Clomipramina + Tramadol
⚠O que acontece
Síndrome serotoninérgica: agitação, mioclonia, hipertermia, diaforese, tremor, taquicardia.
⚙Mecanismo
Clomipramina inibe potentemente SERT (Ki ≈ 0.3 nM). Tramadol inibe fracamente SERT (Ki 1-10 μM) e promove liberação de serotonina via transportador. Efeito aditivo com risco elevado de excesso serotoninérgico.
📋Conduta Clinica
Evitar associação. Se indispensável, iniciar tramadol 25-50 mg/dia, titular lentamente a cada 3-5 dias. Reavaliar após 48-72 h.
🔍O que monitorar
Temperatura, FC, reflexos (clônus), mioclonias e nível de consciência a cada 4-6 h nas primeiras 24-48 h. Aplicar critérios de Hunter.
↺Alternativas
Usar morfina ou AINE conforme indicação, sem ação serotoninérgica.
📚Referências
FDA Serotonin Syndrome Alert; UpToDate 2024
Perguntas Frequentes
Pode tomar Clomipramina com Tramadol?
A combinação de Clomipramina com Tramadol apresenta interação de gravidade grave. Síndrome serotoninérgica: agitação, mioclonia, hipertermia, diaforese, tremor, taquicardia. Evitar associação. Se indispensável, iniciar tramadol 25-50 mg/dia, titular lentamente a cada 3-5 dias. Reavaliar após 48-72 h.
Clomipramina e Tramadol interagem?
Sim, Clomipramina e Tramadol possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve clomipramina inibe potentemente sert (ki ≈ 0.3 nm). tramadol inibe fracamente sert (ki 1-10 μm) e promove liberação de serotonina via transportador. efeito aditivo com risco elevado de excesso serotoninérgico.. A conduta recomendada é: evitar associação. se indispensável, iniciar tramadol 25-50 mg/dia, titular lentamente a cada 3-5 dias. reavaliar após 48-72 h..
Qual o risco de Clomipramina com Tramadol?
O risco da associação Clomipramina + Tramadol é classificado como GRAVE. Síndrome serotoninérgica: agitação, mioclonia, hipertermia, diaforese, tremor, taquicardia. Monitorar: temperatura, fc, reflexos (clônus), mioclonias e nível de consciência a cada 4-6 h nas primeiras 24-48 h. aplicar critérios de hunter..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
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