Clomipramina + Quetiapina
⚠O que acontece
Sedação excessiva diurna (sonolência, torpor), depressão respiratória (FR < 12 irpm, SpO2 < 90% em ar ambiente), comprometimento cognitivo (atenção, memória, função executiva), risco aumentado de quedas (2-3x em idosos), fraturas e acidentes automobilísticos. Piora de apneia obstrutiva do sono.
⚙Mecanismo
Depressão sinérgica do SNC por mecanismos complementares: clomipramina bloqueia receptores H1 (Ki ~1 nM) e M1 (Ki ~10 nM), causando sedação e efeitos anticolinérgicos centrais; quetiapina é um potente antagonista H1 (Ki ~2 nM), com efeito sedativo pronunciado, e também bloqueia α1-adrenérgicos (Ki ~10 nM) e M1 (Ki ~100 nM). A combinação resulta em efeito depressor aditivo, com redução do nível de consciência, lentificação psicomotora e depressão respiratória leve a moderada. O risco é maior em idosos, hepatopatas e nefropatas, e com doses altas (>150 mg/dia de clomipramina ou >200 mg/dia de quetiapina).
📋Conduta Clinica
Usar a menor dose eficaz de cada fármaco: iniciar clomipramina 25 mg à noite e quetiapina 25-50 mg à noite. Aumentar lentamente a cada 2 semanas, com dose máxima combinada de 100 mg/dia de clomipramina e 200 mg/dia de quetiapina. Administrar ambos ao deitar para minimizar sedação diurna. Evitar outros depressores do SNC (álcool, benzodiazepínicos, opioides). Orientar paciente a não dirigir ou operar máquinas até tolerância estabelecida (2-4 semanas).
🔍O que monitorar
Avaliar nível de consciência (escala de sedação de Ramsay: alvo 2-3), FR e SpO2 no basal e semanalmente no primeiro mês. Aplicar escala de risco de quedas (Morse) e teste Timed Up and Go em idosos. Questionar sobre sonolência diurna (escala de Epworth) e eventos adversos (quedas, acidentes). Em pacientes com apneia do sono, considerar polissonografia se houver piora clínica.
↺Alternativas
Substituir um dos fármacos por alternativa não sedativa: para depressão, considerar bupropiona ou venlafaxina (se tolerada); para insônia/psicose, usar aripiprazol ou lurasidona (menor sedação).
📚Referências
FDA CNS Depression Alert 2023; UpToDate 2024; American Geriatrics Society Beers Criteria 2023; Lexicomp 2024.
Perguntas Frequentes
Pode tomar Clomipramina com Quetiapina?
A combinação de Clomipramina com Quetiapina apresenta interação de gravidade moderada. Sedação excessiva diurna (sonolência, torpor), depressão respiratória (FR < 12 irpm, SpO2 < 90% em ar ambiente), comprometimento cognitivo (atenção, memória, função executiva), risco aumentado de quedas (2-3x em idosos), fraturas e acidentes automobilísticos. Piora de apneia obstrutiva do sono. Usar a menor dose eficaz de cada fármaco: iniciar clomipramina 25 mg à noite e quetiapina 25-50 mg à noite. Aumentar lentamente a cada 2 semanas, com dose máxima combinada de 100 mg/dia de clomipramina e 200 mg/dia de quetiapina. Administrar ambos ao deitar para minimizar sedação diurna. Evitar outros depressores do SNC (álcool, benzodiazepínicos, opioides). Orientar paciente a não dirigir ou operar máquinas até tolerância estabelecida (2-4 semanas).
Clomipramina e Quetiapina interagem?
Sim, Clomipramina e Quetiapina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve depressão sinérgica do snc por mecanismos complementares: clomipramina bloqueia receptores h1 (ki ~1 nm) e m1 (ki ~10 nm), causando sedação e efeitos anticolinérgicos centrais; quetiapina é um potente antagonista h1 (ki ~2 nm), com efeito sedativo pronunciado, e também bloqueia α1-adrenérgicos (ki ~10 nm) e m1 (ki ~100 nm). a combinação resulta em efeito depressor aditivo, com redução do nível de consciência, lentificação psicomotora e depressão respiratória leve a moderada. o risco é maior em idosos, hepatopatas e nefropatas, e com doses altas (>150 mg/dia de clomipramina ou >200 mg/dia de quetiapina).. A conduta recomendada é: usar a menor dose eficaz de cada fármaco: iniciar clomipramina 25 mg à noite e quetiapina 25-50 mg à noite. aumentar lentamente a cada 2 semanas, com dose máxima combinada de 100 mg/dia de clomipramina e 200 mg/dia de quetiapina. administrar ambos ao deitar para minimizar sedação diurna. evitar outros depressores do snc (álcool, benzodiazepínicos, opioides). orientar paciente a não dirigir ou operar máquinas até tolerância estabelecida (2-4 semanas)..
Qual o risco de Clomipramina com Quetiapina?
O risco da associação Clomipramina + Quetiapina é classificado como MODERADA. Sedação excessiva diurna (sonolência, torpor), depressão respiratória (FR < 12 irpm, SpO2 < 90% em ar ambiente), comprometimento cognitivo (atenção, memória, função executiva), risco aumentado de quedas (2-3x em idosos), fraturas e acidentes automobilísticos. Piora de apneia obstrutiva do sono. Monitorar: avaliar nível de consciência (escala de sedação de ramsay: alvo 2-3), fr e spo2 no basal e semanalmente no primeiro mês. aplicar escala de risco de quedas (morse) e teste timed up and go em idosos. questionar sobre sonolência diurna (escala de epworth) e eventos adversos (quedas, acidentes). em pacientes com apneia do sono, considerar polissonografia se houver piora clínica..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
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