Clomipramina + Zolpidem
⚠O que acontece
Sedação excessiva, sonolência diurna, tontura, ataxia, amnésia anterógrada, comportamentos complexos durante o sono (sonambulismo, dirigir dormindo), depressão respiratória leve, risco de quedas e fraturas.
⚙Mecanismo
A clomipramina deprime o SNC por antagonismo H1 e α1. O zolpidem é um agonista do receptor GABA-A (subunidade α1), causando sedação hipnótica com menor efeito ansiolítico e relaxante muscular. A combinação resulta em depressão sinérgica do SNC, com risco de sedação excessiva, sonambulismo, amnésia e depressão respiratória leve. O risco é maior em idosos, mulheres (maior exposição ao zolpidem) e uso de doses >10 mg.
📋Conduta Clinica
1) Usar zolpidem na menor dose eficaz (5 mg para mulheres, 5-10 mg para homens) e por curto prazo (≤4 semanas); 2) Administrar imediatamente antes de deitar e garantir 7-8h de sono; 3) Evitar álcool e outros depressores; 4) Em idosos, evitar zolpidem (Beers Criteria) ou usar dose máxima de 5 mg; 5) Se sedação diurna, reduzir dose ou suspender zolpidem; 6) Orientar sobre riscos de comportamentos complexos e dirigir.
🔍O que monitorar
Nível de consciência; frequência respiratória e SpO2 (se risco de apneia); relato de comportamentos anormais durante o sono; risco de quedas.
↺Alternativas
Substituir zolpidem por melatonina de liberação prolongada (2 mg) ou intervenção não farmacológica (TCC para insônia); substituir clomipramina por ISRS menos sedativo.
📚Referências
FDA CNS Depression Alert; UpToDate 2024; Beers Criteria 2023; FDA Zolpidem Safety Communication
Perguntas Frequentes
Pode tomar Clomipramina com Zolpidem?
A combinação de Clomipramina com Zolpidem apresenta interação de gravidade moderada. Sedação excessiva, sonolência diurna, tontura, ataxia, amnésia anterógrada, comportamentos complexos durante o sono (sonambulismo, dirigir dormindo), depressão respiratória leve, risco de quedas e fraturas. 1) Usar zolpidem na menor dose eficaz (5 mg para mulheres, 5-10 mg para homens) e por curto prazo (≤4 semanas); 2) Administrar imediatamente antes de deitar e garantir 7-8h de sono; 3) Evitar álcool e outros depressores; 4) Em idosos, evitar zolpidem (Beers Criteria) ou usar dose máxima de 5 mg; 5) Se sedação diurna, reduzir dose ou suspender zolpidem; 6) Orientar sobre riscos de comportamentos complexos e dirigir.
Clomipramina e Zolpidem interagem?
Sim, Clomipramina e Zolpidem possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve a clomipramina deprime o snc por antagonismo h1 e α1. o zolpidem é um agonista do receptor gaba-a (subunidade α1), causando sedação hipnótica com menor efeito ansiolítico e relaxante muscular. a combinação resulta em depressão sinérgica do snc, com risco de sedação excessiva, sonambulismo, amnésia e depressão respiratória leve. o risco é maior em idosos, mulheres (maior exposição ao zolpidem) e uso de doses >10 mg.. A conduta recomendada é: 1) usar zolpidem na menor dose eficaz (5 mg para mulheres, 5-10 mg para homens) e por curto prazo (≤4 semanas); 2) administrar imediatamente antes de deitar e garantir 7-8h de sono; 3) evitar álcool e outros depressores; 4) em idosos, evitar zolpidem (beers criteria) ou usar dose máxima de 5 mg; 5) se sedação diurna, reduzir dose ou suspender zolpidem; 6) orientar sobre riscos de comportamentos complexos e dirigir..
Qual o risco de Clomipramina com Zolpidem?
O risco da associação Clomipramina + Zolpidem é classificado como MODERADA. Sedação excessiva, sonolência diurna, tontura, ataxia, amnésia anterógrada, comportamentos complexos durante o sono (sonambulismo, dirigir dormindo), depressão respiratória leve, risco de quedas e fraturas. Monitorar: nível de consciência; frequência respiratória e spo2 (se risco de apneia); relato de comportamentos anormais durante o sono; risco de quedas..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
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