Clomipramina + Trazodona

GraveRisco elevado — pode causar dano significativo ao paciente
Validada por motor farmacologico

O que acontece

Síndrome serotoninérgica: espectro de gravidade desde leve (tremor, ansiedade, diaforese) até grave (hipertermia > 38.5°C, rigidez muscular, mioclonia, clônus ocular ou induzível, agitação, delirium, taquicardia, hipertensão lábil, convulsões, rabdomiólise, CIVD). Mortalidade de 2-5% em casos graves não tratados. Critérios de Hunter: clônus espontâneo, induzível ou ocular + agitação/diaforese/hipertonia/temperatura > 38°C.

Mecanismo

A clomipramina é um inibidor potente da recaptação de serotonina (ISRS) com Ki de ~0.14 nM para SERT, enquanto a trazodona atua como antagonista dos receptores 5-HT2A e inibidor fraco da recaptação de serotonina (Ki ~160 nM). A combinação resulta em excesso serotoninérgico sináptico por mecanismos complementares: aumento da disponibilidade de serotonina na fenda (clomipramina) e modulação pós-sináptica (trazodona). O risco é dose-dependente e maior nas primeiras 24-72 horas após início ou aumento de dose. A síndrome serotoninérgica ocorre por hiperestimulação dos receptores 5-HT1A e 5-HT2A centrais e periféricos.

📋Conduta Clinica

Evitar a associação. Se inevitável, iniciar com doses mínimas: clomipramina 25 mg/dia e trazodona 25-50 mg/dia, com aumento gradual a cada 2 semanas. Não exceder 75 mg/dia de clomipramina ou 100 mg/dia de trazodona em combinação. Suspender ambos imediatamente se surgirem sintomas. Em casos graves, internação, benzodiazepínicos (lorazepam 2 mg IV), ciproeptadina 12 mg VO/SNE (dose de ataque) seguida de 2 mg a cada 2 horas até resposta, e medidas de suporte (resfriamento, hidratação).

🔍O que monitorar

Avaliar critérios de Hunter a cada consulta e orientar paciente/família sobre sinais precoces (agitação, tremor, sudorese). Monitorar temperatura, FC, PA, reflexos tendinosos, clônus e nível de consciência nas primeiras 2 semanas de tratamento ou após ajuste de dose. Em caso de suspeita, solicitar CK, função renal, coagulograma e gasometria.

Alternativas

Substituir um dos fármacos por alternativa sem ação serotoninérgica significativa: para insônia, usar zolpidem ou eszopiclona; para depressão, considerar bupropiona (se sem risco convulsivo) ou nortriptilina (menor potência serotoninérgica).

📚Referências

FDA Serotonin Syndrome Alert 2023; UpToDate 2024; Boyer EW, Serotonin Syndrome, N Engl J Med 2005; Hunter Serotonin Toxicity Criteria.

Perguntas Frequentes

Pode tomar Clomipramina com Trazodona?

A combinação de Clomipramina com Trazodona apresenta interação de gravidade grave. Síndrome serotoninérgica: espectro de gravidade desde leve (tremor, ansiedade, diaforese) até grave (hipertermia > 38.5°C, rigidez muscular, mioclonia, clônus ocular ou induzível, agitação, delirium, taquicardia, hipertensão lábil, convulsões, rabdomiólise, CIVD). Mortalidade de 2-5% em casos graves não tratados. Critérios de Hunter: clônus espontâneo, induzível ou ocular + agitação/diaforese/hipertonia/temperatura > 38°C. Evitar a associação. Se inevitável, iniciar com doses mínimas: clomipramina 25 mg/dia e trazodona 25-50 mg/dia, com aumento gradual a cada 2 semanas. Não exceder 75 mg/dia de clomipramina ou 100 mg/dia de trazodona em combinação. Suspender ambos imediatamente se surgirem sintomas. Em casos graves, internação, benzodiazepínicos (lorazepam 2 mg IV), ciproeptadina 12 mg VO/SNE (dose de ataque) seguida de 2 mg a cada 2 horas até resposta, e medidas de suporte (resfriamento, hidratação).

Clomipramina e Trazodona interagem?

Sim, Clomipramina e Trazodona possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve a clomipramina é um inibidor potente da recaptação de serotonina (isrs) com ki de ~0.14 nm para sert, enquanto a trazodona atua como antagonista dos receptores 5-ht2a e inibidor fraco da recaptação de serotonina (ki ~160 nm). a combinação resulta em excesso serotoninérgico sináptico por mecanismos complementares: aumento da disponibilidade de serotonina na fenda (clomipramina) e modulação pós-sináptica (trazodona). o risco é dose-dependente e maior nas primeiras 24-72 horas após início ou aumento de dose. a síndrome serotoninérgica ocorre por hiperestimulação dos receptores 5-ht1a e 5-ht2a centrais e periféricos.. A conduta recomendada é: evitar a associação. se inevitável, iniciar com doses mínimas: clomipramina 25 mg/dia e trazodona 25-50 mg/dia, com aumento gradual a cada 2 semanas. não exceder 75 mg/dia de clomipramina ou 100 mg/dia de trazodona em combinação. suspender ambos imediatamente se surgirem sintomas. em casos graves, internação, benzodiazepínicos (lorazepam 2 mg iv), ciproeptadina 12 mg vo/sne (dose de ataque) seguida de 2 mg a cada 2 horas até resposta, e medidas de suporte (resfriamento, hidratação)..

Qual o risco de Clomipramina com Trazodona?

O risco da associação Clomipramina + Trazodona é classificado como GRAVE. Síndrome serotoninérgica: espectro de gravidade desde leve (tremor, ansiedade, diaforese) até grave (hipertermia > 38.5°C, rigidez muscular, mioclonia, clônus ocular ou induzível, agitação, delirium, taquicardia, hipertensão lábil, convulsões, rabdomiólise, CIVD). Mortalidade de 2-5% em casos graves não tratados. Critérios de Hunter: clônus espontâneo, induzível ou ocular + agitação/diaforese/hipertonia/temperatura > 38°C. Monitorar: avaliar critérios de hunter a cada consulta e orientar paciente/família sobre sinais precoces (agitação, tremor, sudorese). monitorar temperatura, fc, pa, reflexos tendinosos, clônus e nível de consciência nas primeiras 2 semanas de tratamento ou após ajuste de dose. em caso de suspeita, solicitar ck, função renal, coagulograma e gasometria..

Interações Relacionadas

Atualizado em junho/2026

Gerada por motor farmacologico com validacao por IA — Tier B

Verificar mais interações

As informações desta página são de caráter educativo e não substituem a orientação de um profissional farmacêutico. Sempre consulte um farmacêutico antes de alterar sua medicação.