Clonazepam + Mirtazapina
⚠O que acontece
Sedação excessiva, sonolência diurna, depressão respiratória (especialmente em DPOC ou apneia do sono), comprometimento cognitivo, quedas, risco de overdose acidental.
⚙Mecanismo
Depressão sinérgica do SNC: clonazepam (agonista GABA-A, aumento da frequência de abertura do canal de cloreto) e mirtazapina (antagonista H1 potente, Ki ~0.14 nM, responsável por sedação dose-dependente; antagonismo 5-HT2 e α2-adrenérgico contribui para efeito sedativo). A combinação potencializa sedação e depressão respiratória, especialmente em idosos ou doses elevadas. Risco aumentado de apneia do sono.
📋Conduta Clinica
Iniciar com doses baixas de ambos (ex: clonazepam 0.25-0.5 mg à noite, mirtazapina 7.5-15 mg). Evitar uso concomitante em pacientes com risco respiratório. Alertar paciente sobre sedação e proibição de dirigir/operar máquinas. Reavaliar necessidade da combinação; considerar monoterapia ou redução gradual de um dos agentes.
🔍O que monitorar
Nível de consciência (escala de sedação), frequência respiratória, SpO2 (especialmente em pacientes com comorbidades pulmonares), risco de quedas (teste Timed Up and Go), função cognitiva (Mini-Mental).
↺Alternativas
Para insônia: considerar melatonina ou agonistas de melatonina (ramelteon). Para depressão/ansiedade: considerar ISRS com menor perfil sedativo (ex: sertralina) ou terapia cognitivo-comportamental.
📚Referências
FDA CNS Depression Alert; UpToDate 2024; Micromedex; Stockley's Drug Interactions; Stahl's Essential Psychopharmacology
Perguntas Frequentes
Pode tomar Clonazepam com Mirtazapina?
A combinação de Clonazepam com Mirtazapina apresenta interação de gravidade moderada. Sedação excessiva, sonolência diurna, depressão respiratória (especialmente em DPOC ou apneia do sono), comprometimento cognitivo, quedas, risco de overdose acidental. Iniciar com doses baixas de ambos (ex: clonazepam 0.25-0.5 mg à noite, mirtazapina 7.5-15 mg). Evitar uso concomitante em pacientes com risco respiratório. Alertar paciente sobre sedação e proibição de dirigir/operar máquinas. Reavaliar necessidade da combinação; considerar monoterapia ou redução gradual de um dos agentes.
Clonazepam e Mirtazapina interagem?
Sim, Clonazepam e Mirtazapina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve depressão sinérgica do snc: clonazepam (agonista gaba-a, aumento da frequência de abertura do canal de cloreto) e mirtazapina (antagonista h1 potente, ki ~0.14 nm, responsável por sedação dose-dependente; antagonismo 5-ht2 e α2-adrenérgico contribui para efeito sedativo). a combinação potencializa sedação e depressão respiratória, especialmente em idosos ou doses elevadas. risco aumentado de apneia do sono.. A conduta recomendada é: iniciar com doses baixas de ambos (ex: clonazepam 0.25-0.5 mg à noite, mirtazapina 7.5-15 mg). evitar uso concomitante em pacientes com risco respiratório. alertar paciente sobre sedação e proibição de dirigir/operar máquinas. reavaliar necessidade da combinação; considerar monoterapia ou redução gradual de um dos agentes..
Qual o risco de Clonazepam com Mirtazapina?
O risco da associação Clonazepam + Mirtazapina é classificado como MODERADA. Sedação excessiva, sonolência diurna, depressão respiratória (especialmente em DPOC ou apneia do sono), comprometimento cognitivo, quedas, risco de overdose acidental. Monitorar: nível de consciência (escala de sedação), frequência respiratória, spo2 (especialmente em pacientes com comorbidades pulmonares), risco de quedas (teste timed up and go), função cognitiva (mini-mental)..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
Gerada por motor farmacologico com validacao por IA — Tier B
As informações desta página são de caráter educativo e não substituem a orientação de um profissional farmacêutico. Sempre consulte um farmacêutico antes de alterar sua medicação.