Clomipramina + Pregabalina
⚠O que acontece
Sedação excessiva (sonolência diurna, fadiga), tontura, comprometimento cognitivo (confusão, dificuldade de concentração), risco de quedas (escore de Morse > 45), depressão respiratória em pacientes com apneia do sono ou DPOC grave (relatos com doses > 300 mg/dia).
⚙Mecanismo
Depressão sinérgica do SNC: Clomipramina causa sedação por antagonismo H1 e α1 central. Pregabalina liga-se à subunidade α2-δ de canais de cálcio voltagem-dependentes, reduzindo liberação de neurotransmissores excitatórios (glutamato, noradrenalina). Pico plasmático em 1,5h, meia-vida de 6h, excreção renal inalterada (ajuste para ClCr < 60 mL/min). Sedação é dose-dependente e mais intensa que gabapentina.
📋Conduta Clinica
Iniciar pregabalina com 25-50 mg à noite em pacientes já em clomipramina. Titular pregabalina lentamente (aumentos de 25-50 mg a cada 3-5 dias) até dose máxima de 150 mg/dia dividida em 2-3 tomadas. Em idosos ou IRC (ClCr < 60 mL/min), reduzir dose inicial em 50% e ajustar intervalo conforme bula. Evitar álcool e outros sedativos.
🔍O que monitorar
Monitorar nível de consciência (escala de sedação de Ramsay alvo ≤3) e tontura (escala visual analógica) diariamente na primeira semana. Avaliar função renal (creatinina sérica, ClCr estimada) antes do início e mensalmente. Risco de quedas (teste Timed Up and Go) a cada 2 semanas.
↺Alternativas
Para dor neuropática, considerar duloxetina (se componente depressivo) ou capsaicina tópica. Para ansiedade, avaliar buspirona (não sedativa).
📚Referências
FDA CNS Depression Alert; UpToDate 2024; Lexicomp 2024; bula pregabalina (Lyrica) 2023
Perguntas Frequentes
Pode tomar Clomipramina com Pregabalina?
A combinação de Clomipramina com Pregabalina apresenta interação de gravidade moderada. Sedação excessiva (sonolência diurna, fadiga), tontura, comprometimento cognitivo (confusão, dificuldade de concentração), risco de quedas (escore de Morse > 45), depressão respiratória em pacientes com apneia do sono ou DPOC grave (relatos com doses > 300 mg/dia). Iniciar pregabalina com 25-50 mg à noite em pacientes já em clomipramina. Titular pregabalina lentamente (aumentos de 25-50 mg a cada 3-5 dias) até dose máxima de 150 mg/dia dividida em 2-3 tomadas. Em idosos ou IRC (ClCr < 60 mL/min), reduzir dose inicial em 50% e ajustar intervalo conforme bula. Evitar álcool e outros sedativos.
Clomipramina e Pregabalina interagem?
Sim, Clomipramina e Pregabalina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve depressão sinérgica do snc: clomipramina causa sedação por antagonismo h1 e α1 central. pregabalina liga-se à subunidade α2-δ de canais de cálcio voltagem-dependentes, reduzindo liberação de neurotransmissores excitatórios (glutamato, noradrenalina). pico plasmático em 1,5h, meia-vida de 6h, excreção renal inalterada (ajuste para clcr < 60 ml/min). sedação é dose-dependente e mais intensa que gabapentina.. A conduta recomendada é: iniciar pregabalina com 25-50 mg à noite em pacientes já em clomipramina. titular pregabalina lentamente (aumentos de 25-50 mg a cada 3-5 dias) até dose máxima de 150 mg/dia dividida em 2-3 tomadas. em idosos ou irc (clcr < 60 ml/min), reduzir dose inicial em 50% e ajustar intervalo conforme bula. evitar álcool e outros sedativos..
Qual o risco de Clomipramina com Pregabalina?
O risco da associação Clomipramina + Pregabalina é classificado como MODERADA. Sedação excessiva (sonolência diurna, fadiga), tontura, comprometimento cognitivo (confusão, dificuldade de concentração), risco de quedas (escore de Morse > 45), depressão respiratória em pacientes com apneia do sono ou DPOC grave (relatos com doses > 300 mg/dia). Monitorar: monitorar nível de consciência (escala de sedação de ramsay alvo ≤3) e tontura (escala visual analógica) diariamente na primeira semana. avaliar função renal (creatinina sérica, clcr estimada) antes do início e mensalmente. risco de quedas (teste timed up and go) a cada 2 semanas..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
Gerada por motor farmacologico com validacao por IA — Tier B
As informações desta página são de caráter educativo e não substituem a orientação de um profissional farmacêutico. Sempre consulte um farmacêutico antes de alterar sua medicação.