Clozapina + Tabaco (fumar)
⚠O que acontece
CESSAÇÃO do tabaco: toxicidade por clozapina (convulsões, sedação, pneumonia aspirativa). INÍCIO do tabaco: perda de eficácia.
⚙Mecanismo
Hidrocarbonetos aromáticos policíclicos do tabaco induzem CYP1A2 em 2-4x. Parar de fumar = perda da indução = aumento súbito de 50-70% nos níveis de clozapina.
📋Conduta Clinica
Ao parar de fumar: reduzir clozapina em 30-50% na primeira semana. Monitorar nível sérico. Ao iniciar: pode precisar de aumento.
🔍O que monitorar
Nível sérico de clozapina a cada mudança no tabagismo, sedação, convulsões.
↺Alternativas
Olanzapina também é afetada por CYP1A2 (mesmo problema, menor magnitude). Adesivos de nicotina não induzem CYP1A2 (são alternativa segura ao cigarro).
📚Referências
Maudsley Guidelines 2024; UpToDate 2024; Br J Psychiatry 2020
Perguntas Frequentes
Pode tomar Clozapina com Tabaco (fumar)?
A combinação de Clozapina com Tabaco (fumar) apresenta interação de gravidade grave. CESSAÇÃO do tabaco: toxicidade por clozapina (convulsões, sedação, pneumonia aspirativa). INÍCIO do tabaco: perda de eficácia. Ao parar de fumar: reduzir clozapina em 30-50% na primeira semana. Monitorar nível sérico. Ao iniciar: pode precisar de aumento.
Clozapina e Tabaco (fumar) interagem?
Sim, Clozapina e Tabaco (fumar) possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve hidrocarbonetos aromáticos policíclicos do tabaco induzem cyp1a2 em 2-4x. parar de fumar = perda da indução = aumento súbito de 50-70% nos níveis de clozapina.. A conduta recomendada é: ao parar de fumar: reduzir clozapina em 30-50% na primeira semana. monitorar nível sérico. ao iniciar: pode precisar de aumento..
Qual o risco de Clozapina com Tabaco (fumar)?
O risco da associação Clozapina + Tabaco (fumar) é classificado como GRAVE. CESSAÇÃO do tabaco: toxicidade por clozapina (convulsões, sedação, pneumonia aspirativa). INÍCIO do tabaco: perda de eficácia. Monitorar: nível sérico de clozapina a cada mudança no tabagismo, sedação, convulsões..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
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