação (rass) a cada 2-4 horas nas primeiras 48-72h. avaliar função renal basal e periodicamente. em ambulatório, orientar cuidador para sinais de overdose (sonolência extrema, confusão, respiração lenta)..

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Atualizado em junho/2026

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