Codeína + Efavirenz

ModeradaRequer monitoramento — pode necessitar ajuste de dose
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O que acontece

Aumento de tontura, sonolência, dificuldade de concentração, podendo comprometer adesão ao TARV e segurança (quedas, acidentes). Depressão respiratória leve a moderada em pacientes suscetíveis.

Mecanismo

Depressão sinérgica do SNC: codeína deprime centros respiratórios via agonismo μ-opioide. Efavirenz causa efeitos neuropsiquiátricos (tontura, sonolência, confusão) por mecanismo não completamente elucidado, possivelmente envolvendo modulação de receptores serotoninérgicos e GABAérgicos. Adicionalmente, efavirenz é indutor moderado de CYP3A4 e CYP2B6, e inibidor de CYP2C9/2C19; pode alterar metabolismo da codeína (CYP2D6 e CYP3A4), mas impacto clínico é incerto. A codeína é substrato de CYP2D6 (principal via para morfina) e CYP3A4 (via menor para norcodeína). Indução de CYP3A4 pode desviar metabolismo para norcodeína, reduzindo analgesia, mas efeito sedativo aditivo permanece.

📋Conduta Clinica

Preferir analgésico não opioide (paracetamol, AINEs) para dor leve a moderada. Se codeína necessária, iniciar com 15-30 mg/dose, máx. 120 mg/dia, e administrar efavirenz à noite para minimizar impacto diurno da sedação. Orientar paciente a evitar tarefas que exigem alerta até conhecer tolerância. Em pacientes com polimorfismo CYP2D6 ultrarrápido, considerar evitar codeína.

🔍O que monitorar

Avaliar sedação (escala de sonolência de Epworth) e função cognitiva nas primeiras 2 semanas de coadministração. Monitorar FR e SpO2 se sinais de depressão respiratória. Questionar sobre quedas e dificuldade em atividades diárias.

Alternativas

Para dor: paracetamol, ibuprofeno, ou tramadol (com cautela, pois também é opioide). Para TARV: considerar dolutegravir ou outro inibidor de integrase com perfil neurológico mais favorável, se clinicamente apropriado.

📚Referências

EACS Guidelines 2023; UpToDate 2024; Lexicomp 2024; FDA Efavirenz Label

Perguntas Frequentes

Pode tomar Codeína com Efavirenz?

A combinação de Codeína com Efavirenz apresenta interação de gravidade moderada. Aumento de tontura, sonolência, dificuldade de concentração, podendo comprometer adesão ao TARV e segurança (quedas, acidentes). Depressão respiratória leve a moderada em pacientes suscetíveis. Preferir analgésico não opioide (paracetamol, AINEs) para dor leve a moderada. Se codeína necessária, iniciar com 15-30 mg/dose, máx. 120 mg/dia, e administrar efavirenz à noite para minimizar impacto diurno da sedação. Orientar paciente a evitar tarefas que exigem alerta até conhecer tolerância. Em pacientes com polimorfismo CYP2D6 ultrarrápido, considerar evitar codeína.

Codeína e Efavirenz interagem?

Sim, Codeína e Efavirenz possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve depressão sinérgica do snc: codeína deprime centros respiratórios via agonismo μ-opioide. efavirenz causa efeitos neuropsiquiátricos (tontura, sonolência, confusão) por mecanismo não completamente elucidado, possivelmente envolvendo modulação de receptores serotoninérgicos e gabaérgicos. adicionalmente, efavirenz é indutor moderado de cyp3a4 e cyp2b6, e inibidor de cyp2c9/2c19; pode alterar metabolismo da codeína (cyp2d6 e cyp3a4), mas impacto clínico é incerto. a codeína é substrato de cyp2d6 (principal via para morfina) e cyp3a4 (via menor para norcodeína). indução de cyp3a4 pode desviar metabolismo para norcodeína, reduzindo analgesia, mas efeito sedativo aditivo permanece.. A conduta recomendada é: preferir analgésico não opioide (paracetamol, aines) para dor leve a moderada. se codeína necessária, iniciar com 15-30 mg/dose, máx. 120 mg/dia, e administrar efavirenz à noite para minimizar impacto diurno da sedação. orientar paciente a evitar tarefas que exigem alerta até conhecer tolerância. em pacientes com polimorfismo cyp2d6 ultrarrápido, considerar evitar codeína..

Qual o risco de Codeína com Efavirenz?

O risco da associação Codeína + Efavirenz é classificado como MODERADA. Aumento de tontura, sonolência, dificuldade de concentração, podendo comprometer adesão ao TARV e segurança (quedas, acidentes). Depressão respiratória leve a moderada em pacientes suscetíveis. Monitorar: avaliar sedação (escala de sonolência de epworth) e função cognitiva nas primeiras 2 semanas de coadministração. monitorar fr e spo2 se sinais de depressão respiratória. questionar sobre quedas e dificuldade em atividades diárias..

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Atualizado em junho/2026

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